Quantos são a jogar ténis no mundo?

🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Direitos Reservados

⏱️ Tempo de leitura: 4 minutos

É uma modalidade praticada por todos os escalões etários!
Ténis é para todas as idades, dos oito aos oitenta anos.

A dança da raqueta e da bola

O ténis é mais do que competição. É movimento e pausa. É o silêncio entre os pontos, interrompido pelo som seco da bola a cortar o ar. Nos recantos do mundo — de campos urbanos de cimento a solos de terra batida sob o sol — milhões encontram neste jogo uma forma de viver, desafiar e celebrar.

Segundo a Federação Internacional de Ténis (ITF), em 2021, 87 milhões de pessoas praticavam ténis em todo o planeta. Um número impressionante, que traduz uma paixão global por este desporto de elegância, resistência e disciplina.

                                Onde o ténis se faz sentir!

Os Estados Unidos da América, com quase 18 milhões de praticantes, lideravam a prática mundial. Lá, o ténis é um desporto popular, acessível, com raízes nas escolas, nos clubes e nas memórias familiares.

O velho Continente acolhia cerca de 25 milhões de jogadores. França, Alemanha, Reino Unido, Itália ou Espanha continua a ditar tendências, mantendo vivo o berço do ténis moderno.

Com energia renovável, a Ásia tornava-se protagonista. China, Índia e Japão emergem com força, tanto em número de jogadores quanto em talentos em ascensão. A juventude asiática sonha com Grand Slams e medalhas olímpicas.

Ténis de rostos múltiplos

Treinador ensina jovem a pegar numa raqueta,
Uma criança e uma raqueta.

A prática era quase igualmente partilhada entre géneros: 53% dos jogadores eram homens, 47% eram mulheres. Em África, esta paridade era ainda mais equilibrada, com uma ligeira maioria feminina.

Neste desporto, a igualdade não é uma meta distante. É já uma realidade em construção. Um court de ténis é um dos raros lugares onde talento, esforço e foco falam mais alto do que qualquer distinção.

                       Idades que se misturam no mesmo court

O ténis é um jogo para todas as etapas da vida. Nos Estados Unidos, por exemplo, 40% dos praticantes têm mais de 35 anos. Muitos continuam a jogar depois dos 50, seja por saúde, por lazer ou por nostalgia.

No circuito profissional, a idade média também aumentou a experiência e a estratégia substituiu a urgência da juventude.

 O jogo tornou-se mais mental. Em 2021, muitos dos melhores do mundo tinham 25 anos ou mais. Uma prova de que o auge pode chegar com o tempo e não apenas com talento precoce.

                                Os nomes no topo

Há quatro anos, existiam 3619 tenistas profissionais classificados pelo ATP e pela WTA, em representação de 113 países. Ainda assim, quase 60% eram europeus e apenas 24 nações concentravam 75% dos atletas.

Na linha da frente estavam os Estados Unidos, a França, a Itália e a Rússia. São países com longa tradição e forte investimento no ténis de alta competição.

Seja em relva, em terra batida, em piso rápido ou em indoor, o ténis adapta-se a qualquer piso.
Joga-se ao sol ou à sombra, com rivais ou amigos, em silêncio ou sob aplausos. Cresce em campos de bairro e em arenas internacionais. 

Respira, reinventa-se, aproxima.

A Federação Internacional de Ténis traçou um objetivo ousado: alcançar 120 milhões de praticantes até 2030.
Um número que não é apenas estatística — é esperança, é expansão, é o sinal de que este jogo de raquetas continua a unir o mundo, ponto a ponto.

A felicidade estampada no rosto de uma praticante.
A felicidade de uma jovem a jogar ténis.

                                O ténis em cinco notas

O ténis era o quarto desporto mais popular do mundo. Praticado em todos os continentes, o seu crescimento é transversal às culturas, às idades e aos géneros.

Com 87 milhões de jogadores, tem expressão forte nos EUA, na Europa Ocidental, na China, na Índia e no Japão.

Homens e mulheres partilham os campos com quase a mesma assiduidade. A idade, aqui, é apenas um número: dos primeiros toques à adolescência, da maturidade à longevidade, o ténis acompanha todos com o mesmo ritmo.

E entre os profissionais, a elite continua a ser moldada pela Europa, embora novas estrelas surjam todos os anos, vindas de lugares antes improváveis.


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