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McNulty ganhou sozinho, mas o Mundial foi ganho por uma equipa

António Vieira Pacheco 29 de setembro de 2026 Direitos Reservados — EMM Tempo de leitura: 4 min Crédito: Direitos Reservados T odos por um Brandon McNulty levantou os braços sozinho em Montreal. Mas o título mundial norte-americano começou muito antes daquele momento. A seleção dos Estados Unidos conseguiu algo que nem sempre aparece nos resultados: colocou os interesses individuais de lado e trabalhou para um único objetivo. Levar McNulty até ao momento certo. E funcionou. O norte-americano tornou-se campeão mundial de estrada, dando aos Estados Unidos o primeiro título mundial masculino de elite em mais de três décadas. Sem egos A expressão usada pelos próprios protagonistas resume a estratégia: os corredores colocaram os egos de lado. Num Mundial com 273,3 quilómetros, inúmeras subidas e um grupo de favoritos que não parava de olhar uns para os outros, a seleção norte-americana percebeu que precisava de jogar em equipa. Não bastava ter um corredor capaz de...

Portugal volta a casa na Taça Davis e recebe a Roménia

 🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 29 de setembro 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 4 min · 🌱EMM

Finalmente, o regresso de Portugal a casa na Taça Davis.

Após sete eliminatórias consecutivas fora de portas, a Seleção Nacional vai finalmente voltar a jogar em Portugal. O adversário será a Roménia, no play-off de acesso ao Grupo Mundial I da Taça Davis.

Portugal já sabe quem terá pela frente na próxima batalha de acesso ao Grupo Mundial I da Taça Davis. O sorteio realizado em Londres colocou a Roménia no caminho da Seleção Nacional, numa eliminatória que marcará o regresso da equipa portuguesa a casa após sete confrontos consecutivos disputados fora de portas.

A eliminatória está prevista para fevereiro de 2027 e será disputada a 5 e 6, ou a 6 e 7 de fevereiro, ficando a Federação Portuguesa de Ténis, enquanto anfitriã, com a possibilidade de escolher as datas e as condições da eliminatória.

Será a primeira vez desde fevereiro de 2023 que Portugal recebe uma eliminatória da Taça Davis. Nessa ocasião, a Seleção Nacional defrontou a Chéquia na ronda de acesso à fase final.

Regresso a casa

A condição de anfitrião representa uma mudança significativa para uma equipa que, nos últimos anos, se habituou a disputar as eliminatórias longe de Portugal.

O último encontro terminou com uma vitória portuguesa por 3-0 diante de El Salvador, resultado que garantiu o acesso ao play-off do Grupo Mundial I. Nuno Borges e Jaime Faria venceram os respetivos encontros de singulares, antes de Nuno Borges e Francisco Cabral selarem a eliminatória no encontro de pares. 

Agora, o objetivo passa por dar mais um passo e regressar ao Grupo Mundial I.

Portugal partiu como sexto cabeça de série no sorteio e ocupa atualmente o 34.º lugar do ranking da Taça Davis. A Roménia surge no 42.º posto.

Borges lidera

Na atual hierarquia mundial, Portugal apresenta duas referências no top 100 de singulares: Nuno Borges, 49.º, e Jaime Faria, 61.º. Francisco Cabral, especialista de pares, ocupa o 34.º lugar da classificação de duplas.

A equipa portuguesa será novamente liderada pelo capitão Rui Machado, que terá de definir a convocatória para uma eliminatória que poderá devolver a Portugal um lugar no segundo nível da competição mundial por seleções.

Henrique Rocha surge igualmente entre os nomes que têm representado regularmente a Seleção Nacional, enquanto a profundidade do grupo permite a Rui Machado várias soluções para os encontros de singulares e pares.

Do outro lado estará uma Roménia que apresenta como principais referências singulares Cezar Cretu, Filip Cristian Jianu e Radu Mihai Papoe, atualmente classificados, respetivamente, nos lugares 272.º, 285.º e 319.º do ranking mundial.

A Roménia tem, contudo, jogadores no top 200 mundial de pares, pelo que a componente de duplas poderá assumir particular importância numa eliminatória disputada à melhor de cinco encontros.

Portugal e Roménia conhecem-se bem na Taça Davis. Este será o quarto confronto entre as duas seleções.

A primeira vez aconteceu em 1988, com triunfo português. Os dois encontros seguintes, em 1995 e 2021, terminaram com vitórias romenas. O último duelo, disputado em Cluj-Napoca, ficou ainda marcado pela estreia de Nuno Borges na Taça Davis.

Uma oportunidade

A eliminatória terá, por isso, um significado especial para Portugal. Não apenas pelo regresso a casa, mas também pela possibilidade de voltar a disputar o Grupo Mundial I.

Para isso, a Seleção Nacional terá de ultrapassar uma Roménia que já conhece e que chega a este confronto com três jogadores no top 320 mundial em singulares e opções competitivas nos pares.

A vantagem de jogar em Portugal permitirá ainda à Federação Portuguesa de Ténis escolher o local e a superfície da eliminatória, uma decisão que será conhecida mais perto do confronto.

Depois da vitória sobre El Salvador, a caminhada portuguesa prossegue agora diante da Roménia.

E desta vez, finalmente, Portugal joga em casa.

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