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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Rui Oliveira continua de amarelo, mas falta-lhe o que mais quer: “Quero levantar os braços”

   🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 7 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 2 min · 🌱EMM Rui Oliveira continua de amarelo na Volta a Portugal, mas há um detalhe que o próprio português não consegue esconder: a camisola já mora nos seus ombros; o triunfo em etapa ainda não. Depois do segundo lugar no prólogo e do quarto posto na primeira etapa, o corredor da UAE Emirates voltou a bater à porta do triunfo em Albufeira. Desta vez, terminou em sexto, numa chegada ganha pelo colombiano Santiago Mesa, mas manteve a liderança da classificação geral. O problema é que Rui Oliveira não parece interessado em colecionar segundos, quartos ou sextos lugares. Quer ganhar. E já não o esconde. O amarelo não chega “ O grande objetivo era ganhar a etapa. Sabia que era difícil. Há muitos bons sprinters aqui ”, reconheceu Rui Oliveira, admitindo que esteve demasiado exposto nos metros finais. O português acredita que quem apareceu mais tarde no sprint acabou por beneficiar da po...

Nem os ecrãs sabiam quem tinha ganho: Santiago Mesa vence por... 16 centésimos

 🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 7 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 2 min · 🌱EMM

Santiago Mesa vence em Albufeira.

Há vitórias claras.

E depois há aquelas em que nem a tecnologia se entende à primeira vista.

Durante alguns segundos, Albufeira acreditou que Daniel Cavia tinha vencido. Os próprios indicadores eletrónicos apontavam o espanhol da Burgos-Burpellet como vencedor. Santiago Mesa nem levantou os braços. Afinal, quem festeja uma derrota?

Contudo, o photo-finish decidiu desmentir todas as pessoas.

Quando a imagem foi ampliada ao último milímetro, percebeu-se que o colombiano da Anicolor-Campicarn passara à roda da frente apenas… 16 centésimos de segundo antes do rival.

Foi o suficiente.

E, na Volta a Portugal, suficiente vale tanto como um minuto.

A Anicolor mantém um hábito difícil de perder

Há equipas que passam pela Volta.

E há equipas que fazem questão de deixar marca todos os anos.

A Anicolor-Campicarn voltou a cumprir a tradição de vencer na maior corrida do calendário nacional, graças a um sprint perfeito de Santiago Mesa, que somou a quinta vitória ao serviço da equipa e a 11.Desde que compete em Portugal.

Mais importante ainda: foi a primeira vitória da carreira na Volta a Portugal e também a estreia a vencer uma prova internacional.

Demorou.

Mas dificilmente poderia ter sido mais emocionante.

Uma etapa… exatamente como estava escrita

Os 180 quilómetros entre Sines e Albufeira tiveram tudo aquilo que se esperava.

Uma fuga cedo na estrada.

Um pelotão sempre tranquilo.

E equipas interessadas em garantir que tudo se decidia no sprint.

Óscar Rota, Adam Lewis, José Manuel Gutiérrez e Bernardo Cambareri tiveram os seus minutos de protagonismo, mas nunca conseguiram preocupar verdadeiramente o grupo principal.

A aventura terminou a seis quilómetros da meta.

A partir daí, começou outra corrida.

Rui Oliveira continua de amarelo

Sem o habitual comboio da UAE Emirates para o lançar, Rui Oliveira teve de sobreviver sozinho ao caos dos últimos quilómetros.

Terminou na sexta posição.

Não venceu.

Mas também não perdeu aquilo que mais lhe interessava.

A camisola amarela continua nos seus ombros.

E isso significa que o campeão olímpico parte para a terceira etapa ainda como líder da Volta.

Agora segue-se Elvas...

A terceira tirada, entre Beja e Elvas, é a mais longa desta edição da Volta, com 182,2 quilómetros.

No papel, o cenário repete-se.

Outra chegada para homens rápidos.

Na estrada...

A Volta a Portugal já mostrou que gosta pouco de respeitar o papel.

Porque, em Portugal, até os ecrãs precisam de esperar pelo photo-finish para saber quem ganhou.

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Primeiro ganhou Daniel Cavia. Depois ganhou Santiago Mesa. No fim, ganhou quem tinha ultrapassado a meta primeiro: o photo-finish acabou com a discussão.

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