Passeio e classe de Francisca Jorge no ITF W75 no Porto

   🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis

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Francisca Jorge dá aula a Ana Filipa Santos.
Passeio tranquilo diante de Ana Filipa Santos.

Duelo nacional

Francisca Jorge foi superior a Ana Filipa Santos e garantiu a presença na segunda ronda do ITF W75 do Porto, o terceiro torneio internacional feminino disputado na nave do Complexo Desportivo do Monte Aventino. Num frente a frente entre compatriotas a melhor tenista portuguesa da atualidade confirmou o favoritismo e resolveu o encontro com autoridade.

O segundo duelo internacional entre ambas terminou com o mesmo desfecho do primeiro, disputado há menos de cinco meses em Loulé: vitória clara de Francisca por 6-2 e 6-0. A vimaranense voltou a demonstrar a diferença de ritmo e intensidade que atualmente a coloca num patamar superior no panorama nacional.

Superioridade clara

Desde os primeiros jogos, Francisca assumiu o controlo das trocas de bola. Mais agressiva na resposta ao serviço e consistente do fundo do court, conseguiu empurrar Ana Filipa Santos para posições defensivas.

O primeiro set ficou marcado pela solidez da sexta cabeça de série. Sem conceder grandes oportunidades no serviço, Kika  acumulou jogos até fechar em 6-2, evidenciando maior capacidade para acelerar nos momentos decisivos.

 A segunda partida confirmou o domínio absoluto: um parcial de 6-0 que espelha a diferença de intensidade e confiança entre as duas jogadoras.

Confirmação no Porto

A vitória permite a Francisca voltar a sorrir num palco que lhe tem sido favorável em 2026. Foi precisamente no Porto que a número um nacional celebrou as primeiras vitórias da temporada, ao atingir os quartos de final do ITF W75, realizado logo após a participação no Australian Open.

Nesse regresso à competição em solo português, a tenista mostrou capacidade de adaptação rápida depois da experiência em Melbourne. Já no torneio seguinte, um ITF W50 também disputado na mesma nave do Monte Aventino, acabou surpreendida na ronda inaugural, num resultado inesperado.

Agora, novamente num W75, a vimaranense parece determinada em repetir o nível exibido na primeira passagem pelo Porto este ano.

Passos de família

O triunfo de Jorge surge na sequência da qualificação da irmã, Matilde Jorge, para a segunda ronda da mesma prova. Tal como já aconteceu noutras ocasiões, as duas irmãs continuam a escrever capítulos paralelos no circuito internacional, reforçando a presença portuguesa no quadro principal.

A cumplicidade e o apoio mútuo têm sido uma imagem de marca da dupla vimaranense, que ao longo dos últimos anos se afirmou tanto em singulares como em pares. A consistência competitiva de ambas tem contribuído para elevar o perfil do ténis feminino nacional.

Confiança reforçada

A exibição frente a Ana Filipa Santos deixou sinais positivos. Mais do que o resultado expressivo, destacou-se a clareza tática e a forma como Kika geriu o encontro do início ao fim. A agressividade controlada e a capacidade de manter profundidade nas pancadas limitaram qualquer tentativa de reação da adversária.

Num torneio desta categoria, onde o nível médio é elevado e cada ronda aumenta o grau de dificuldade. Começar com uma vitória sólida é fundamental para ganhar confiança e ritmo competitivo.

Próximo desafio

Sexta cabeça de série da competição, a número um de Portugal terá agora pela frente a norte-americana Ayana Akli, atual 240.ª classificada do ranking mundial. Trata-se de uma jogadora com experiência no circuito universitário norte-americano e presença regular em provas ITF.

O encontro promete exigir maior intensidade e concentração por parte da portuguesa. Frente a uma adversária internacional habituada a pisos rápidos e a ritmos elevados, será importante manter a consistência demonstrada na ronda inaugural.

Referência nacional

Aos 25 anos, Francisca consolidou-se como a principal referência do ténis feminino português. A regularidade nos quadros principais de torneios ITF de categoria superior e a experiência acumulada em competições internacionais reforçam o seu estatuto.

Cada vitória em solo nacional tem também um significado simbólico: jogar perante o público português acrescenta responsabilidade, mas também motivação extra. No Monte Aventino, Francisca tem sabido transformar esse apoio em rendimento competitivo.

Objetivo claro

Com a segunda ronda garantida, a vimaranense mantém o foco numa caminhada longa no W75 do Porto. A ambição passa por repetir — ou até superar — o desempenho alcançado na primeira passagem pelo torneio este ano.

Para já, o domínio no duelo português confirma o momento sólido de Kika. Seguindo os passos da irmã Matilde Jorge, Francisca continua em prova e mantém viva a esperança de mais uma presença de destaque no panorama internacional.



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