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Frederico Silva: “Estou muito contente com a vitória”

🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis

⏱️ Tempo de leitura: 4 minutos

O primeiro grande feito de Frederico Silva.
Aos 30 anos, a maior recompensa chegou a Frederico Silva.

A espera terminou

Após quatro tentativas frustradas, Frederico Silva alcançou, finalmente, um feito histórico: erguer o seu primeiro título Challenger. O triunfo obtido em Chennai coloca-o como o 13.º português a celebrar no circuito secundário e garante o 21.º troféu do seu palmarés, maior do que o de qualquer outro compatriota.

No rescaldo do torneio, Silva mostrou satisfação e alívio:

“Estou muito contente com a vitória de hoje. Foi a conquista do meu primeiro título Challenger. Sem dúvida alguma que era um título de que já andava à procura há bastantes anos.”

Estas palavras refletem não apenas a alegria pelo troféu, mas também o encerramento de um ciclo de persistência e aprendizagem ao longo de anos de competições, finais e desafios no circuito internacional.

Próximos passos e reflexões

O tenista português destacou, ainda, a exigência das finais anteriores, algumas disputadas em três ‘sets’, e como cada experiência preparou o terreno para este triunfo:

“Algumas das finais anteriores até foram a três ‘sets’ e acabei por ficar perto da vitória, mas sem conseguir o título, por isso estou muito contente por acabar a semana da melhor forma após um jogo que foi muito exigente.”

A reflexão evidencia maturidade e capacidade de aprendizagem. A vitória surge não como resultado fortuito, mas como consequência de um percurso meticuloso, sustentado pela disciplina e resiliência mental.

O significado de um Challenger

Silva também contextualizou a importância de vencer um torneio desta dimensão, tanto em termos competitivos como estratégicos:

“Ganhar um torneio desta dimensão acaba por ser um objetivo de todos os jogadores porque faz parte de um caminho que começa nos ITF e que tem um nível totalmente diferente nos Challenger.”

O triunfo permite, ainda, acumular pontos essenciais para os próximos objetivos, nomeadamente regressar aos Grand Slams:

“Também pelos pontos que dá, numa altura em que o objetivo é claro: voltar aos torneios do Grand Slam o quanto antes, isto é, já em Roland Garros.”

A declaração demonstra a visão estratégica de Silva, consciente de que cada Challenger é um degrau decisivo para regressar ao topo do ténis mundial.

Uma final dramática

A final frente ao argentino Federico Agustín Gómez (196.º), segundo cabeça de série, revelou-se intensa e repleta de tensão. Silva só conseguiu a vitória após três sets, criando sete match points ao longo do encontro:

“Mas também muito por mérito do meu adversário, que jogou os match points bastante bem. Tentou ser agressivo e comandar os pontos, mas também me obrigou a tomar a iniciativa. Não havia muito que pudesse fazer de forma diferente.”

O português descreveu o segundo set como especialmente desafiante, perdendo alguns match points no tie-break:

Após estar por cima do jogo todo e deixar escapar vários match points no tie-break do segundo set, encarar o terceiro set mostrou bem a minha resiliência. Também evidenciou como consegui manter-me positivo e focado durante o encontro. Sem dúvida que, se tivesse ficado preso aos match points, não teria conseguido.

Estas palavras sublinham a força mental e a capacidade de recuperação de Silva, essenciais para vencer num nível competitivo elevado como o Challenger.

Resiliência e maturidade

A conquista em Chennai não é apenas um marco individual; é também um exemplo de resiliência e consistência para todo o ténis português. A trajetória de Frederico Silva, com quatro finais Challenger anteriores sem vitória, demonstra que o sucesso muitas vezes é fruto da persistência e da preparação meticulosa.

Cada treino, cada torneio e cada derrota serviram de degraus para chegar a este momento. A vitória simboliza, portanto, não apenas uma recompensa tangível, mas também o reconhecimento do percurso dedicado e estratégico do jogador.

Um palmarés histórico

Com 21 troféus conquistados ao longo da carreira, Silva reforça o estatuto de um dos tenistas mais bem-sucedidos de Portugal. Este primeiro título Challenger distingue-se não apenas pelo valor simbólico. É também o efeito direto na sua classificação e nas oportunidades futuras.

O sucesso em Chennai marca o início de uma nova fase da carreira de Silva, com a ambição de regressar aos Grand Slams e consolidar-se entre os melhores. Cada ponto conquistado, cada jogo exigente, cada momento de pressão serve como preparação para desafios maiores que se avizinham.

A vitória de Silva é um exemplo de como a paciência, a resiliência e o trabalho constante podem culminar em conquistas históricas.

O triunfo em Chennai não é apenas uma página gloriosa na carreira do jogador; é um testemunho do ténis português em ascensão e da capacidade de transformar esforço e persistência em êxito.

EIS OS PORTUGUESES QUE CONQUISTARAM CHALLENGERS

  • Gastão Elias – 10 títulos
  • Rui Machado e Pedro Sousa – 8 títulos
  • Nuno Borges e Frederico Gil – 6 títulos
  • João Sousa e Nuno Marques – 5 títulos
  • João Domingues e João Cunha e Silva – 3 títulos
  • Jaime Faria e Henrique Rocha – 2 títulos
  • Emanuel Couto e Frederico Silva – 1 título
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