Afonso Eulálio: “Penso que não é suficiente”

🖋️Por: António Vieira Pacheco

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Afonso Eulálio manterá a camisola rosa no contrarrelógio?
O sorriso do português por continuar com a camisola rosa.

Vantagem em risco

Afonso Eulálio reconhece que a liderança da Volta a Itália poderá ter os dias contados após o contrarrelógio da 10.ª etapa. O ciclista da Bahrain Victorious admite que a margem construída até aqui dificilmente será suficiente para resistir ao forte ataque de Jonas Vingegaard.

“Penso que não é suficiente”, assumiu o português de 24 anos à agência Lusa, quando questionado sobre a possibilidade de manter a camisola rosa após o esforço individual de 42 quilómetros entre Viareggio e Massa.

A declaração reflete o entendimento interno da equipa de que o dinamarquês da Visma-Lease a Bike parte como o grande favorito para recuperar tempo significativo na classificação geral.

Uma liderança exigente

Eulálio continua a viver um Giro de grande exposição, agora no papel de líder da geral. No entanto, o português sublinha que essa responsabilidade não altera completamente a sua identidade em corrida.

“Eu, normalmente, sou só um gregário, mas agora tenho a minha oportunidade e esta camisola é fantástica”, referiu, valorizando o apoio da equipa ao longo das etapas.

Na nona etapa, o corredor da Bahrain Victorious revelou capacidade de gestão em cenário de alta montanha. Em Corno alle Scale, terminou no quinto lugar, a 41 segundos de Vingegaard, que voltou a vencer e reforçou a candidatura à geral.

Desta vez, Eulálio optou por uma abordagem mais controlada, evitando repetir os momentos de maior desgaste registados no Blockhaus.

Esforço calculado

“Era um esforço longo, tentei poupar o máximo que podia, não estar sempre na frente, não estar exposto ao vento e não lutar pela posição. Os últimos três quilómetros eram muito íngremes e, nessa altura, dei tudo o que tinha”, explicou o português.

A estratégia permitiu minimizar perdas e chegar ao dia de descanso ainda na liderança, com 2,24 minutos de vantagem sobre Vingegaard.

O contrarrelógio de terça-feira será o grande teste de continuidade do português no topo da classificação geral. Com 42 quilómetros entre Viareggio e Massa, o percurso está desenhado para especialistas, num cenário pouco favorável a Eulálio.

O português entra no esforço individual plenamente consciente do desafio que tem pela frente.

Entre a surpresa e a realidade

A presença de Eulálio de camisola rosa é uma das histórias mais marcantes desta edição do Giro. Ainda assim, o próprio corredor mantém um discurso realista perante o peso crescente da competição.

Com Vingegaard cada vez mais próximo na geral e o contrarrelógio no horizonte, a liderança do português entra na fase mais delicada da prova.


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