Afonso Eulálio: “Penso que não é suficiente”
🖋️Por: António Vieira Pacheco
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⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
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| O sorriso do português por continuar com a camisola rosa. |
Vantagem em risco
Afonso Eulálio reconhece que a
liderança da Volta a Itália poderá ter os dias contados após o contrarrelógio
da 10.ª etapa. O ciclista da Bahrain Victorious admite que a margem construída até aqui dificilmente será suficiente para resistir ao forte ataque de Jonas Vingegaard.
“Penso que não é suficiente”, assumiu o português de 24 anos à
agência Lusa, quando questionado sobre a possibilidade de manter a camisola
rosa após o esforço individual de 42 quilómetros entre Viareggio e Massa.
A declaração reflete o entendimento interno da equipa de que o dinamarquês da Visma-Lease a Bike parte como o grande favorito para recuperar tempo significativo na classificação geral.
Uma liderança exigente
Eulálio continua a viver um Giro de
grande exposição, agora no papel de líder da geral. No entanto, o português
sublinha que essa responsabilidade não altera completamente a sua identidade em
corrida.
“Eu, normalmente, sou só um gregário,
mas agora tenho a minha oportunidade e esta camisola é fantástica”, referiu, valorizando o apoio da
equipa ao longo das etapas.
Na nona etapa, o corredor da Bahrain
Victorious revelou capacidade de gestão em cenário de alta montanha. Em Corno
alle Scale, terminou no quinto lugar, a 41 segundos de Vingegaard, que voltou a
vencer e reforçou a candidatura à geral.
Desta vez, Eulálio optou por uma abordagem mais controlada, evitando repetir os momentos de maior desgaste registados no Blockhaus.
Esforço calculado
“Era um esforço longo, tentei poupar
o máximo que podia, não estar sempre na frente, não estar exposto ao vento e não
lutar pela posição. Os últimos três quilómetros eram muito íngremes e, nessa
altura, dei tudo o que tinha”, explicou o português.
A estratégia permitiu minimizar perdas
e chegar ao dia de descanso ainda na liderança, com 2,24 minutos de vantagem
sobre Vingegaard.
O contrarrelógio de terça-feira será
o grande teste de continuidade do português no topo da classificação geral. Com 42 quilómetros entre Viareggio e Massa, o percurso está desenhado para especialistas, num cenário pouco favorável a Eulálio.
O português entra no esforço individual plenamente consciente do desafio que tem pela frente.
Entre a surpresa e a realidade
A presença de Eulálio de camisola rosa é uma das histórias mais marcantes desta edição do Giro. Ainda assim, o próprio corredor mantém um discurso realista perante o peso crescente da competição.
Com Vingegaard cada vez mais próximo
na geral e o contrarrelógio no horizonte, a liderança do português entra na
fase mais delicada da prova.

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