🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
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| Frederico Silva fixa a bola com concentração absoluta. |
Final à vista
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O que escapou por pouco no Jamor
materializou-se em Chennai. Frederico Silva garantiu presença na quinta final
da carreira no circuito Challenger. É a primeira desde junho de 2023. Mais do
que um regresso a uma decisão, é a confirmação de um momento sólido. O tenista das Caldas da Rainha, 255.º
do ranking ATP, atravessa a semana indiana com autoridade. Não perdeu nenhum
‘set’. Nem vacilou nos momentos decisivos. Nas meias-finais superou o russo
Ilia Simakin (214.º), oito anos mais novo, por 6-4 e 6-2. Um triunfo construído
com maturidade e leitura tática. Maturidade competitivaO primeiro ‘set’ foi equilibrado.
Silva soube esperar. Escolheu bem os momentos para acelerar. Conquistou a
vantagem no instante certo. No segundo parcial, elevou o nível da intensidade.
Serviu com eficácia. Respondeu com profundidade. Fechou o encontro em pouco
mais de hora e meia, sem deixar espaço para reação. Há sinais claros de crescimento. A
gestão emocional está mais estável e a seleção de pancadas, mais criteriosa. A
confiança, visível. Em Chennai, Frederico Silva joga com convicção. Uma final especial Esta será a primeira final do
português num Challenger 50, a categoria mais baixa do circuito secundário. Mas exigente e competitiva. Cada ponto vale ranking. Cada vitória representa
consistência. O percurso de Silva em finais começou
em novembro de 2020, em São Paulo. Desde então, esteve perto do título em Kobe
e Yokkaichi, no Japão, em novembro de 2022, e em Troisdorf, na Alemanha, em
junho de 2023. Faltou sempre o último passo. O mais difícil. Agora, volta a ter essa oportunidade. Quebrar a barreiraSilva ainda procura o primeiro troféu de um Challenger. A estatística pesa. Mas também motiva. O português pode tornar-se
no 13.º jogador nacional a conquistar um título neste circuito. Do outro lado da rede estará o argentino Federico Agustín Gómez (196.º), segundo cabeça de série. Um
adversário consistente. Bem posicionado no ranking. Com argumentos físicos e competitivos. Será um teste completo. Técnico.
Mental. Estratégico. Momento de afirmaçãoAos 30 anos, Silva mostra que ainda
há espaço para evolução. O circuito Challenger é exigente. Castiga
irregularidades. Premia consistência. Em Chennai, o português apresenta ambas
as qualidades. Sem ceder sets na presente semana,
construiu uma campanha limpa. Segura. Reveladora de ambição. O serviço tem
funcionado. A resposta tem sido agressiva. A mobilidade mantém-se eficaz. Há uma sensação de controlo. De
estabilidade. Último passoFalta apenas um encontro. Uma final.
Um momento que pode redefinir o percurso recente do número quatro nacional. Não é apenas um jogo. É a
oportunidade de transformar a experiência acumulada numa conquista concreta. De
converter as tentativas anteriores em vitória definitiva. Chennai pode marcar um ponto de
viragem. Silva já demonstrou que tem jogo para competir neste nível. Agora,
procura escrever o capítulo que falta. O último. O decisivo. |

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