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O papel crucial de Pedro Sousa na ascensão de Jaime Faria no ranking mundial

  Por António Vieira Pacheco 

A amizade entre treinador e jogador.
Créditos: Oeiras Open. A cumplicidade de Pedro Sousa e Jaime Faria


Jaime Faria está de regresso a Portugal, após ter alcançado dois quartos de final no Rio de Janeiro (ATP 500) e em Santiago do Chile (ATP 250), além de ter entrado no Top 100 mundial, ocupando o 87.º lugar. O lisboeta tornou-se no oitavo português a integrar essa prestigiosa lista e alcançou o melhor ‘ranking’ da carreira.

A principal arma no seu jogo é o golpe de serviço, apoiado com a pancada de direita. Os mais experientes do ténis nacional afirmam jamais terem observado um português a servir tão potente.

Durante o recente encontro dos quartos de final no Chile, o Canhão do Jamor chegou a servir a 226 km/h, perto da sua melhor marca de 233 km/h, registada em Curitiba. Estes feitos não só revelam a evolução do seu desempenho, mas também a sua dedicação e determinação em ultrapassar os seus próprios limites. Não foi também exclusivamente uma melhoria de números, mas uma clara demonstração da sua capacidade de adaptação às condições específicas de cada piso.

A cada nova prova, Faria refina a sua técnica, tenta aumentar a sua velocidade e solidifica o seu lugar entre os melhores da modalidade. Ao alcançar os 226 km/h, uma das suas melhores marcas, confirmou tratar-se de ser o maior bombardeiro da história do ténis português.

Estas conquistas são também um reflexo do trabalho árduo e da constante busca pela perfeição. Faria não se limita ao treino físico, mas dedica-se à análise de cada detalhe, ao estudo dos seus desempenhos e à procura incessante de melhorar. 

O seu desempenho tem sido notável neste início de época e uma parte desse sucesso tem de ser atribuído ao trabalho do seu treinador, Pedro Sousa. O canhão do Jamor mostra uma evolução clara no seu jogo, refletindo a orientação estratégica de Sousa, que tem sido crucial para o seu crescimento como atleta. Sousa, que recentemente deixou o circuito profissional, traz consigo uma vasta experiência e um conhecimento profundo das dinâmicas da maioria dos tenistas do circuito, tendo jogado com muitos dos adversários que o seu pupilo enfrenta presentemente.

Sousa, ao longo da sua carreira, acumulou não só inúmeras experiências em campo, mas também uma perspicácia que lhe permite perceber as ‘nuances’ do jogo e aplicar táticas eficazes. Com esta bagagem, consegue moldar o estilo da nova estrela do ténis nacional, ajustando-o às necessidades específicas de cada desafio. A química, entre ambos, tem sido visível, sendo evidente que a orientação do treinador tem sido um fator decisivo para o crescimento e confiança do jogador.

O sucesso do jovem, de 21 anos, repita-se, não é unicamente fruto de talento, mas também do acompanhamento atento e da preparação cuidadosa proporcionada pelo seu técnico. A combinação de experiência, estratégia e dedicação leva o Canhão do Jamor a alcançar novos patamares e a destacar-se cada vez mais no circuito. O trabalho de equipa promete continuar a trazer bons resultados nos próximos tempos.

A próxima paragem no circuito será o 'qualifying' dos Masters 1000 de Miami em meados deste mês.

O festejo mais popular do português|
O festejo à Gyokeres,


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