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Torres ficou em terra: o Passarão arrasou no Maia Open

  António Vieira Pacheco 13 de outubro de 2026 DIREITOS RESERVADOS — EMM Leitura estimada: 3 min Crédito: Direitos Reservados/FPT O Passarão italiano não teve piedade e o Gavião português ficou sem asas. Francesco Passaro derrotou Tiago Torres na primeira ronda do Maia Open e confirmou a razia no quadro principal de singulares, que ficou sem qualquer representante português em prova na variante. O campeão nacional absoluto, atualmente no 365.º lugar do ranking mundial, não conseguiu descolar e cedeu perante o italiano, 229.º da hierarquia, por 6-3 e 6-0, em apenas 50 minutos. Passaro, vice-campeão na Maia em 2024, voltou a mostrar argumentos para discutir o título, após conquistar o Challenger 50 de Palermo no último fim de semana. Sem descolar Tiago Torres ficou muito longe do nível que já demonstrou e voltou a despedir-se precocemente de um torneio. O tenista português entrou em campo sem encontrar soluções para contrariar o adversário e acabou por sofrer uma derrota expressiva, ...

O adeus precoce de Henrique Rocha no Maia Open

António Vieira Pacheco

11 de outubro de 2026
DIREITOS RESERVADOS — EMM

Leitura estimada: 2   min
Henrique Rocha uma oportunidade de entrar no top 100 mundial.
Direitos Reservados.

Henrique Rocha regressou ao Maia Open com a confiança de quem acabara de conquistar um título no Porto e com oportunidade concreta de entrar no top 100 mundial. Saiu, porém, com uma derrota difícil de explicar apenas pelos números: o português esteve três vezes em posição de fechar o encontro, mas não conseguiu aproveitar nenhuma delas.

O tenista portuense, atual 106.º do ranking ATP e segundo cabeça de série, foi eliminado na primeira ronda pelo indiano Sumit Nagal, 253.º classificado mundial, por 3-6, 7-5 e 7-6 (5).

Uma derrota particularmente amarga para o número três português, que tinha argumentos para seguir em frente e chegar mais perto de um objetivo importante na carreira.

Uma entrada forte

O início do encontro confirmou as expectativas em redor do português. No primeiro set, o português assumiu o controlo, mostrou-se sólido nos seus jogos de serviço e não permitiu qualquer ponto de break ao adversário.

O parcial terminou em 6-3, com o jovem portuense, de 22 anos, a demonstrar capacidade para impor o seu jogo e a deixar a sensação de que poderia resolver o encontro sem grandes sobressaltos.

Mas Nagal não se deixou afastar. O indiano, que não vencia um encontro há cerca de dois meses, elevou o nível de jogo no segundo set e encontrou na direita uma arma para contrariar o domínio inicial do português.

A resposta teve consequências. Nagal ganhou confiança, equilibrou as trocas de bola e acabou por vencer o parcial por 7-5, levando a decisão para um terceiro set que se transformaria num teste à resistência competitiva dos dois jogadores.



Três oportunidades

Foi no terceiro set que o encontro ganhou contornos dramáticos.

O portuense conseguiu colocar-se em posição privilegiada e chegou a fazer o break para 3-2. Mais tarde, voltou a ter vantagem e aproximou-se sucessivamente da vitória, servindo para fechar o encontro quando o marcador assinalava 5-4 e, novamente, 6-5.


Nas duas ocasiões, porém, o português não conseguiu confirmar a vantagem.

Nagal resistiu à pressão, recuperou os breaks e manteve-se vivo num encontro em que parecia estar várias vezes à beira da eliminação. Rocha teve as oportunidades de que precisava, mas faltou-lhe o último passo para transformar a superioridade em vitória.

O ténis também se decide nestes momentos. E, quando a margem de erro desaparece, a capacidade de fechar um encontro pode valer tanto quanto tudo o que foi feito nos jogos anteriores.

O português chegou ao tie-break decisivo ainda com possibilidades de seguir em frente, mas o indiano conseguiu colocar-se na frente. Rocha ainda reagiu e encurtou distâncias, chegando a ganhar três pontos consecutivos, mas a recuperação não foi suficiente.

Nagal venceu o tie-break por 7-5 e fechou o encontro, consumando uma vitória que parecia improvável após o desenrolar do primeiro set.

O top 100 adiado

A derrota tem um peso acrescido pelo momento em que acontece.

Oito dias depois de conquistar o Eupago Porto Open, disputado no Monte Aventino, Henrique Rocha regressou à região onde cresceu como tenista com a possibilidade de dar mais um passo significativo na carreira.

O Maia Open representava uma oportunidade de se aproximar do top 100 mundial e, caso alcançasse os resultados necessários, tornar-se o nono português a atingir esse patamar.

Para isso, precisava de chegar, pelo menos, aos quartos de finais. A eliminação logo na primeira ronda afastou essa possibilidade e adiou a tentativa de entrar entre os cem melhores do mundo.

O contraste entre o triunfo no Porto e a derrota na Maia não apaga o valor do título conquistado na semana anterior. Mostra, antes, como a margem entre uma semana de afirmação e outra de frustração pode ser curta no circuito profissional.

Henrique Rocha não caiu perante um adversário do topo do ranking. Perdeu para um jogador classificado 147 posições abaixo de si e que atravessava um período sem vitórias. Mas reduzir o encontro a essa diferença seria ignorar o essencial: o português teve o jogo nas mãos e não conseguiu fechar.

A derrota deixa uma lição competitiva evidente. Entrar bem, recuperar de momentos difíceis e criar oportunidades não chegam quando falta transformar essas vantagens em vitória

Na Maia, Rocha esteve perto de o conseguir. Por três vezes, teve o encontro ao alcance. Por três vezes, Nagal encontrou uma forma de resistir.

O indiano segue em frente. Para o português, ficam a frustração por uma oportunidade perdida e a necessidade de voltar a procurar o caminho para o top 100.

No ténis, por vezes, a diferença entre avançar e sair de cena está num único ponto. Na Maia, Henrique Rocha teve vários pontos de partida para a vitória, mas nenhum deles foi o último. E santos da casa não fazem milagre.

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