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Volta a Portugal arrancou em Lisboa com Montenegro na partida e Rui Oliveira no centro das atenções
🖋️ António Vieira Pacheco · 📅5 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM
A 87.ª Volta a Portugal já está na estrada. A edição de 2026 começou esta
quarta-feira em Lisboa, com um prólogo de 6,5 quilómetros, e vai levar o
pelotão até ao Porto, onde a corrida termina a 16 de agosto, depois de quase
1.500 quilómetros de competição.
São 119 ciclistas à partida de
uma prova que atravessa 15 distritos e mais de 70 municípios, transformando
novamente a Volta num dos grandes acontecimentos desportivos do verão
português.
A cerimónia de partida contou
com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que deu o sinal de saída
para o prólogo. Ao lado do chefe do Governo estiveram, entre outras figuras, o
presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e o presidente da
Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa.
Um dos momentos de maior
simbolismo ocorreu quando Luís Montenegro acompanhou de automóvel o percurso
de Rui Oliveira.
O corredor português, campeão
olímpico de Madison em Paris'2024 ao lado de Iúri Leitão, disputa pela primeira
vez a Volta a Portugal e fá-lo integrado na UAE Emirates, a única equipa do
WorldTour presente nesta edição.
A estreia do campeão olímpico
acrescenta uma dimensão especial à corrida e coloca um dos nomes mais
importantes do ciclismo português dos últimos anos no centro das atenções.
Montenegro recordou
precisamente o título conquistado em Paris, classificando-o como um feito que,
apesar de inesperado, acabou por ser “motivador e inspirador” para todo o país.
Uma Volta que atravessa Portugal
Na intervenção realizada em
Lisboa, sem direito a perguntas dos jornalistas, o primeiro-ministro destacou a
dimensão territorial da competição.
A edição deste ano passa por
15 distritos e mais de 70 municípios, levando a corrida do litoral ao interior
e permitindo mostrar diferentes paisagens, património e territórios
portugueses.
Para Luís Montenegro, a Volta
ultrapassa a dimensão estritamente desportiva e funciona também como uma
montra do país.
O chefe do Governo salientou
ainda a capacidade da prova de mobilizar portugueses, comunidades emigrantes
e turistas que visitam Portugal no verão.
“É uma oportunidade para
darmos a conhecer o nosso país, é uma oportunidade para aproximarmos as pessoas
e é uma oportunidade também para valorizarmos o desporto”, afirmou.
Governo destaca aposta no desporto
Luís Montenegro aproveitou
igualmente a presença na partida para defender a política desportiva do
executivo.
Segundo o primeiro-ministro, o
Governo apresentou um plano de desenvolvimento desportivo destinado a apoiar
diferentes estruturas do setor, desde o Comité Olímpico e as federações até às associações, clubes, atletas e respetivas famílias.
Montenegro destacou ainda o
crescimento do número de praticantes federados registado no último ano,
apontando-o como um dos sinais positivos da estratégia seguida pelo Governo.
Federação volta a assumir organização
A edição de 2026 tem também
uma particularidade institucional: a Federação Portuguesa de Ciclismo voltou a
assumir a organização da Volta a Portugal.
Cândido Barbosa agradeceu o
reforço financeiro destinado à federação e destacou igualmente o apoio à
requalificação do Velódromo Nacional de Sangalhos.
O antigo ciclista e atual
presidente federativo deixou ainda um apelo aos portugueses: acompanharem a
corrida nos próximos dias e apoiarem os corredores.
“São os verdadeiros campeões”,
destacou Cândido Barbosa, incluindo nesse reconhecimento as famílias que
acompanham diariamente os atletas.
A Volta está, assim,
oficialmente lançada. Lisboa deu o primeiro sinal, o cronómetro começou a
contar e, até 16 de agosto, o pelotão terá quase 1.500 quilómetros para decidir
quem levará para casa a camisola mais desejada do ciclismo português.
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