🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
Sorteio exigente no Jamor
Já são conhecidos os emparelhamentos
das quatro tenistas portuguesas presentes no quadro principal do Women’s Indoor
Oeiras Open, novo torneio da categoria WTA 125 disputado no Jamor.
Entre estreias absolutas, reencontros com adversárias bem conhecidas e testes imediatos de elevada exigência, o sorteio deixou claro que o caminho das representantes nacionais será tudo menos simples.
Quatro portuguesas,
desafios distintos
Francisca Jorge foi a única tenista
nacional a garantir entrada direta no quadro principal. Um estatuto que
confirma a sua posição como número um de Portugal, mas que não lhe trouxe
facilidades no sorteio. Pelo contrário, colocou-a perante um dos
obstáculos mais exigentes entre as jogadoras presentes.
A adversária de estreia será Linda
Klimovicova, polaca de 21 anos, atual 131.ª do ranking mundial, o melhor posto
da carreira. Oitava cabeça de série do torneio, a tenista do Leste da Europa
surge em Oeiras como uma das jovens em maior ascensão no circuito feminino.
Um teste imediato para
a líder nacional
O encontro entre Kika Jorge e
Klimovicova opõe duas fases distintas de percurso. A portuguesa, atualmente na
212.ª posição, traz consigo a experiência acumulada ao longo de anos de competição
internacional e um histórico consistente em torneios disputados em Portugal. A
polaca chega embalada de resultados recentes que confirmam a sua evolução.
Em 2025, Klimovicova já conquistou
dois títulos e atingiu a segunda ronda do Australian Open, indicadores claros
de crescimento sustentado. O desafio para Francisca Jorge passará por impor
o seu ritmo, explorar a leitura tática do jogo e tirar partido do facto de
competir em casa.
Será um duelo em que a margem de erro é
curta e a concentração terá de ser constante.
Estreia absoluta para Gabriela Amorim
Na metade inferior do quadro,
Gabriela Amorim prepara-se para um momento especial da carreira. A jovem
portuguesa vai estrear-se em provas da categoria WTA 125 frente à checa Darja
Vidmanova.
Vidmanova chega ao Jamor numa fase de grande ascensão na carreira. Ocupa atualmente o 137.º lugar do ranking mundial. O
confronto representa um teste à capacidade de adaptação de Amorim às
exigências deste nível competitivo, no qual a intensidade e a regularidade são
determinantes.
Mais do que o resultado, esta estreia
assume um valor formativo. Cada jogo é experiência. Cada ponto conta para o
futuro.
Memória recente pesa
Na metade superior do quadro,
Angelina Voloshchuk enfrenta uma adversária experiente em Portugal. Matilde
Jorge, 287.ª do ranking, estreia-se contra uma jogadora oriunda do qualifying.
Voloshchuk, terceira melhor
portuguesa no ranking (409.ª), jogará com a italiana Lucrezia
Stefanini. Antiga 99.ª do mundo, Stefanini venceu dois títulos em solo nacional
— Caldas da Rainha em 2022 e Montemor-o-Novo em 2024 — e foi ainda finalista no
piso indoor do Porto em 2023.
São confrontos onde a experiência
pesa e onde o detalhe pode fazer a diferença.
Um traço comum entre as
portuguesas
Apesar da dificuldade do sorteio, há
um dado que une as três jogadoras portuguesas mais cotadas. Todas já chegaram aos quartos de final em torneios WTA 125 disputados em Portugal.
As irmãs Francisca e Matilde alcançaram essa fase no Oeiras Open 125 de 2024, competição que marcou o
regresso dos eventos com chancela WTA ao país após uma década de ausência.
Voloshchuk chegou aos quartos de final no último Eupago Porto Open.
São indicadores de que o patamar não é estranho, mesmo quando o contexto competitivo é exigente.
O Women’s Indoor Oeiras Open
apresenta um quadro principal de grande qualidade. Entre as participantes estão
duas jogadoras do top 100 mundial, Viktorija Golubic e Dalma Galfi, além de
várias atletas com passado recente na elite do ténis feminino.
Nomes como Suzan Lamens,
Greet Minnen, Anhelina Kalinina, Elina Avanesyan e Viktoriya Tomova reforçam o
estatuto competitivo do torneio. Outras jogadoras trazem consigo memórias de
sucesso em provas portuguesas, como Alina Korneeva, Maja Chwalinska, Victoria
Jimenez Kasintseva e Carole Monnet.
Oeiras como palco de afirmação
Para as tenistas portuguesas, o
torneio representa mais do que vitórias ou derrotas. É uma oportunidade de
afirmação, crescimento e contacto regular com um nível competitivo elevado.
O sorteio foi exigente. O contexto é
desafiante. Mas o Jamor volta a ser palco de ténis de alto nível e de momentos
decisivos para quem procura consolidar o seu espaço no circuito.
É nesse equilíbrio entre ambição e
realidade competitiva que se escreve mais um capítulo do ténis feminino
nacional.
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