🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
Portugueses poderão se encontrar na ronda de acesso ao quadro principal do Australian Open.
Portugueses poderão se encontrar na ronda de acesso ao quadro principal do Australian Open.
Bandeira alta
Portugal entra no qualifying
masculino do Australian Open com dois nomes e uma certeza: apenas um poderá
avançar. Jaime Faria e Henrique Rocha carregam a bandeira portuguesa em
Melbourne, mas o sorteio colocou-os na mesma secção do quadro, abrindo a
possibilidade de apenas um deles alcançar o quadro principal e juntar-se a Nuno
Borges no primeiro Grand Slam do ano.
Memória
viva
Jaime Faria regressa ao palco onde,
em 2025, carimbou a sua marca. O lisboeta chegou então à segunda ronda do quadro
principal e arrancou um ‘set’ a Novak Djokovic, num encontro que reforçou a sua
presença no circuito principal. Hoje ocupa o 151.º lugar do ranking ATP, após ter
alcançado o 87.º em fevereiro, e volta a Melbourne com referências recentes.
Na primeira ronda do qualifying,
Faria terá pela frente o croata Luka Mikrut, 160.º mundial e campeão da prova Braga Open, num teste imediato à consistência do seu jogo.
Passo
seguinte
Caso supere o primeiro obstáculo, o caminho pode tornar-se ainda mais exigente. Na segunda ronda surge como possível adversário o alemão Yannick Hanfmann, 102.º do ‘ranking’ e antigo 45.º mundial, primeiro cabeça de série da fase de qualificação. Um duelo de maturidade e de capacidade de resposta em momentos decisivos.
Henrique Rocha entra em cena com
ambição contida e percurso sólido. O portuense ocupa o 157.º posto do
‘ranking’, a apenas oito posições do melhor registo da carreira, alcançado em
junho. Do outro lado da rede estará João Lucas Reis da Silva, brasileiro colocado
no 204.º lugar, mas com presença recente no top 200.
É um encontro de estilos próximos,
marcado por intensidade e leitura tática, onde cada detalhe pode inclinar o
desfecho.
Experiência
pesa
Se avançar, Rocha poderá medir forças com o argentino Marco Trungelliti, 130.º mundial. Aos 35 anos, o
sul-americano traz consigo a experiência de muitas batalhas no circuito,
habituado a jogos longos e exigentes. Um adversário exigente do ponto de vista competitivo.
O sorteio deixou ainda uma possibilidade em aberto. Se ambos cumprirem os dois primeiros desafios, Faria e Rocha cruzarão
caminhos na ronda decisiva de acesso ao quadro principal. Seria uma repetição
do duelo que disputaram na primeira ronda do qualifying de Wimbledon em 2024,
agora num palco maior e com outro peso simbólico.
Horizonte aberto
Em Melbourne, os caminhos desenham-se
cedo, mas o desfecho escreve-se ponto a ponto. Para Faria e Rocha, o
qualifying representa mais do que uma porta de entrada. Representa
continuidade, presença e afirmação. Só um seguirá em frente, mas ambos entram
em campo com o mesmo propósito: competir e permanecer.
Refira-se que Nuno Borges é o único representante português com entrada direta em Melbourne.
Artigos Relacionados
Francisca Jorge reencontra Melbourne
Os palcos eternos dos Grand Slams do ténis


Comentários
Enviar um comentário
Críticas construtivas e envio de notícias.