Tiago Torres abanou Rosenkranz, mas no final caiu no Jamor
🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 4 minutos
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| Quase, quase, Tiago Torres. |
Lisboeta foi o último português a tombar na prova de sibgulares, mas saiu de cabeça erguida e com ótimas perpetivas para voos maiores.
Inicio promissor
Tiago Torres (764.º ATP) perdeu, por 6-1, 4-6 e 4-6, frente ao alemão Mats Rosenkranz (327.º), encerrando a
participação portuguesa na prova individual do Indoor Oeiras Open. O lisboeta
de 23 anos começou o encontro com intensidade, conquistando rapidamente o
primeiro parcial por 6-1, enquanto o germânico acumulava erros não forçados no
fundo, de campo.
Viragem estratégica do adversário
A partir do segundo, o germânico
ajustou a estratégia, aproximando-se da rede e adotou um estilo agressivo,
quase tudo ou nada a cada pancada. Essa mudança virou o encontro,
permitindo-lhe reduzir os erros e conquistar ambos os ‘sets’ seguintes por 6-4
e 6-4, após 2h06 de embate intenso entre dois estilos de jogo contrastantes.
As estatísticas contam uma história
de equilíbrio e de detalhes decisivos: Torres concretizou 5 de 14 break
points, enquanto Rosenkranz aproveitou 4 de 6 oportunidades de
break, e o total de pontos ficou apertado: Torres 94 — Rosenkranz
92. Apesar da derrota, os números mostram que o duelo foi equilibrado e
decidido por detalhes mínimos; cada ponto carregou peso significativo.
O número oito nacional buscava os
primeiros quartos de final de um Challenger da carreira, dois dias após vencer Billy
Harris (121.º ATP), o maior triunfo do seu palmarés até então. O lisboeta
iniciou a partida com energia elevada, mas o adversário conseguiu impor ritmo e
consistência quando necessário. No terceiro ‘set’, Torres ainda recuperou um
break e salvou quatro match points em dois jogos distintos, mantendo-se firme
nos momentos decisivos. As desvantagens, de 0-3 e 1-4, no entanto, acabaram sendo determinantes para a vitória de Rosenkranz.
Últimos portugueses em prova
Com a eliminação de Torres na prova
individual, a competição ficou sem representantes portugueses. Ainda assim, o
lisboeta segue ativo na variante de pares, ao lado de Francisco Rocha, nos
quartos de final, mantendo a chama nacional acesa no torneio.
O encontro mostrou uma dança de
contrastes: Torres com precisão no fundo de campo, Rosenkranz com agressividade
na rede. Cada 'set' refletiu ajustes táticos e resistência física, transformando
a partida num teste intenso de estratégia e de capacidade de reação. Mesmo com a
derrota, Torres mostrou consistência, pontuando quase o mesmo que o adversário
e criando diversas oportunidades de break e reforçando que a diferença entre os
dois foi mínima.
O lisboeta encerra participação na prova individual do Indoor Oeiras Open com uma partida marcada
por altos e baixos. E cada ponto contou, e agora volta a focar-se na variante
de pares, ao lado de Francisco Rocha.
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