🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
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| Ana Filipa Santos vence apenas um jogo diante da primeira cabeça de série. |
A presença portuguesa no quadro
principal do segundo Women’s Indoor Oeiras Open começou com um teste exigente.
Ana Filipa Santos, convidada pela organização, encontrou pela frente a
principal cabeça de série das duas semanas no Jamor e não conseguiu evitar a
eliminação na ronda inaugural.
Duelo desigual
Frente à experiente Viktorija
Golubic, 88.ª classificada do ranking mundial, a tenista nacional, atualmente
na 940.ª posição, cedeu por 6-1 e 6-0, num encontro resolvido em 49 minutos. O
embate colocou frente a frente duas jogadoras com esquerda a uma mão, mas foi a
helvética quem melhor explorou as variações de ritmo e profundidade, assumindo o
controlo desde os primeiros jogos.
Golubic entrou sólida, confirmou o
favoritismo e nunca permitiu que a portuguesa encontrasse espaço para impor o
seu padrão de jogo. A diferença de intensidade e de consistência ficou evidente
num primeiro ‘set’ rapidamente encaminhado e consolidado com autoridade. No
segundo parcial, a história repetiu-se, com a cabeça de série a manter a
pressão e a fechar o encontro sem sobressaltos.
Convite aproveitado
Apesar do desfecho, a presença no
quadro principal representa mais um passo na carreira de Ana Filipa Santos. Aos
30 anos, a jogadora de Santiago do Cacém somou o quinto torneio da categoria
WTA 125 ao currículo e o terceiro em que competiu no quadro principal deste
nível.
A entrada no quadro principal foi assegurada por wild card, prémio pelo percurso que tem desenvolvido no circuito nacional e internacional. Num contexto competitivo de
elevado grau de exigência, a portuguesa voltou a medir forças com uma
adversária do top 100, experiência que acrescenta ritmo e referência para os
próximos desafios.
Contexto competitivo
O Women’s Indoor Oeiras Open integra
o calendário WTA 125 e reúne no Complexo do Jamor um conjunto de
jogadoras habituadas a competir nos principais palcos internacionais. Para as
tenistas portuguesas, trata-se de uma das raras oportunidades de atuar em casa
num torneio deste patamar, enfrentando adversárias de ranking superior sem
necessidade de deslocações longínquas.
A edição deste ano apresentou um
quadro particularmente exigente, com uma jogadora posicionada no top 100. A
presença de Viktorija Golubic, finalista de Wimbledon, de pares, nome
consolidado do circuito, elevou o nível competitivo e tornou mais difícil a
tarefa das representantes nacionais.
Novo desafio em pares
O percurso de Ana Filipa Santos no
Jamor, contudo, não acaba. Ainda esta segunda-feira, a
número cinco nacional regressa ao court central para disputar a primeira ronda
de pares.
Ao lado da alemã Gina Dittmann, terá
pela frente um duelo totalmente luso, com as irmãs Francisca Jorge e Matilde
Jorge. O encontro promete equilíbrio e garante, desde logo, a continuidade de
representação portuguesa na competição de duplas.
Se a solo, o desafio se revelou demasiado pesado, em pares a história poderá ganhar contornos distintos. A experiência acumulada e o fator casa podem revelar-se determinantes num quadro em que as diferenças são mais curtas. Em pares, as oportunidades surgem com maior frequência e os pormenores ganham maior importância.
Para já, fica a estreia frente a uma das principais figuras do torneio e mais um capítulo numa carreira que continua a somar presenças em palcos internacionais.
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