🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos
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| Canhão do Jamor festeja entrada no quadro principal do Rio Open como lucky loser. |
Jaime Faria voltou a ganhar vida no Rio Open.
Eliminado na fase de qualificação, o número dois português foi repescado para o
quadro principal como lucky loser, repetindo o que já lhe acontecera há um ano.
O cenário parecia improvável. Mas o
torneio sofreu quatro baixas nos últimos dias e abriu-se uma porta inesperada. O
lisboeta estava atento. E entrou.
Efeito
dominó
O português era o terceiro na lista
de lucky losers. À sua frente estavam outros nomes, mas as desistências mudaram
tudo.
Lorenzo Sonego, Laslo Djere, Alexander
Muller e Carlos Taberner saíram do quadro. Quatro ausências em dois dias. Um
efeito dominó que alterou a configuração do torneio e devolveu Faria à
competição.
Tudo isto depois da derrota frente a
Igor Marcondes, no domingo, na última ronda do qualifying. A eliminação parecia
definitiva. Não foi.
Palco
especial
O Rio traz memórias fortes para o
português. Em 2025, assinou aqui uma das melhores campanhas da carreira ao
atingir os quartos de final. Foi uma afirmação internacional. Um salto
competitivo.
Esse percurso mudou a perceção sobre
o seu potencial em torneios de categoria ATP 500. Mostrou que podia competir
com jogadores de topo. E que o seu ténis agressivo se adapta bem à terra batida
sul-americana.
Agora regressa ao mesmo palco. Não
como surpresa absoluta, mas como jogador que já provou poder causar impacto.
Desafio
máximo
O sorteio não foi brando. Pelo
contrário.
Na terça-feira, Faria terá pela
frente Sebastian Baez, bicampeão em título no Rio e numa série de dez vitórias
consecutivas no torneio. O argentino sente-se em casa nesta prova. Conhece as
condições. Domina os ritmos.
Baez é intensidade constante. Trocas
longas. Paciência tática. Poucos erros. É um teste completo para qualquer
adversário.
Para Faria, será necessário servir
com eficácia, assumir riscos calculados e tentar encurtar pontos sempre que
possível. A chave pode estar na capacidade de impor variações ao jogo. Assim, evita-se que o argentino controle o ritmo das trocas e dite a dinâmica dos pontos.
Pressão diferente
Curiosamente, a pressão está do outro
lado.
Faria entra sem nada a perder. Já
tinha sido eliminado. Já estava fora. Tudo o que vier agora será ganho. Confiança. Ritmo.
Báez, pelo contrário, defende o
título, o estatuto e uma sequência vencedora que o confirma como um dos
tenistas mais perigosos da semana.
Essa diferença pode pesar: em
encontros de alto nível, a gestão emocional conta tanto quanto o plano tático.
Momento de afirmação
Faria consolidou-se como número dois
de Portugal. Tem procurado dar passos firmes no circuito principal. A presença
regular em quadros de ATP faz parte desse crescimento.
Ser lucky loser não é um
detalhe menor. Exige prontidão mental. Obriga a manter o foco após a derrota. E
a estar preparado para competir a qualquer momento.
No Rio, a história repete-se. Nova
oportunidade. Novo teste.
Se voltar a surpreender, confirmará
que 2025 não foi acaso. Foi sinal. E que o seu nome pode continuar a ganhar
espaço em torneios de maior dimensão.
Terça-feira será mais do que uma
primeira ronda. Será um reencontro com um palco especial. É um confronto direto
com um dos especialistas da terra batida atual.
No Rio, Faria já sabe: às vezes,
perder não é o fim. É apenas o intervalo antes de recomeçar.É uma segunda vida.
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