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Francisco Cabral cabeça de série em Doha

  🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: ATP Tour

⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos

Francisco Cabral segue para a campanha no Médio Oriente.
Cabral esquecer Roterdão e brilhar no Médio Oriente.

 Francisco Cabral e Lucas Miedler deixaram Roterdão para trás e aterram agora em Doha com um estatuto diferente. No segundo ATP 500 consecutivo da temporada, a dupla luso-austríaca figura entre as principais favoritas ao título. São os quartos cabeças de série do torneio do Qatar.

O reconhecimento não surge por acaso. Cabral ocupa o 19.º lugar do ranking mundial de pares, e Miedler, o 20.º. A consistência das últimas semanas consolidou a parceria no lote das duplas mais competitivas do circuito.

Primeiro obstáculo

Na ronda inaugural, terão pela frente Sander Arends (40.º) e Romain Arneodo (47.º). Dois especialistas experientes. Uma dupla habituada a palcos exigentes.

O encontro promete equilíbrio. Em torneios desta categoria, a margem é curta. Um break pode decidir um ‘set’. Um detalhe pode alterar a narrativa.

Cabral e Miedler entram com responsabilidade acrescida. Ser cabeça de série significa proteger o ranking, defender estatuto e corresponder às expectativas. Mas também é sinal de respeito conquistado.

Confiança sustentada

Ao contrário do que aconteceu nos Países Baixos, onde não integraram o lote de pré-designados, em Doha partem com outro peso competitivo. Isso traduz crescimento.

A dupla tem mostrado química. Serviço sólido. Boa ocupação da rede. Capacidade de resposta sob pressão. Elementos que fazem diferença em quadros densos como os de um ATP 500.

O piso rápido favorece decisões rápidas e agressividade na primeira bola. Cabral e Miedler têm demonstrado conforto nesse contexto.

Rumo ao Dubai

Doha é apenas o início de uma minidigressão pelo Médio Oriente. Após o torneio no Qatar, seguirão para o Dubai, onde disputarão mais um ATP 500 antes de atravessarem o Atlântico.

A temporada continuará no continente americano, igualmente em piso rápido. O objetivo é claro: somar pontos, consolidar posição no top 20 e aproximar-se ainda mais da elite da variante.

A viagem é longa. O calendário é exigente. Mas a ambição acompanha cada escala. Em Doha, começa mais um capítulo.


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