Jonas Vingegaard falha golpe na rosa de Eulálio: “Terrível. Foi terrível”
🖋️Por: António Vieira Pacheco
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| Jonas Vingegaard tem de se contentar com a camisola azul no momento. |
Jonas Vingegaard chegou ao
contrarrelógio da 10.ª etapa do Giro como o homem destinado a mudar a
liderança. Os 42 quilómetros entre Viareggio e Massa eram considerados um terreno
ideal para encurtar distâncias e, possivelmente, vestir a camisola rosa.
Mas a estrada contou outra história.
O dinamarquês terminou apenas em 13.º
na etapa, longe do ritmo imposto por Filippo Ganna, que demonstrou ser referência mundial no esforço individual. Ainda assim, Vingegaard
conseguiu reduzir a diferença para Afonso Eulálio de 2m24s para 27 segundos.
“Terrível.
Foi terrível”
No final, o tom foi de frustração.
“Terrível. Foi terrível”,
resumiu Vingegaard, sem rodeios, ao analisar a sua prestação.
“Foi um contrarrelógio muito longo
e plano, e não é a minha especialidade fazer um exercício como este”,
admitiu.
Num dia desenhado para potência
contínua e aerodinâmica pura, o líder da Team Visma Lease a Bike nunca
encontrou o seu melhor registo.
Um
ataque incompleto
A expectativa era clara: Vingegaard
tinha aqui a grande oportunidade de destronar Eulálio da liderança do Giro.
Com duas vitórias já conquistadas em
etapas de montanha, o dinamarquês surgia como o principal favorito à rosa. Mas
o contrarrelógio não confirmou essa leitura.
Apesar de ter ganho tempo ao corredor português, ficou aquém de uma tomada de poder total e viu outros rivais da
geral também o superarem na etapa, como Thymen Arensman, Derek Gee e Ben
O’Connor.
Entre a frustração e o controlo
Vingegaard também tentou relativizar
o resultado.
“Nunca fui excelente nisto”,
reconheceu sobre contrarrelógios planos.
Ainda assim, deixou uma leitura mais
positiva do seu desempenho global.
“Acho que até me safei bastante
bem hoje”, acrescentou.
Foi um dia de contrastes: frustração
pela oportunidade perdida, mas satisfação parcial por continuar na luta direta
pela liderança.
Eulálio resiste com margem curta
Do outro lado, Afonso Eulálio manteve
a camisola rosa, agora com apenas 27 segundos de vantagem sobre o dinamarquês.
A resistência do português voltou a
ser testada num dos terrenos mais difíceis para as suas características, mas o
resultado final manteve-o no topo da classificação geral.
O Giro entra agora numa fase
decisiva, com a luta pela rosa completamente em aberto.
O equilíbrio continua
Apesar da desilusão de Vingegaard, o
cenário geral mantém-se favorável à disputa.
O dinamarquês continua a poucos
segundos da liderança e permanece como um dos principais favoritos à vitória
final, sobretudo com as etapas de montanha ainda por disputar.
“Acho que estou bem colocado neste
momento”, afirmou, sublinhando que a corrida ainda está longe de decidida.
O contrarrelógio não entregou a
mudança esperada, mas deixou o Giro ainda mais apertado — com Eulálio a
resistir e Vingegaard a aproximar-se, num duelo que promete continuar a crescer
nas montanhas.
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