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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Lipowitz fratura a clavícula e abandona o Tour de France

   🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 21 julho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM Florian Lipowitz (Red Bull-BORA-hansgrohe) foi obrigado a abandonar a 113ª Volta a França após sofrer uma fratura na clavícula na sequência de uma queda no contrarrelógio da 16.ª etapa. A confirmação foi feita pela formação alemã, que lamentou o desfecho da participação do jovem ciclista. “Após tantos momentos inesquecíveis e as suas extraordinárias prestações nas últimas duas semanas, isto marca um amargo e prematuro fim no seu Tour 2026”, escreveu a Red Bull-BORA-hansgrohe nas redes sociais. A menos de sete quilómetros da meta, Lipowitz sofreu uma queda aparatosa numa altura em que assinava uma excelente atuação no contrarrelógio de 26,1 quilómetros entre Évian-les-Bains e Thonon-les-Bains. No terceiro ponto intermédio ocupava a quarta posição da etapa e mantinha-se na luta pelos lugares cimeiros da classificação geral, na qual era quinto. Aos 25 anos, o alemão, que terminou a Volt...

Ex-colega de Armstrong responde: “Teríamos sido todos suspensos”

 🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 20 julho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM

Jonathan Vaughters (o segundo a contar da esquerda) representou a US Postal entre 1998 e 1999.
Jonathan Vaughters (o segundo a contar da esquerda) representou a US Postal entre 1998 e 1999

Jonathan Vaughters respondeu às críticas de Lance Armstrong sobre os controlos antidopagem realizados de madrugada na Volta a França e deixou uma reflexão que rapidamente ganhou destaque nas redes sociais. O antigo ciclista norte-americano, que foi colega de Armstrong na US Postal em 1998 e 1999, defendeu a eficácia deste tipo de testes e admitiu que poderiam ter mudado a história do ciclismo.

Numa publicação na rede social X, o atual diretor-desportivo da EF Education–EasyPost afirmou que os controlos realizados durante a noite são um dos métodos mais eficazes para detetar práticas de dopagem.

Vaughters não poupou palavras ao recordar os anos mais negros da modalidade.

“Não costumo partilhar muitas coisas aqui, mas vou atirar esta granada: os testes às duas da manhã são um dos métodos mais eficazes para prevenir microdoses de peptídeos (EPO, hormona do crescimento) e de testosterona.”

O norte-americano foi ainda mais longe ao reconhecer que a geração da qual fez parte escaparia, dificilmente, a esse tipo de fiscalização.

“Se a UCI nos tivesse testado em 2001 às duas da manhã, teríamos sido todos suspensos e teríamos poupado ao ciclismo 25 anos de drama.”

Resposta às críticas de Armstrong!

As declarações surgem poucas horas depois de Lance Armstrong ter classificado os controlos noturnos realizados a Tadej Pogačar e Jonas Vingegaard como “uma estupidez” e até “uma violação dos direitos humanos”.

Vaughters seguiu um caminho completamente diferente, considerando que, apesar do incómodo para os corredores atuais, este tipo de fiscalização contribui para reforçar a credibilidade da modalidade.

Pedido de desculpas

O diretor da EF Education–EasyPost reconheceu, contudo, que os atuais protagonistas do pelotão sofreram as consequências do passado.

“É uma pena que o Tadej e o Jonas tenham de pagar por toda a porcaria que fizemos.”

Ainda assim, deixou claro que considera esse sacrifício justificável.

“Mesmo assim, eu abdicaria de algumas horas de sono para ganhar credibilidade. E devo um pedido de desculpas a ambos, honestamente.”

Debate continua

A polémica começou depois de Jonas Vingegaard e Tadej Pogačar terem sido acordados durante a madrugada para realizar controlos antidoping surpresa antes da 15.ª etapa da Volta a França.

Vingegaard admitiu que a interrupção do descanso "certamente não ajudou", enquanto Pogačar considerou que a privação de sono pode ter afetado a concentração do rival, embora sem estabelecer uma relação direta com a queda que levou o dinamarquês a abandonar a corrida.

As declarações de Jonathan Vaughters oferecem agora um contraponto às críticas de Armstrong e reacendem o debate sobre o equilíbrio entre a proteção do descanso dos atletas e a necessidade de manter um programa antidoping rigoroso para preservar a credibilidade do ciclismo profissional.


🚴 Tour de France

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