🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 4 minutos
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| Quatro jogadoras, um só objetivo: levar Portugal mais longe. |
O regresso de uma guerreira
Há histórias que ultrapassam os
números frios dos ‘rankings’. O regresso de Inês Murta à Seleção
Nacional é uma dessas narrativas. Após 13 meses afastada devido a uma cirurgia
ao ombro direito, a algarvia volta a vestir a camisola das quinas na Billie
Jean King Cup, competição que coloca lado a lado nações, talento e orgulho.
Entre 8 e 12 de abril, em Vilnius,
Lituânia, Portugal entra em campo no Grupo I Europa/África. E com o regresso da
algarvia, a equipa comandada por Neuza Silva ganha não só experiência,
mas também uma história de superação que inspira.
A 14.ª chamada: entre memórias e renascimento
Aos 26 anos, a algarvia soma já uma
ligação íntima à competição: esta será a 14.ª vez que integra a equipa
nacional. O seu percurso começou cedo, aos 16 anos, quando ainda era vista como
promessa em ascensão. Hoje, regressa sem ‘ranking’, mas com a mesma vontade de
sempre.
O seu presente é marcado por uma
busca: reencontrar a melhor forma competitiva. Ainda longe dos dias de pico,
mas com a convicção que só quem já conseguiu superar pode carregar.
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| Vinte eliminatórias: alma de capitã: Francisca Jorge e o peso da história. |
Francisca Jorge: a referência incontornável
Se há nome que se tornou sinónimo de
Seleção Nacional é o de Francisca Jorge. Aos 24 anos, a vimaranense
ocupa a posição 254 do ‘ranking’ WTA, mas, mais do que isso, é a jogadora
portuguesa em atividade com mais eliminatórias disputadas: 20 presenças.
Foi peça fundamental no caminho que
levou Portugal a conquistar a promoção ao Grupo I, e também no momento de
manter a posição, em 2024, no Complexo de Ténis do Jamor, frente à Bulgária. A
sua consistência, espírito de equipa e capacidade de assumir a responsabilidade
tornaram-na no pilar de uma geração.
Matilde Jorge: a juventude em ascensão
Com somente 20 anos, Matilde
Jorge representa o futuro. Atualmente no 286.º lugar mundial, vive o
melhor momento da sua carreira. Estreou-se pela Seleção aos 15 anos, e já soma
oito eliminatórias, um percurso notável para uma atleta que ainda tem tanto
para conquistar.
É também a prova viva de como a
resiliência, o talento e o trabalho conjunto da família Jorge marcam a
identidade do ténis português.
Angelina Voloshchuk: o futuro à espreita
Na convocatória surge também um dos
rostos mais jovens da Seleção: Angelina Voloshchuk, 17 anos, número 771
WTA. Esta será já a sua terceira participação na Billie Jean King Cup. É o
talento emergente, que joga pela última vez como menor de idade, uma vez que
completa 18 anos a 27 de abril.
Com a calma e determinação de quem
não tem medo dos grandes palcos, Voloshchuk soma já experiência em representar
Portugal. Um dado que se tornará ainda mais valioso nos próximos anos.
Neuza Silva: a capitã que constrói pontes
Nenhuma convocatória é apenas uma
lista de nomes. Para Neuza Silva, capitã da Seleção, cada escolha
significa equilíbrio entre experiência e juventude, entre a confiança e a
renovação.
A inclusão de Inês Murta, após longa
ausência, mostra a crença na recuperação da algarvia e no impacto que pode ter
no balneário. É também uma mensagem: nesta equipa, o percurso de cada jogadora
é valorizado, e o coletivo sobrepõe-se às circunstâncias individuais.
Grupo D: adversárias de peso
Portugal integra o Grupo D e terá
pela frente Áustria, Letónia e Croácia. São seleções com tradição e nomes
fortes, mas também com fragilidades que podem ser exploradas.
A chave estará na união e na
capacidade de cada jogadora dar o seu melhor no momento certo. Se em 2024
Portugal mostrou que podia surpreender, agora a fasquia está mais alta:
consolidar o lugar no Grupo I.
Um coletivo que inspira
Mais do que uma competição, a Billie
Jean King Cup representa identidade e pertença. Para Inês, Francisca,
Matilde e Angelina, cada ponto será jogado com a consciência de que
representam muito mais do que elas próprias.
É o espírito de equipa que transforma
momentos em memórias e vitórias em capítulos de história. O regresso de Inês
Murta não é apenas uma notícia de convocatória: é um símbolo de que
Portugal continua a construir o futuro com raízes firmes e ramos projetados no horizonte.


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