🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
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| Tomás Luís foi um dos lusos eliminados na primeira ronda do ITF 25 na Tunísia. |
Estreia curta em África
O circuito secundário do ténis mundial tem uma ironia própria. O sarcasmo que oferece oportunidades, mas também cobra cada hesitação. Em Monastir, na Tunísia, essa lógica voltou a impor-se num dia com pouco espaço para balanços positivos entre os representantes portugueses.
Tomás Luis, atualmente 896.º do ranking, regressou ao circuito ITF com a expectativa de ganhar ritmo competitivo. No entanto, encontrou um obstáculo difícil de contornar.
Frente ao sueco Olle Wallin (443.º), quarto cabeça de série, o algarvio teve dificuldade em encontrar margem para discutir o encontro e acabou afastado por 6-3 e 6-0, num duelo resolvido com pragmatismo pelo adversário.
Com maior margem para equilibrar a partida, Tiago Cação (883.º) acabou também por sair derrotado.
Diante do turco Mert Alkaya (408.º), segundo cabeça de série, o nativo de Peniche discutiu ambos os ‘sets’ até aos momentos decisivos, mas cedeu por 6-3 e 6-4, apenas à quarta oportunidade de match point.
Foi um desses encontros em que o jogo não foge, mas também não se deixa agarrar.
Resistência insuficiente
O quadro de eliminações para os representantes lusitanos ficou completo com Gonçalo Marques, que entrou determinado diante do principal favorito, Garrett Johns (292.º).
O tenista português colocou obstáculos, aumentou as trocas e manteve a incerteza durante mais de uma hora e meia. No entanto, acabou por ver o adversário impor-se por 6-4 e 7-5, esbatendo as últimas esperanças lusas no dia.
Monastir seguiu o seu curso indiferente às intenções. No circuito ITF, o mérito raramente se mede apenas pela resistência. Os dias sem vitórias fazem parte do percurso silencioso de quem continua a procurar espaço num calendário que não oferece garantias.
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