🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
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| Francisca Jorge vence e espera irmã ou francesa na segunda ronda no Jamor. |
Entrada forte
Nova semana, mesmo desfecho.
Francisca Jorge (207.ª WTA) voltou a impor-se a Linda Klimovicova (134.ª e
sexta cabeça de série) na primeira ronda do Women’s Indoor Oeiras Open.
A número um nacional venceu por 6-3 e
7-5, em 99 minutos de intensidade e de nervos firmes no dia de Carnaval. O
resultado confirmou a superioridade recente frente a uma adversária mais cotada
e em clara ascensão no ranking feminino.
Autoridade inicial
Depois de, há uma semana, ter cedido
apenas três jogos, esperavam-se maiores dificuldades. Klimovicova tem 21 anos e
atravessa um período de crescimento sustentado no circuito.
Mas a resposta de Francisca foi
imediata. Arrancou para 4-0 no primeiro ‘set’, com autoridade no serviço e
agressividade nas respostas. A polaca de origem checa ainda encurtou
distâncias, mas o parcial nunca esteve verdadeiramente em risco.
O 6-3 refletiu controlo. E confiança.
‘Set’ arrancado a ferros
O segundo parcial contou outra
história.
Francisca conseguiu um break
madrugador e parecia encaminhar o encontro para uma resolução tranquila. No
entanto, Klimovicova elevou o nível, pressionou mais, no fundo do court e
aproveitou alguma quebra momentânea da portuguesa.
De repente, o cenário mudou. A mais velha das irmãs, Jorge, viu-se a perder por 2-5. O terceiro set parecia
inevitável.
Não foi.
A 2-5 salvou um ‘set’ point quando a
adversária respondeu para fora a um segundo serviço. No jogo seguinte, voltou a
escapar à igualdade no marcador ao anular nova oportunidade da sexta cabeça de
série.
Foi o momento-chave.
Viragem
decisiva
Com o 3-5 no marcador, Francisca
ganhou novo fôlego. A tensão mudou de lado. Klimovicova ainda salvou um ponto
de break, mas quando voltou a dispor de hipótese para fechar o set, cometeu uma
dupla falta.
Esse erro funcionou como gatilho.
Seguiu-se uma sequência de falhas não forçadas que a portuguesa soube
capitalizar com maturidade.
O 7-5 surgiu após cinco jogos
consecutivos conquistados pela campeã nacional absoluta nos últimos nove anos —
vencedora dos últimos cinco títulos nacionais — na nave dos campos cobertos do
Jamor, palco do torneio e local habitual de treino.
Experiência. Sangue-frio. E eficácia nos momentos críticos.
Com este triunfo, Francisca segue em
busca dos segundos quartos de final da temporada e dos terceiros da carreira em
torneios WTA 125.
O primeiro foi alcançado precisamente
no Jamor, no Oeiras Ladies Open de 2024. O palco traz boas memórias. E, ao que
tudo indica, continua a ser terreno fértil.
Possível
duelo fratricida
O próximo capítulo pode ter contornos
especiais.
Para chegar aos quartos de final,
Francisca poderá ter de enfrentar a pessoa que melhor conhece no circuito: a
irmã Matilde Jorge.
Para que isso aconteça, a número dois
nacional precisa primeiro de ultrapassar a qualifier francesa Yasmine Mansouri.
Caso confirme o favoritismo, haverá um embate fratricida na quinta-feira, no
segundo WTA 125 da temporada portuguesa.
Seria um duelo carregado de
simbolismo. Competição e cumplicidade no mesmo court.
Para já, Francisca fez a sua parte. Resistiu quando esteve à beira do terceiro parcial. E mostrou que, no Jamor, sabe sofrer e fechar.
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