Jaime Faria: “Estive muito sólido”
🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Fotojump
⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
Canhão do Jamor explica aos jornalistas como surgiu o triunfo que leva aos quartos.
Quartos de final defendidos
Pelo segundo ano consecutivo, Jaime
Faria entrou como lucky loser no Rio Open e confirmou presença nos
quartos de final. O número dois português enfrentou o bósnio Damir Dzumhur,
62.º mundial, ex-top 25, num encontro cheio de emoção e viragens. A vitória
reforça o seu estatuto como um dos jogadores portugueses mais promissores do
circuito.
O primeiro ‘set’ trouxe momentos de nervosismo para o lisboeta, que precisou de
ajustar o seu jogo rapidamente:
“Estive muito sólido. Não comecei
bem, um pouco nervoso, o que é normal. Tinha plena consciência de que havia
muito em jogo e muitos pontos a defender da temporada anterior”, afirnou Faria aos jornalistas presentes.
“É um jogador difícil e experiente.
Mas consegui encontrar o meu ritmo gradualmente. Ele tinha um plano bem
desenhado, mas percebi, desde o início, a sua intenção.”
Viragem no marcador
Quando o primeiro ‘set’ se tornou
complicado, Faria conseguiu encontrar soluções e virar o jogo a seu favor:
“Quando comecei a bater mais forte,
ele deixou de fazer muitos amorties. Estive um pouco cansado no final do
primeiro ‘set’ e custou-me virar de 2-5 para 7-6, mas aguentei-me com o
serviço, sendo uma arma que tenho de continuar a usar. Tive sorte no final
com a chuva. Ele estava por cima fisicamente, mas aguentei-me com o serviço no
5-5 e depois ele deu-me três pontos no jogo seguinte.”
O começo do ano trouxe desafios adicionais, pois Faria precisava de defender
grande parte dos pontos conquistados na temporada passada:
“Tinha de defender 260 pontos nos
dois primeiros meses. 80 por cento dos meus pontos. Senti-me muito bem na
Austrália, com as rotinas do ano passado. Joguei até melhor do que no ano anterior
porque me sinto melhor jogador.”
O português refletiu sobre como encara o circuito e a sorte que surgiu neste
torneio:
“Afimei isso muitas vezes, mesmo
quando perdi no Campeonato Nacional. Aqui as coisas correram bem, tive sorte ao
entrar como lucky loser, mas a sorte procura-se.”
Faria destacou a pressão e o valor de
cada ponto nos próximos encontros:
“São muitos pontos. E amanhã o
encontro vale 100. É o equivalente a um título Challenger e o dobro do que
defendo na próxima semana em Santiago. É pressão para mim, mas também para os
outros. Amanhã irei com tudo para o campo.”
Próximo desafio é com Etcheverry
O Canhão do Jamor olha agora para o
argentino Etcheverry com respeito e foco:
“Nunca o defrontei, mas já treinámos
juntos no circuito. É um jogador muito mais experiente e será um grande
desafio. Vou me preparar com o Pedro. Será um
grande encontro, porém emocionalmente intenso, já que há muito em jogo.”
O jogador português falou sobre a motivação extra que sente ao jogar no Brasil:
“Eu espero enfrentar o Fonseca.
Significaria que estava na final. Nos ‘quartos’ de 2025, já não havia
brasileiros. Gosto muito do público brasileiro e
dá-me energia extra. Sentir energia e paixão é diferente. Estes torneios têm
isso de único. Às vezes sinto-me mais em casa aqui
do que em Portugal.”
Entre treinos e partidas, Faria
encontrou tempo para aproveitar o Rio de Janeiro:
“Tenho ido à praia todos os dias.
Tenho de aproveitar porque em Portugal está muito frio. Aqui come-se muito
bem. Ao Carnaval, infelizmente, não pude
ir. Estou mais tranquilo este ano do que em 2025. Isso é a chave para
não me sentir tão cansado emocionalmente.”
Experiência e
maturidade
Faria destacou que vencer um top 100
pelo segundo ano consecutivo no mesmo torneio mostra não só talento, mas
maturidade competitiva:
“É muito importante perceber que
estou a jogar bem contra adversários de ranking superior. Cada ponto é uma
oportunidade de aprender e melhorar.”
“Mesmo em momentos de desvantagem,
mantenho-me focado e tento controlar o jogo. Hoje senti que tudo correu bem
nesse sentido.”
Lições do Rio
Para o jovem português, cada jogo no
Rio é uma oportunidade de crescimento:
“Cada jogo aqui no Rio é uma lição. A
pressão é grande, os adversários são fortes, mas é a experiência que me faz
crescer. A terra batida, o público e a atmosfera tornam este torneio especial.
Dá para sentir a energia em cada ponto.”
Faria não só defendeu pontos
importantes, como também errubou um top 100. Com técnica, maturidade e foco, o “Canhão
do Jamor” está pronto para brilhar nos quartos de final do Rio Open,
consolidando a sua presença entre os melhores do circuito.

O primeiro ‘set’ trouxe momentos de nervosismo para o lisboeta, que precisou de ajustar o seu jogo rapidamente:
Viragem no marcador


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