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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

. “‘Mister’ prólogo de Portugal” perdeu o trono — e não arranjou desculpas

  🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 5 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 2 min · 🌱EMM   Durante anos, quando se falava do prólogo da Volta a Portugal, havia um nome que aparecia quase automaticamente: Rafael Reis. “‘Mister’ prólogo de Portugal”, chamou-lhe Julius Johansen. E percebe-se o motivo. O problema é que, desta vez, o “Mister” ficou sem a coroa. O especialista da Anicolor terminou o prólogo da 87.ª Volta a Portugal na terceira posição, atrás de Julius Johansen e Rui Oliveira, e viu terminar uma sequência que já parecia fazer parte da mobília da corrida: desde 2025 que Rafael Reis era, consecutivamente, o primeiro líder da Volta. Antes disso, já tinha vestido a primeira camisola amarela em 2016 e 2018. Seis anos de domínio no prólogo acabaram em Lisboa. E acabaram sem drama, sem desculpas e com o próprio Rafael Reis a reconhecer quem esteve melhor. “Foi positivo; dei o meu melhor. O Julius Johansen era o candidato que eu mais temia e provou, mais u...

Três match points, um destino cruel

  Por António Vieira Pacheco

Portuguesa a um passo nas meias-finais.
Créditos: FPT: As meias-finais ali tão perto.

Matilde Jorge esteve a um suspiro da glória, mas acabou tragicamente do lado errado da história. Durante quatro horas e quatro minutos de batalha titânica no ITF W50 de Santo Domingo, a jovem portuguesa dispôs de três match points, mas viu o sonho escapar-se-lhe por entre os dedos diante da norte-americana Maria Mateas.

O duelo foi uma montanha-russa de emoções. Após vencer o primeiro ‘set’ por 6-4, Matilde cedeu o segundo pelo mesmo parcial e chegou ao terceiro determinada a agarrar um triunfo épico. Teve a vitória ao alcance a 5-4, com um match point precioso, mas a bola não quis saber do destino. No tiebreak, quando o equilíbrio era cortante, surgiu nova oportunidade – 7-6 e 8-7 – mas, uma vez mais, o golpe final não se concretizou. No fim, o marcador ditou um cruel 7-6 (8), que selou um desfecho tão dramático quanto injusto para a número dois nacional.

Após três dias de luta incessante, a vimaranense ficou a um passo das meias-finais, a um instante de uma jornada histórica, a um ponto de reescrever o seu destino. Mas o ténis, tantas vezes ingrato, trocou-lhe as voltas. 


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