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Jaime Faria mostra força no Rio de Janeiro

  🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis

⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos

Canhão do Jamor entra bem no qualifying do Rio Open.
Jaime Faria com estreia demasiado árduo.

Retorno à Cidade Maravilhosa

Um ano após brilhar no Rio de Janeiro, Jaime Faria regressa à Cidade Maravilhosa com confiança e determinação. O lisboeta, número dois de Portugal e 148.º do ranking ATP, disputa o qualifying do ATP 500 brasileiro com um objetivo claro: marcar presença no quadro principal e continuar a escrever a sua história.

Cada ponto foi uma batalha. Cada set, um desafio físico e mental. O calor, a pressão e a qualidade do adversário não davam margem para erros. Faria mostrou que sabe gerir estas exigências e transformar cada momento numa oportunidade.

Confronto épico

O duelo contra Nicolás Jarry (143.º ATP), ex-número 16 mundial, foi intenso. Quase três horas de disputa, com parciais de 7-6 (6), 6-7 (4) e 6-3. O português converteu os três pontos de break que teve. Cada ‘set’ foi disputado ponto a ponto. A consistência e o foco de Faria foram cruciais para manter a vantagem. Enfrentava um adversário cujo serviço se torna uma arma de alto risco.

O triunfo não foi apenas um resultado. Foi uma prova de resistência. De capacidade tática. De maturidade competitiva. Mostrou que Faria não se intimida diante de adversários mais experientes.

História no ranking

Em 2025, Faria já tinha surpreendido no Rio. Após perder na última ronda do qualifying, entrou como lucky loser e alcançou os quartos de final. Essa campanha subiu-o 20 posições no ranking, até ao 87.º posto. Ultrapassou Pedro Sousa e tornou-se o sétimo português mais bem classificado da história do ténis masculino.

Agora, cada vitória reforça o seu estatuto. O ATP 500 do Rio é mais do que pontos; é um teste de caráter e resistência. Cada ‘set’ vencido aumenta a confiança e o ritmo competitivo de Faria.

Próximo passo

Na ronda de acesso ao quadro principal, o adversário é o brasileiro Igor Marcondes (239.º ATP), wild-card que eliminou o terceiro cabeça de série, Chun-Hsin Tseng (116.º). Faria vai precisar da mesma intensidade demonstrada diante de Jarry. Cada ponto exigirá leitura de jogo, paciência e capacidade de controlar o ritmo adversário.

A semana de Faria no Rio confirma o talento nacional. O lisboeta combina técnica, estratégia e resistência. Cada ponto ganho é resultado de trabalho e inteligência. Cada vitória fortalece o seu percurso e projeta confiança para desafios maiores.

O triunfo frente a Jarry é mais do que um resultado. É uma demonstração de raça e maturidade. Mostra como Faria consegue controlar a pressão e impor o seu ritmo, mesmo diante de adversários mais fortes e experientes.

O próximo encontro será um novo teste. Mas Faria já provou que tem força, consistência e foco para seguir em frente. O Rio de Janeiro volta a ser palco do ténis português, e Jaime Faria reafirma a sua capacidade de lutar e vencer no circuito internacional.

Henrique Rocha não entrou

Henrique Rocha também viajou à América do Sul. Não conseguiu entrar no Rio como alternate. Regressará à competição na próxima semana, em Santiago, no Chile. A oportunidade será de somar experiência e ritmo competitivo.

Leia também: Matilde Jorge brilha em azul no Jamor Próxima notícia: Matilde Jorge escreve história no Jamor

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