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História para Remco Evenepoel, tragédia para Jonas Vingegaard no Tour de France
🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 19 julho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 1 min · 🌱EMM
Tour de France 2026: acompanha todos os resultados e análises no hub completo da prova.
A 15.ª etapa do Tour de
France 2026 ficará para a história por dois momentos marcantes: a terceira
vitória de Remco Evenepoel na prova e o dramático abandono de Jonas
Vingegaard, após uma violenta queda a cerca de 24 quilómetros da meta.
Na inédita chegada ao Plateau
de Solaison, Tadej Pogačar voltou a mostrar que continua a ser o
homem mais forte da corrida, mas encontrou um rival à altura. O
campeão do mundo lançou vários ataques na subida final, acompanhado apenas por
Evenepoel e pelo colega de equipa Isaac del Toro. No sprint decisivo, o
belga foi mais forte e conquistou uma vitória histórica.
Vitória histórica
Evenepoel somou o terceiro
triunfo da carreira no Tour de France, depois das vitórias nos contrarrelógios
individuais de 2024 e 2025. O sucesso representa ainda a 500.ª vitória de
etapa da Bélgica na história da Grande Boucle.
Além do triunfo parcial, o
corredor da Red Bull-Bora-Hansgrohe subiu ao segundo lugar da classificação
geral ao beneficiar do abandono de Vingegaard.
Queda dramática
O momento mais marcante do dia
aconteceu quando faltavam cerca de 24 quilómetros para a chegada.
Enquanto a Visma-Lease-Bike
perseguia os fugitivos, Jonas Vingegaard caiu aparatosamente. O
dinamarquês permaneceu vários minutos no chão, recebeu assistência médica e
teve o braço direito imobilizado antes de ser transportado para a ambulância.
Foi o primeiro abandono do
bicampeão dinamarquês em seis participações no Tour de France. Nas cinco
edições anteriores, Vingegaard havia terminado sempre no pódio da classificação
geral, vencendo a corrida em 2022 e 2023, além dos segundos
lugares em 2021, 2024 e 2025.
Longa batalha pela fuga
A etapa começou sob controlo
da Alpecin-Premier Tech, permitindo a Jasper Philipsen conquistar a
pontuação máxima no sprint intermédio. Ainda assim, Mads Pedersen manteve
a camisola verde, conservando uma vantagem de 31 pontos.
A luta pela fuga foi intensa e
apenas ao quilómetro 87 se formou um grupo de 24 corredores, em que figuravam
nomes importantes como Tom Pidcock, Egan Bernal, Adam Yates, Ilan
Van Wilder e Yannis Voisard.
Na subida para o Col de la
Croisette, o grupo partiu-se, com Quinn Simmons, Mauro Schmid, Adam
Yates, Einer Rubio, Ewen Costiou e Voisard a seguirem na frente.
Pogačar voltou a atacar
Na subida final para o Plateau
de Solaison, a Red Bull-Bora-Hansgrohe endureceu o ritmo antes de Pogačar
assumir definitivamente o comando da corrida.
O esloveno eliminou
praticamente toda a concorrência, restando apenas Isaac del Toro e Remco
Evenepoel na sua roda. A UAE Emirates-XRG tentou repetir as dobradinhas
alcançadas em Barcelona e Le Markstein, com Del Toro a lançar vários ataques no
último quilómetro.
Contudo, Evenepoel respondeu sempre com autoridade e lançou um sprint devastador nos metros finais para conquistar uma vitória de enorme prestígio.
Com o abandono de Vingegaard,
a classificação geral sofreu alterações.
Pogačar reforçou a liderança
da corrida, enquanto Evenepoel subiu ao segundo lugar. Isaac del Toro
consolidou a terceira posição e envergou também a camisola branca de melhor
jovem, ultrapassando Paul Seixas, que terminou a etapa na quarta
posição e perdeu o símbolo da juventude por apenas 25 segundos.
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