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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

João Almeida sai muito mal tratado da queda, mas recusa desistir: "Espero estar na partida"

  🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 6 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 2 min · 🌱EMM A vitória final escapou-lhe. Mas a vontade de continuar mantém-se intacta. João Almeida foi um dos ciclistas mais afetados pela queda coletiva que obrigou à neutralização da 4.ª etapa da Volta à Polónia e terminou o dia profundamente marcado pelas consequências do acidente. O português da UAE Emirates cruzou a meta com mais de 16 minutos de atraso , ficando praticamente afastado da discussão pela classificação geral, mas a maior preocupação deixou de ser o cronómetro. Era preciso perceber em que estado físico havia saído da queda. Com várias escoriações visíveis no lado esquerdo do corpo, o português não escondeu que as dores são intensas, embora acredite que o pior poderá ter sido evitado. “Não me sinto bem. Tenho dores no joelho e no tornozelo, mas suponho que vou ficar bem. Provavelmente consegui evitar fraturas.” Apesar do impacto do acidente, o corredor português mostrou-se determina...

O instante de Salomé Afonso que muda a história

 🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Direitos Reservados

⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos

Salomé Afonso bate recorde nacional dos 1500 metros.
Salomé Afonso bate novo recorde nacional dos 1500 metros indoor, superando a marca de Carla Sacramento.

Recorde nacional dos 1500 m batido

Há momentos em que o cronómetro deixa de ser apenas um instrumento de medida  para se tornar memória viva. Em Ostrava, na Czech Indoor Gala, caiu mais um recorde nacional do atletismo português em pista curta e tombou com estrondo. Salomé Afonso correu os 1.500 metros indoor em 4:01.98, pulverizando uma marca que resistia há mais de duas décadas.

O antigo recorde era de Carla Sacramento, estabelecido em 2001, com o tempo de 4:04.11.Desde então, muitas atletas tentaram aproximar-se, poucas ameaçaram verdadeiramente o registo. Até agora.

Uma corrida para a eternidade

Salomé Afonso foi quarta classificada na prova, mas a posição foi quase um detalhe. O essencial estava no ritmo firme, na passada confiante, na forma como cada volta parecia empurrar os limites conhecidos do atletismo nacional.Quando cruzou a meta, o relógio confirmou o que o corpo já anunciava: uma melhoria superior a três segundos em relação ao seu recorde pessoal.

Até esta terça-feira, o melhor tempo da atleta portuguesa nos 1.500 metros indoor era 4:05.04. Em poucos minutos, esse número se tornou passado. Um passado distante.

Um passaporte carimbado

A marca alcançada em Ostrava não foi apenas histórica; foi também decisiva. Para garantir presença no Mundial de pista curta, que se disputa em Torun, entre 20 e 22 de março, era necessário correr abaixo de 4:06.00. Salomé não só cumpriu o mínimo, como o fez com margem, autoridade e ambição.

Aos 28 anos, a atleta portuguesa entra assim na competição mundial com a confiança de quem sabe que chegou ao seu melhor momento. Não por acaso, mas por construção.

Dupla coroa nacional

Este novo recorde junta-se a outro feito recente que confirma a consistência do percurso de Salomé Afonso. Em julho do ano passado, em Londres, a atleta já havia entrado para a história ao fixar o recorde nacional da milha ao ar livre, com 4:19.51.

Dois recordes, duas distâncias exigentes, dois contextos diferentes: a mesma atleta. O denominador comum é a evolução sustentada, a capacidade de crescer quando o nível sobe e de responder quando o desafio se torna maior

O peso simbólico do feito

Bater um recorde nacional é sempre especial. Bater um recorde que pertenceu a Carla Sacramento carrega um simbolismo adicional. Sacramento foi uma referência do meio-fundo europeu, um nome maior do atletismo português. Ultrapassar a sua marca não apaga o passado. Acrescenta-lhe continuidade.

É assim que o atletismo se renova: não por rutura, mas por sucessão. Cada geração empurra um pouco mais a fronteira do possível.

O que se segue

O Mundial de Torun, na Polónia, surge agora no horizonte, não como um sonho distante, mas como um palco merecido. A marca de Ostrava coloca Salomé Afonso entre as atletas a observar, entre as que chegam com argumentos e não apenas com presença.

Independentemente do que acontecer na Polónia, o essencial já está escrito: o atletismo português voltou a avançar. E fê-lo com elegância, coragem e uma corrida que ficará gravada na memória coletiva.

Porque há tempos que passam.

E há tempos que ficam.

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