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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Artem Nych: «Estamos muito bem com esta diferença»

  🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 9 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 2 min · 🌱EMM O russo da Anicolor-Campicarn foi segundo na Torre e na geral, numa etapa em que a equipa colocou dois corredores nas duas primeiras posições. Artem Nych completou o domínio da Anicolor-Campicarn na quarta etapa da Volta a Portugal. O russo foi segundo no alto da Torre e ocupa a segunda posição da classificação geral, atrás do companheiro de equipa Alexis Guérin. « Foi um dia bastante bom para nós. O Alexis arrancou primeiro. No último quilómetro, arranquei para ganhar algum tempo aos concorrentes. O Alexis já tem muita diferença. » A estratégia da equipa funcionou na perfeição, com Guérin a conquistar a etapa e Nych a fechar em segundo lugar. Apesar da posição privilegiada na classificação geral, Nych não acredita que o contrarrelógio seja suficiente para retirar a camisola amarela ao companheiro. « Não acredito [que conquiste a camisola amarela no contrarrelógio]. A diferença é muito gran...

Rui Oliveira viu a vitória e a Tavfer fechou-lhe a porta em Elvas

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 8 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 2 min · 🌱EMM

Linarez vence em Elvas com etapa marcada por uma queda no sprint.

Rui Oliveira esteve novamente próximo da vitória na etapa da Volta a Portugal.

Tão perto que já quase conseguia ver o que procura desde o início da Volta a Portugal: os braços levantados e a primeira vitória na estrada.

Mas em Elvas havia uma Tavfer-Credibom-Mortágua com outros planos.

E quando Rui Oliveira lançou o ataque para tentar, finalmente, neutralizar a perseguição ao primeiro triunfo, encontrou dois homens vestidos de amarelo… não, de Tavfer.

João Matias fechou a porta. Leangel Linarez abriu os braços.

Foi assim que terminou uma etapa cozida a 38 graus, marcada por uma queda no último quilómetro e por mais uma oportunidade perdida para o campeão olímpico de Madison.

Primeiro o calor e depois a corrida

Entre Beja e Elvas, os ciclistas tiveram de enfrentar uma espécie de forno sobre rodas.

Temperaturas a rondar os 38 graus transformaram cada quilómetro numa pequena batalha pela sobrevivência.

E, quando os bombeiros apareceram pelo caminho com chuveiros para refrescar o pelotão, provavelmente ninguém perguntou se aquilo fazia parte do plano de corrida.

A água era bem-vinda.

Muito bem-vinda.

Porque hoje não era apenas o adversário que pedalava.

O calor também corria.

E corria depressa.

A queda apareceu no pior momento

Quando faltava apenas um quilómetro para Elvas, Gonçalo Oliveira, de Óbidos, caiu na frente do pelotão.

O incidente condicionou a aproximação à meta e eliminou da discussão alguns corredores que ainda sonhavam com o sprint.

Mas houve quem escapasse.

Leangel Linarez.

João Matias.

E Rui Oliveira.

O líder da Volta estava onde queria estar.

E, desta vez, não esperou que a corrida lhe oferecesse a oportunidade.

Foi procurá-la.

Rui lançou-se.

Por momentos, pareceu poder finalmente ser hoje.

Todavia, João Matias estava atento.

O corredor da Tavfer anulou a tentativa do português e, numa demonstração de trabalho da equipa, fez exatamente o que tinha de fazer.

Preparou a vitória do companheiro.

Linarez agradeceu.

E levantou os braços.
Rui continua à espera

É talvez a história mais curiosa destes primeiros dias da Volta.

O português veste amarelo.

Foi segundo no prólogo.

Quarto em Queluz.

Sexto em Albufeira.

Agora foi quinto em Elvas.

Está sempre lá.

Só ainda não esteve onde mais queria.

No primeiro lugar.

O campeão olímpico na pista continua, assim, à procura de uma vitória que teima em fugir-lhe.

E quanto mais perto fica, mais cruel parece a espera.

Em Elvas esteve mesmo perto.

Mas o ciclismo não entrega os prémios por proximidade.

Ou se ganha ou alguém levanta os braços por nós.

Desta vez foi Linarez.

Para o venezuelano, foi a terceira vitória de etapa na Volta a Portugal, depois das duas conquistadas em 2023.

E chegou num dia particularmente especial: tinha completado dois anos na véspera.

A melhor maneira de celebrar?

Esperar até Elvas e oferecer a si próprio uma vitória.

Agora vem a Torre

E aqui muda tudo.

Até agora houve sprints, fugas, calor e bonificações.

Agora aparece a montanha.

No domingo, a Volta parte de Figueiró dos Vinhos e termina na Torre, o ponto mais alto de Portugal continental.

Rui Oliveira parte de amarelo.

Tem nove segundos de vantagem sobre Rafael Reis.

Mas a Torre não quer saber de nove segundos.

Nem de camisolas olímpicas.

Nem de vitórias que ficaram por conquistar.

Na Serra da Estrela, as pernas vão falar.

E talvez seja aí que a Volta comece verdadeiramente a separar quem quer ganhar de quem pretendia começar bem.

O irmão de Ivo Oliveira chegou a Elvas ainda de amarelo.

Chegou à procura da vitória.

Agora vai descobrir uma coisa diferente:

Se defender uma camisola que arrebatou antes de conquistar o que realmente queria.

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