Jaime Faria: “Estive muito sólido”

 🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Fotojump

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Jaime Faria no Flash Interviews.
Canhão do Jamor explica aos jornalistas como surgiu o triunfo que leva aos quartos.

Quartos de final defendidos

Pelo segundo ano consecutivo, Jaime Faria entrou como lucky loser no Rio Open e confirmou presença nos quartos de final. O número dois português enfrentou o bósnio Damir Dzumhur, 62.º mundial, ex-top 25, num encontro cheio de emoção e viragens. A vitória reforça o seu estatuto como um dos jogadores portugueses mais promissores do circuito.
O primeiro ‘set’ trouxe momentos de nervosismo para o lisboeta, que precisou de ajustar o seu jogo rapidamente:

“Estive muito sólido. Não comecei bem, um pouco nervoso, o que é normal. Tinha plena consciência de que havia muito em jogo e muitos pontos a defender da temporada anterior”, afirnou Faria aos jornalistas presentes.

“É um jogador difícil e experiente. Mas consegui encontrar o meu ritmo gradualmente. Ele tinha um plano bem desenhado, mas percebi, desde o início, a sua intenção.”
Viragem no marcador

Quando o primeiro ‘set’ se tornou complicado, Faria conseguiu encontrar soluções e virar o jogo a seu favor:

“Quando comecei a bater mais forte, ele deixou de fazer muitos amorties. Estive um pouco cansado no final do primeiro ‘set’ e custou-me virar de 2-5 para 7-6, mas aguentei-me com o serviço, sendo uma arma que tenho de continuar a usar. Tive sorte no final com a chuva. Ele estava por cima fisicamente, mas aguentei-me com o serviço no 5-5 e depois ele deu-me três pontos no jogo seguinte.”

O começo do ano trouxe desafios adicionais, pois Faria precisava de defender grande parte dos pontos conquistados na temporada passada:

“Tinha de defender 260 pontos nos dois primeiros meses. 80 por cento dos meus pontos. Senti-me muito bem na Austrália, com as rotinas do ano passado. Joguei até melhor do que no ano anterior porque me sinto melhor jogador.”

O português refletiu sobre como encara o circuito e a sorte que surgiu neste torneio:

“Afimei isso muitas vezes, mesmo quando perdi no Campeonato Nacional. Aqui as coisas correram bem, tive sorte ao entrar como lucky loser, mas a sorte procura-se.”

Faria destacou a pressão e o valor de cada ponto nos próximos encontros:

“São muitos pontos. E amanhã o encontro vale 100. É o equivalente a um título Challenger e o dobro do que defendo na próxima semana em Santiago. É pressão para mim, mas também para os outros. Amanhã irei com tudo para o campo.”

Próximo desafio é com Etcheverry

O Canhão do Jamor olha agora para o argentino Etcheverry com respeito e foco:

“Nunca o defrontei, mas já treinámos juntos no circuito. É um jogador muito mais experiente e será um grande desafio. Vou me preparar com o Pedro. Será um grande encontro, porém emocionalmente intenso, já que há muito em jogo.

O jogador português falou sobre a motivação extra que sente ao jogar no Brasil:

“Eu espero enfrentar o Fonseca. Significaria que estava na final. Nos ‘quartos’ de 2025, já não havia brasileiros. Gosto muito do público brasileiro e dá-me energia extra. Sentir energia e paixão é diferente. Estes torneios têm isso de único. Às vezes sinto-me mais em casa aqui do que em Portugal.”

Entre treinos e partidas, Faria encontrou tempo para aproveitar o Rio de Janeiro:

“Tenho ido à praia todos os dias. Tenho de aproveitar porque em Portugal está muito frio. Aqui come-se muito bem. Ao Carnaval, infelizmente, não pude ir. Estou mais tranquilo este ano do que em 2025. Isso é a chave para não me sentir tão cansado emocionalmente.”

Experiência e maturidade

Faria destacou que vencer um top 100 pelo segundo ano consecutivo no mesmo torneio mostra não só talento, mas maturidade competitiva:

“É muito importante perceber que estou a jogar bem contra adversários de ranking superior. Cada ponto é uma oportunidade de aprender e melhorar.”

“Mesmo em momentos de desvantagem, mantenho-me focado e tento controlar o jogo. Hoje senti que tudo correu bem nesse sentido.”

Lições do Rio

Para o jovem português, cada jogo no Rio é uma oportunidade de crescimento:

“Cada jogo aqui no Rio é uma lição. A pressão é grande, os adversários são fortes, mas é a experiência que me faz crescer. A terra batida, o público e a atmosfera tornam este torneio especial. Dá para sentir a energia em cada ponto.”

Faria não só defendeu pontos importantes, como também errubou um top 100. Com técnica, maturidade e foco, o “Canhão do Jamor” está pronto para brilhar nos quartos de final do Rio Open, consolidando a sua presença entre os melhores do circuito.


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