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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Rui Oliveira continua a bater à porta da vitória — e a porta já fica sem trinco

  🖋️ António Vieira Pacheco · 📅5 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM Há derrotas que deixam azia. E há segundos lugares que começam a cheirar a aviso. Rui Oliveira ficou em segundo no prólogo da 87ª Volta a Portugal, atrás do companheiro de equipa Julius Johansen, mas saiu de Lisboa com uma mensagem bem mais importante do que a classificação: a primeira vitória em estrada continua a fugir-lhe, mas já não consegue esconder-se muito bem. O português da UAE Emirates perdeu quatro segundos para Johansen, especialista na luta contra o relógio e primeiro líder da Volta, mas colocou atrás de si nomes que conhecem estas estradas como poucos. Entre eles, Rafael Reis. Nada mau para quem, há três semanas, nem sabia se conseguiria alinhar. “É um sentimento agridoce. Não ganhei, mas perdi para o Julius, um colega de equipa. Ele é dos melhores do mundo nesta especialidade.” Tradução livre para quem acompanha de fora: não ganhou, mas também não veio brincar aos ciclistas ol...

Volta a Portugal arrancou em Lisboa com Montenegro na partida e Rui Oliveira no centro das atenções

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅5 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM

Luís Montenegro marca presença no prólogo.

A 87.ª Volta a Portugal já está na estrada. A edição de 2026 começou esta quarta-feira em Lisboa, com um prólogo de 6,5 quilómetros, e vai levar o pelotão até ao Porto, onde a corrida termina a 16 de agosto, depois de quase 1.500 quilómetros de competição.

São 119 ciclistas à partida de uma prova que atravessa 15 distritos e mais de 70 municípios, transformando novamente a Volta num dos grandes acontecimentos desportivos do verão português.

A cerimónia de partida contou com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que deu o sinal de saída para o prólogo. Ao lado do chefe do Governo estiveram, entre outras figuras, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa.

Um dos momentos de maior simbolismo ocorreu quando Luís Montenegro acompanhou de automóvel o percurso de Rui Oliveira.

O corredor português, campeão olímpico de Madison em Paris'2024 ao lado de Iúri Leitão, disputa pela primeira vez a Volta a Portugal e fá-lo integrado na UAE Emirates, a única equipa do WorldTour presente nesta edição.

A estreia do campeão olímpico acrescenta uma dimensão especial à corrida e coloca um dos nomes mais importantes do ciclismo português dos últimos anos no centro das atenções.

Montenegro recordou precisamente o título conquistado em Paris, classificando-o como um feito que, apesar de inesperado, acabou por ser “motivador e inspirador” para todo o país.

Uma Volta que atravessa Portugal

Na intervenção realizada em Lisboa, sem direito a perguntas dos jornalistas, o primeiro-ministro destacou a dimensão territorial da competição.

A edição deste ano passa por 15 distritos e mais de 70 municípios, levando a corrida do litoral ao interior e permitindo mostrar diferentes paisagens, património e territórios portugueses.

Para Luís Montenegro, a Volta ultrapassa a dimensão estritamente desportiva e funciona também como uma montra do país.

O chefe do Governo salientou ainda a capacidade da prova de mobilizar portugueses, comunidades emigrantes e turistas que visitam Portugal no verão.

“É uma oportunidade para darmos a conhecer o nosso país, é uma oportunidade para aproximarmos as pessoas e é uma oportunidade também para valorizarmos o desporto”, afirmou.

Governo destaca aposta no desporto

Luís Montenegro aproveitou igualmente a presença na partida para defender a política desportiva do executivo.

Segundo o primeiro-ministro, o Governo apresentou um plano de desenvolvimento desportivo destinado a apoiar diferentes estruturas do setor, desde o Comité Olímpico e as federações até às associações, clubes, atletas e respetivas famílias.

Montenegro destacou ainda o crescimento do número de praticantes federados registado no último ano, apontando-o como um dos sinais positivos da estratégia seguida pelo Governo.

Federação volta a assumir organização

A edição de 2026 tem também uma particularidade institucional: a Federação Portuguesa de Ciclismo voltou a assumir a organização da Volta a Portugal.

Cândido Barbosa agradeceu o reforço financeiro destinado à federação e destacou igualmente o apoio à requalificação do Velódromo Nacional de Sangalhos.

O antigo ciclista e atual presidente federativo deixou ainda um apelo aos portugueses: acompanharem a corrida nos próximos dias e apoiarem os corredores.

“São os verdadeiros campeões”, destacou Cândido Barbosa, incluindo nesse reconhecimento as famílias que acompanham diariamente os atletas.

A Volta está, assim, oficialmente lançada. Lisboa deu o primeiro sinal, o cronómetro começou a contar e, até 16 de agosto, o pelotão terá quase 1.500 quilómetros para decidir quem levará para casa a camisola mais desejada do ciclismo português.



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