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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Portugal passeia em Santa Tecla na Taça Davis

      🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 18 de setembro 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM    Portugal terminou o primeiro dia em Santa Tecla com uma vantagem de 2-0 sobre El Salvador. Nuno Borges confirmou o favoritismo e Jaime Faria conseguiu finalmente a primeira vitória em singulares pela Seleção na Taça Davis. O primeiro objetivo estava definido antes da eliminatória começar: Portugal tinha de sair de Santa Tecla na frente. Saiu melhor do que isso. Nuno Borges e Jaime Faria ganharam os dois primeiros singulares, ambos em dois sets, e colocaram El Salvador numa situação delicada antes do segundo dia. O ambiente da Taça Davis esteve lá — bancadas e camarotes repletos, vuvuzelas e o apoio constante ao conjunto da casa — mas Portugal não permitiu que esse fator tivesse influência. Foram duas vitórias portuguesas. E nenhuma delas chegou ao terceiro set. Borges fez o que se esperava Diego Duran tinha o público a apoiá-lo e uma op...

Areias que fogem, ondas que voltam!

  Por António Vieira Pacheco 

Irmãs Jorge eliminadas
Créditos: FPT. Irmãs Jorge encerram campanha nas Caraíbas.

A areia ardente das praias da República Dominicana guardará para sempre as pegadas das irmãs Francisca (259.ª mundial) e Matilde Jorge (287.ª). Elas chegaram como brisa confiantes, sopradas pelo estatuto de cabeças de série do ITF W50 II, mas o oceano do ténis tem marés caprichosas.

Isentas da primeira ronda, Francisca foi a primeira a entrar em cena. Começou como quem desenha castelos na areia: firme, determinada, esculpindo cada ponto com a paciência de quem sabe que o vento pode virar. Mas, como as ondas que regressam para desfazer o que foi construído, a espanhola Eva Guerrero Alvarez (547.ª) encontrou um ritmo que quebrou o ímpeto luso. Um 1-6 inicial de sonho virou naufrágio: 6-4 e 6-0 selaram uma reviravolta cruel.

Matilde entrou depois, de raqueta em punho, como se empunhasse uma caravela pronta a dobrar o Cabo das Tormentas. Enfrentou Ana Sofia Sanchez (374.ª) numa batalha sem tréguas, onde cada ‘set’ foi um braço de ferro com a sorte. Um ponto para fechar o segundo ‘set’ esvoaçou como um pássaro assustado e não mais voltou. A resistência mexicana foi mais forte: 7-5 e 7-6 (3) ditaram o desfecho.

Sem a cumplicidade dos pares desta vez, as irmãs despedem-se das Caraíbas como navegadoras sem terra à vista, regressando a Portugal sem mapas desenhados para a próxima jornada. Mas o mar é eterno, e a cada onda que se retira, outra virá, mais forte, mais certeira.

O ténis, como a praia, é feito de reviravoltas.

 


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