Jaime Faria: “Senti-me melhor jogador”

🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Fotojump

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Jaime Faria arrasador para os críticos.
Canhão dispara em todas as frentes.

Jaime Faria despediu-se nos quartos de final do Rio Open, travado pelo mais experiente argentino Tomás Etcheverry.

Apesar da derrota, saiu do court convicto de ter dado mais um passo firme na sua evolução.

“Senti-me melhor jogador durante o primeiro ‘set’. Foi pena. O ténis, por vezes, é um pouco inglório. Se voltasse a jogar aquele primeiro ‘set’ 10 vezes, ganharia oito. Acho que só poderia ter jogado um dos break points de forma diferente, foi um amortie falhado. Não precisava de ter forçado tanto, mas joguei bem”, afirmou aos jornalistas presentes no Rio de Janeiro.

Semana intensa

O português destacou a semana exigente e os desafios físicos e mentais que enfrentou.

“Acusei um pouco a semana longa e as emoções no segundo ‘set’. Ainda assim foi uma boa semana, defendi todos os pontos e estou feliz. Sinto-me muito melhor jogador e mais bem preparado do que há um ano. Estou mais ao nível destes jogadores. Há coisas a melhorar, mas foi uma boa semana no Rio.”

Faria mostrou maturidade ao reconhecer os sinais do seu corpo, mas valorizou a experiência acumulada e a evolução no seu ténis.

Tie-break decisivo

O ‘set’ final foi apertado e marcou o desfecho do encontro. Faria analisou o momento com clareza:

“Ele jogou um grande tie-break e respondeu a todos os meus serviços. Ele tem mais experiência e eu tive o ‘set’ todo para fazer break, não fiz e ele no tie-break saiu por cima. O ténis é assim. Há que levantar a cabeça e ver o que é necessário melhorar.”

O português evidenciou a diferença de experiência, mas manteve confiança no próprio crescimento.

Evolução e confiança

Jaime reforçou que sente progressos no seu jogo e no físico:

“Estou melhor jogador. Melhor serviço, melhor físico e tudo isso somam. Aqui estou eu. Muita gente dizia que eu não defenderia os pontos. Inclusive, eu sairia do top 200 e perderia a participação no torneio de Roland Garros. No entanto, aqui estou eu, feliz com o meu início de ano. Estou melhor dentro e fora do campo e há que continuar a trabalhar. Há que estar mais atentos aos sinais do corpo para evitar lesões. Já fiz Austrália, Portugal, China, agora Rio. Veremos se vou a Miami. São muitas coisas.”

O português revela que confia na preparação e no crescimento contínuo.

Próximo desafio

Sem tempo a perder, Faria já olha para o próximo torneio:

Jogo este sábado no Chile. Pedi para jogar tarde. Na melhor das hipóteses chego ao clube às 16h30. Sou sempre por jogar e por desafiar, mas tenho de ouvir os sinais do meu corpo e perceber o que é melhor.”

A gestão do corpo e da mente é agora prioridade.

Para concluir, Jaime falou sobre a adaptação constante que o ténis exige:

“Mudar de bolas todas as semanas é o ténis. O ténis é uma constante adaptação e prepara-nos para a vida também, que é exatamente igual.”

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