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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

António Ramalhete, a lenda da baliza portuguesa, está internado com prognóstico reservado

  António Vieira Pacheco 20 de outubro de 2026 DIREITOS RESERVADOS — EMM Leitura estimada: 2 min Antigo internacional português, de 79 anos, conquistou dois títulos mundiais e marcou uma época ao serviço do Benfica, do Sporting e da Seleção Nacional. A notícia sobre o internamento de António Ramalhete, avançada pelo Correio da Manhã , volta a colocar no centro das atenções uma das figuras mais marcantes da história do hóquei em patins português. Aos 79 anos, o antigo guarda-redes encontra-se internado no Hospital Egas Moniz, em Lisboa, com prognóstico reservado. O  antigo internacional português não consegue falar. Não são conhecidos, com base na informação disponível, mais pormenores clínicos que permitam esclarecer a sua situação. A carreira de Ramalhete deixou uma marca profunda na modalidade. Entre os títulos conquistados ao serviço dos clubes e os sucessos alcançados com a camisola das quinas, construiu um percurso que o colocou entre os grandes nomes do hóquei em patins ...

Ciclismo português: porque é tão difícil conseguir uma entrevista?

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅8 de setembro 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3 min · 🌱EMM

Projetos independentes só encontram obstáculos.

Há coisas que, no desporto e na comunicação, são difíceis de compreender.

Uma delas é esta: enviar um pedido de entrevista e não receber nenhuma resposta.

Não falamos em exigir acesso privilegiado.

Nem falamos em obrigar um atleta, uma equipa ou um dirigente da federação a aceitar uma entrevista.

Falamos simplesmente em estabelecer contacto.

E, quando esse contacto é feito e o silêncio permanece, fica uma pergunta inevitável:

Porquê?

O EMM é um projeto independente!

O EMM não é um órgão de comunicação social tradicional.

Não tem uma redação com dezenas de jornalistas, nem uma televisão por trás, nem uma grande estrutura empresarial.

É um projeto independente dedicado às modalidades, criado para dar espaço ao ciclismo e a outras que nem sempre conseguem chegar aos grandes meios.

E talvez seja precisamente por isso que o contacto com atletas, equipas e estruturas seja tão importante.

Queremos ouvir.

Pretendemos perguntar.

Queremos conhecer melhor os protagonistas.

Queremos contar histórias que interessem a quem acompanha as modalidades.

Mas, para isso, é necessário haver uma porta de entrada.

Ninguém é obrigado a aceitar

Convém deixar uma coisa absolutamente clara.

Ninguém é obrigado a conceder uma entrevista ao EMM.

Um ciclista pode não querer falar.

Uma equipa pode estar indisponível para responder.

Uma federação pode entender que determinado pedido não se enquadra na estratégia de comunicação.

Tudo isso é legítimo.

Um simples “não” resolve a questão.

O problema começa quando nem sequer há resposta.

Porque quem está do outro lado fica sem saber se o pedido chegou, se foi lido, se ficou esquecido ou se simplesmente não merece resposta.

Será que só interessa a quem já tem visibilidade?

Esta é talvez a questão mais incómoda.

No desporto atual, a dimensão de uma plataforma tornou-se, muitas vezes, um fator importante para decidir quem merece atenção.

Os grandes meios conseguem facilmente chegar aos protagonistas.

Os projetos mais pequenos têm de bater à porta.

E muitas vezes batem várias vezes.

Mas há um perigo nesta lógica.

Se só damos voz a quem já tem visibilidade, como descobrimos quem ainda não a tem?

Um jovem ciclista não precisa surgir apenas quando ganha.

Uma equipa pequena não deve ser notícia apenas quando conquista um grande resultado.

Mas uma modalidade não cresce apenas à custa das grandes figuras.

O ciclismo nacional precisa de mais espaço

João Almeida trouxe uma atenção sem precedentes ao ciclismo português.

Isso é excelente.

Mas o crescimento de uma modalidade não pode depender eternamente de um único nome.

Há outros ciclistas.

Existem jovens.

Há equipas.

Existem treinadores.

Há dirigentes.

Existem histórias.

Há dificuldades.

Existem projetos.

Há pessoas que merecem ser conhecidas.

E é para essas histórias que existem projetos independentes, como o EMM.

Não queremos substituir ninguém.

Não queremos ocupar o lugar de ninguém.

Queremos acrescentar.

Uma resposta já seria importante

Talvez esta seja a parte mais simples de toda esta questão.

Se a resposta for “sim”, excelente.

Se for “não”, fica esclarecido.

Se for “agora não é possível”, compreende-se.

Se for “envie o pedido para outro contacto”, segue-se esse caminho.

O que deixa um projeto independente numa posição estranha é enviar uma solicitação e não receber absolutamente nada.

Porque, nesse caso, não há sequer possibilidade de continuar a conversa.

O silêncio fecha portas

E talvez seja precisamente aqui que esteja o ponto principal.

O EMM continuará a procurar informação.

Continuará a contactar protagonistas.

Continuará a tentar criar conteúdos próprios.

Mas há uma pergunta que não pode ser evitada: pretendem as estruturas do ciclismo português aproximar-se de todos os que trabalham para divulgar e fazer crescer a modalidade?

Não apenas dos grandes jornais.

Não apenas da televisão.

Não apenas das plataformas com milhões de visualizações.

Também dos projetos pequenos.

Também de quem está a começar.

Também de quem trabalha sozinho.

Porque a dimensão de um projeto não determina necessariamente a paixão de quem está por trás dele.

Uma questão de respeito

No fundo, não se pede tratamento especial.

Pede-se apenas consideração.

Uma resposta não significa aceitar uma entrevista.

Uma resposta significa apenas reconhecer que alguém tentou estabelecer contacto.

E isso deveria ser suficiente.

O EMM continuará a fazer o seu caminho, sem deixar de dar voz ao ciclismo português.

Sem grandes estruturas.

Sem grandes recursos.

Mas com a vontade intacta de continuar a divulgar, a procurar histórias e a dar espaço aos protagonistas que ajudam a construir o ciclismo.

E fica uma pergunta para quem tem responsabilidades na comunicação do ciclismo português:

Quando um projeto independente procura uma entrevista, será tão difícil dar, pelo menos, uma resposta?



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