🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: ATP Tour
⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos
| Estreia complicada para o filho de Hewitt no qualifying de Brisbane. |
Início promissor
Cruz Hewitt começa a dar passos firmes no ténis
profissional, num percurso que inevitavelmente desperta chama a atenção pelo sobrenome que carrega. Filho mais velho de Lleyton Hewitt, antigo número um do mundo, o
jovem australiano recebeu o primeiro convite para disputar a fase de
qualificação de um torneio ATP 250, em Brisbane, naquela que será a sua estreia
neste nível competitivo.
Ainda longe da exposição mediática que acompanhou o pai ao longo da carreira, o australiano segue uma progressão cautelosa, centrada na aprendizagem e na consolidação do seu jogo. O convite para Brisbane surge como reconhecimento do trabalho e como uma oportunidade para competir num contexto de maior exigência.
Primeiros contactos
O primeiro contacto de Cruz Hewitt
com a elite do ténis mundial surgiu em 2025, quando recebeu um convite para
disputar o qualifying do Australian Open. A estreia em provas de Grand Slam
terminou na ronda inaugural, com uma derrota frente ao georgiano Nikoloz
Basilashvili, antigo jogador do top 30 mundial, mas representou uma experiência
relevante no seu percurso de formação.
Mais do que o resultado, esse
encontro serviu para expor o jovem australiano à intensidade do circuito
principal e ao nível de regularidade exigido neste patamar competitivo, num
processo de adaptação que continua em curso.
Desafio
imediato
Na sua primeira presença num
qualifying de um torneio ATP, Cruz Hewitt terá pela frente um teste exigente
logo à entrada. O sorteio colocou frente ao polaco Kamil Majchrzak,
atual 62.º classificado do ranking ATP e segundo cabeça de série da fase de
qualificação.
Majchrzak apresenta um percurso
sólido no circuito profissional, com experiência acumulada em torneios de alto
nível, representando um desafio acrescido para um jogador ainda em fase de
afirmação. Será o primeiro confronto entre ambos no circuito profissional.
Percurso possível
Caso consiga ultrapassar este
primeiro obstáculo, Cruz Hewitt defrontará o vencedor do
encontro entre o francês Quentin Halys e o norte-americano Elliot Spizzirri. Um
eventual segundo encontro permitirá ao jovem australiano somar mais minutos de
competição em contexto ATP, independentemente do adversário.
A participação em Brisbane assume, assim, um valor que vai além do resultado imediato. Cada jogo poderá contribuir para o crescimento competitivo de Cruz Hewitt, num circuito onde as oportunidades de aprendizagem ao mais alto nível são cada vez mais limitadas.
Identidade própria
Apesar das comparações inevitáveis
com o pai, Cruz Hewitt procura afirmar-se pelo seu próprio mérito. O jovem
australiano apresenta características distintas, com um estilo menos baseado na
resistência e mais focado na construção progressiva dos pontos, adaptado às
exigências do ténis contemporâneo.
Gradualmente, e sem pressas, Cruz
Hewitt vai a traçar o seu caminho, consciente da herança que transporta,
mas determinado em construir uma identidade própria no circuito profissional. O
convite para Brisbane marca apenas mais uma etapa de um percurso que está ainda
no início, mas que começa a ganhar consistência.
Comentários
Enviar um comentário
Críticas construtivas e envio de notícias.