Henrique Rocha: um início promissor que não teve continuidade
🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos
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| Portuense batido por adversário menos cotado. |
Há encontros que começam por desenhar um cenário favorável, mas acabam por exigir mais do que um bom arranque. No
Jamor, Henrique Rocha voltou a sentir isso na pele. De camisola laranja, cor
viva num dia cinzento de inverno, o português entrou com clareza de ideias,
venceu o primeiro ‘set’, mas não conseguiu sustentar o ascendente até ao final
do encontro.
Na primeira ronda do Indoor
Oeiras Open 2, o portuense foi o primeiro tenista nacional a competir no
quadro principal na nave do Complexo do Jamor.
À procura de um resultado que lhe
permitisse finalmente ganhar tração neste palco, o número três nacional e 158.º
do ranking ATP acabou por ceder, por 3-6, 6-4 e 6-4, diante
do espanhol Alejandro Moro Cañas, 246.º ATP.
Um arranque encorajador
O início do encontro deixou sinais
positivos. Rocha mostrou-se sólido, encontrou boas soluções desde o fundo do
court e conseguiu impor-se no primeiro parcial, aproveitando alguma
instabilidade inicial do adversário. Havia energia no jogo e frescura nas decisões,
como se o encontro tivesse começado com o sumo certo a correr.
À medida que o duelo avançou, o espanhol ganhou confiança e dominou os pontos decisivos.
Quando o jogo solicita
mais do que controlo
Nos momentos mais exigentes, Rocha
sentiu dificuldades em manter a consistência. Algumas decisões menos eficazes
em trocas prolongadas e erros em fases delicadas acabaram por permitir a
recuperação de Moro Cañas, que voltou a mostrar a capacidade de adaptação que
tem marcado este confronto direto.
O encontro foi perdendo fluidez para Rocha, como uma laranja bem espremida no início, mas com pouco sumo nos momentos decisivos para encher o copo até ao fim.
Um Jamor que ainda não sorri
O espanhol confirmou a quarta
vitória consecutiva frente a Rocha, depois dos triunfos registados em Tenerife,
no Jamor (em terra batida) e no Porto, em piso
rápido ao ar livre. Um historial que continua a pesar sempre que ambos se
encontram do outro lado da rede.
Com este resultado, o número três português soma uma vitória em dez encontros no Indoor Oeiras Open. O Jamor continua a ser
um cenário exigente, apesar da evolução em outros palcos do circuito.
O torneio continua
A eliminação de Rocha reduz
para cinco o número de portugueses em ação no quadro principal
do Indoor Oeiras Open 2. A jornada seguinte reserva um duelo inteiramente
nacional entre Jaime Faria e Tiago Pereira, garantindo presença
lusa na ronda seguinte.
Além desse embate, Frederico
Silva, Gastão Elias e Tiago Torres entram igualmente em ação.
No Jamor, nem sempre um bom começo chega para fechar o caminho. Para Rocha, ficou a imagem de um jogo intenso, vivido até ao limite. Com a certeza de que, com mais sumo nos momentos decisivos, o desfecho pode mudar.
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