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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Omrzel brilha em Calar Alto e Mas dá novo golpe na Vuelta

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅2 de setembro 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️4 min · 🌱EMM Jakob Omrzel venceu isolado a 12.ª etapa da Vuelta, enquanto Enric Mas voltou a distanciar-se de Roglič e de Gall e reforçou a camisola vermelha. A montanha voltou a falar alto na Volta a Espanha 2026 e trouxe uma nova estrela à ribalta. Jakob Omrzel, esloveno de apenas 20 anos, venceu esta quinta-feira a 12.ª etapa, entre Vera e Calar Alto, após uma impressionante ascensão a solo nos quilómetros finais. Ao mesmo tempo, Enric Mas voltou a mostrar que é o homem mais forte entre os candidatos à classificação geral. Foram 166,6 quilómetros duma etapa duríssima, com cerca de 4475 metros de desnível acumulado e uma chegada a 2153 metros de altitude. Omrzel não tremeu A fuga do dia acabou por ganhar forma com um grupo numeroso, no qual estavam também os portugueses João Almeida e Ivo Oliveira, ambos da UAE Emirates XRG. Omrzel estava entre os corredores da frente e partia de uma posição particul...

António Morgado queria ver Rui Oliveira campeão

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 28 junho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM

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Morgado queria Rui Oliveira campeão.

Apesar da felicidade por conquistar, aos 22 anos, a camisola de campeão nacional de estrada, António Morgado surpreendeu no final da corrida ao admitir que preferia que o colega Rui Oliveira subisse ao lugar mais alto do pódio.

O corredor da UAE Emirates-XRG, que dois dias antes já tinha conquistado o título nacional de contrarrelógio, explicou que a vitória teve um sabor agridoce devido ao desfecho da corrida.

“Estou muito feliz, mas é um misto de sentimentos. Queria ganhar, mas gostava que tivesse sido o Rui. Sei o trabalho que faz ao longo da época, o quanto merece este título e quantas vezes já esteve tão perto de o conseguir”, confessou.

Morgado destacou o espírito coletivo da equipa durante toda a corrida e revelou que o plano inicial passava por levar os três fugitivos até à meta para discutir a vitória limpa.

“O nosso objetivo era chegarmos os três juntos, porque todos mereciam estar no pódio. Se isso acontecesse, era muito provável que o Rui ganhasse. É talvez o corredor mais rápido que temos em Portugal.”

No entanto, a corrida mudou completamente nos derradeiros quilómetros, quando Afonso Silva decidiu atacar na última subida do circuito da Guarda.

Ataque decisivo

O corredor da Tavira-Crédito Agrícola conseguiu deixar Rui Oliveira para trás, obrigando António Morgado a alterar imediatamente a estratégia desenhada pela UAE Emirates-XRG.

“Percebi que ele não ia parar. Se esperasse pelo sprint, podia perder tudo numa chegada muito técnica, com curvas sucessivas. Decidi atacar na descida e seguir sozinho até à meta.”

A decisão revelou-se acertada e permitiu-lhe conquistar o segundo título nacional do fim de semana, completando uma rara dobradinha entre contrarrelógio e prova de fundo.

Morgado destacou ainda a importância da fuga formada logo na primeira metade da corrida, considerando que esse momento acabou por decidir praticamente todo o desfecho da competição.

“Nos Campeonatos Nacionais, a primeira fuga costuma ter muitas hipóteses de terminar. Desta vez consegui entrar nesse grupo com o Rui e o Afonso. Trabalhámos muito bem durante cerca de 150 quilómetros e fizemos uma corrida praticamente perfeita.”

Afonso Silva surpreende

Grande protagonista da prova, Afonso Silva assinou uma das melhores exibições da carreira e mostrou-se satisfeito com o segundo lugar, reconhecendo que enfrentou dois dos melhores ciclistas portugueses da atualidade.

     
   

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"Era muito difícil fazer melhor. Estava perante dois corredores da UAE Emirates e dois ciclistas de enorme qualidade. Dei tudo o que tinha e saí muito orgulhoso da corrida que fiz."

O alentejano explicou que a estratégia da Tavira-Crédito Agrícola passava por acompanhar todos os movimentos onde estivessem corredores da UAE Emirates e da Efapel, acabando por integrar a fuga decisiva.

Na subida final tentou aproveitar as suas características de trepador para surpreender os adversários.

"Consegui deixar o Rui para trás, mas o António respondeu logo ao ataque. Depois, limitei-me a lutar pelo segundo lugar."

Desilusão Rui Oliveira

Rui Oliveira voltou a terminar muito perto do tão desejado título nacional de estrada, mas voltou a ver a camisola escapar-lhe.

Visivelmente emocionado, o olímpico assumiu a desilusão, embora tenha valorizado o triunfo coletivo da UAE Emirates-XRG.

"Esta é uma das corridas de que mais gosto durante toda a época. Trabalho muito para chegar aqui em condições de discutir a vitória e, felizmente, volto a estar nessa luta. Claro que custa não ganhar, mas o mais importante é que a equipa conquistou o título."

O corredor garantiu que continuará a perseguir esse objetivo nas próximas temporadas.

"Vou continuar a tentar. Todos os anos luto por esta camisola e acredito que um dia ela será minha."

As declarações dos três protagonistas espelham bem o ambiente vivido na Guarda: uma corrida disputada ao mais alto nível, decidida por detalhes táticos e marcada por um raro espírito de respeito entre adversários e companheiros de equipa. António Morgado saiu vencedor, mas fez questão de dividir o mérito com Rui Oliveira, num gesto que reforça a união na UAE Emirates-XRG e dá ainda mais dimensão à conquista do novo bicampeão nacional.



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