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Ex-colega de Armstrong responde: “Teríamos sido todos suspensos”
🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 20 julho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM
| Jonathan Vaughters (o segundo a contar da esquerda) representou a US Postal entre 1998 e 1999 |
Jonathan Vaughters respondeu às críticas de Lance Armstrong sobre os controlos
antidopagem realizados de madrugada na Volta a França e deixou uma
reflexão que rapidamente ganhou destaque nas redes sociais. O antigo ciclista
norte-americano, que foi colega de Armstrong na US Postal em 1998 e 1999,
defendeu a eficácia deste tipo de testes e admitiu que poderiam ter mudado a
história do ciclismo.
Numa publicação na rede social
X, o atual diretor-desportivo da EF Education–EasyPost afirmou que os controlos
realizados durante a noite são um dos métodos mais eficazes para detetar
práticas de dopagem.
Vaughters não poupou palavras
ao recordar os anos mais negros da modalidade.
“Não costumo partilhar muitas
coisas aqui, mas vou atirar esta granada: os testes às duas da manhã são um dos
métodos mais eficazes para prevenir microdoses de peptídeos (EPO, hormona do
crescimento) e de testosterona.”
O norte-americano foi ainda
mais longe ao reconhecer que a geração da qual fez parte escaparia, dificilmente, a esse tipo de fiscalização.
“Se a UCI nos tivesse testado
em 2001 às duas da manhã, teríamos sido todos suspensos e teríamos poupado ao
ciclismo 25 anos de drama.”
Resposta às críticas de Armstrong!
As declarações surgem poucas
horas depois de Lance Armstrong ter classificado os controlos noturnos
realizados a Tadej Pogačar e Jonas Vingegaard como “uma estupidez” e até “uma
violação dos direitos humanos”.
Vaughters seguiu um caminho
completamente diferente, considerando que, apesar do incómodo para os
corredores atuais, este tipo de fiscalização contribui para reforçar a
credibilidade da modalidade.
Pedido de desculpas
O diretor da EF
Education–EasyPost reconheceu, contudo, que os atuais protagonistas do pelotão
sofreram as consequências do passado.
“É uma pena que o Tadej e o
Jonas tenham de pagar por toda a porcaria que fizemos.”
Ainda assim, deixou claro que
considera esse sacrifício justificável.
“Mesmo assim, eu abdicaria de
algumas horas de sono para ganhar credibilidade. E devo um pedido de desculpas
a ambos, honestamente.”
Debate continua
A polémica começou depois de
Jonas Vingegaard e Tadej Pogačar terem sido acordados durante a madrugada para
realizar controlos antidoping surpresa antes da 15.ª etapa da Volta a França.
Vingegaard admitiu que a
interrupção do descanso "certamente não ajudou", enquanto Pogačar
considerou que a privação de sono pode ter afetado a concentração do rival,
embora sem estabelecer uma relação direta com a queda que levou o dinamarquês a
abandonar a corrida.
As declarações de Jonathan
Vaughters oferecem agora um contraponto às críticas de Armstrong e reacendem o
debate sobre o equilíbrio entre a proteção do descanso dos atletas e a
necessidade de manter um programa antidoping rigoroso para preservar a credibilidade
do ciclismo profissional.
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