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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

UAE Emirates festejou no Gerês e perdeu três corredores por um erro

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 14 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3 min · 🌱EMM A UAE Emirates viveu no Gerês um daqueles dias que dificilmente cabem numa única fotografia. De um lado, Adrià Pericas de braços no ar, a primeira vitória entre a elite e a subida ao terceiro lugar da geral. Do outro, três corredores desclassificados e uma equipa obrigada a admitir que fez mal as contas. Julius Johansen, Luca Giaimi e Marcos Freire chegaram à meta da sétima etapa da Volta a Portugal fora do limite de tempo permitido. Os três terminaram a 39,23 minutos de Pericas, mas o problema não esteve nas pernas. Esteve nos números. Contas erradas O roadbook indicava inicialmente que o fecho de controlo correspondia a 20% do tempo do vencedor. A organização alterou esse valor para 15% e comunicou a mudança após o prólogo, a 5 de agosto, informação que voltou a surgir nos comunicados distribuídos ao longo da corrida. A UAE Emirates, porém, continuou a olhar para os 20%. «Em primeiro lugar, fo...

Rúben Guerreiro está na Volta a Portugal, mas ainda não pode voltar a ser ciclista

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 13 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3 min · 🌱EMM

Ruben Guerreiro é o motorista dos convidados da Volta a Portugal.

Aos 32 anos, o português que venceu uma etapa e a montanha no Giro está parado por duas hérnias cervicais, mas continua a lutar por um regresso à estrada em 2027.

Rúben Guerreiro conhece bem aquele ambiente.

O pelotão, as equipas, os carros, as subidas, os adeptos encostados à estrada. Durante nove anos, aquele foi o seu mundo. Agora continua na Volta a Portugal, mas numa posição que não escolheu.

Não está em cima da bicicleta.

Está ao volante de um carro, como motorista de convidados.

E, enquanto conduz pelas estradas onde gostaria de estar a competir, vai ganhando uma coisa que talvez seja ainda mais perigosa para um ciclista: saudades.

Aos 32 anos, Rúben Guerreiro está inativo devido às dores decorrentes de duas hérnias cervicais. Após uma carreira de nove temporadas no World Tour, o corpo obrigou-o a fazer o que nenhum corredor quer fazer: parar.

E não foi uma paragem planeada.

Foi uma paragem necessária.

O campeão nacional de 2017, vencedor de uma etapa e da classificação da montanha no Giro, no Saudi Tour e no Mont Ventoux Dénivelé, deixou de poder fazer aquilo que definiu grande parte da sua vida.

Pedalar.

Ainda assim, o regresso começou.

Já consegue treinar todos os dias, embora esteja longe da carga necessária para voltar a competir ao mais alto nível. E essa diferença, para quem viveu quase uma década no equador do WorldTour, não é pequena.

Treinar é uma coisa.

Voltar a ser ciclista profissional é bem diferente.

Um regresso

Após deixar a Movistar, Rúben Guerreiro teve contactos e possibilidades para continuar. Mas recusou.

Não se sentia bem.

Nem sequer, como explicou, tinha saúde para uma vida normal.

Solicitou ao representante que não procurasse mais equipas enquanto não estivesse em condições.

Agora, o cenário mudou.

Ainda não está pronto. E ainda não sabe onde vai competir e admite que regressar diretamente ao WorldTour será extremamente difícil após uma temporada parado, numa altura em que surgem constantemente novos talentos e as equipas procuram corredores mais jovens.

Uma equipa ProContinental poderá ser uma opção.

Mas Guerreiro deixou outra pista.

Falou de uma equipa grande que o tem ajudado na recuperação. Falou de gratidão. E admitiu que gostaria de vestir uma camisola desse clube e fazer coisas bonitas na estrada.

Não disse qual.

Deixou o mistério.

Talvez seja apenas uma possibilidade. Talvez exista já um projeto. Talvez ainda não exista nada além de uma ideia.

Por enquanto, há uma certeza.

Rúben Guerreiro está na Volta a Portugal.

Vê os ciclistas passarem.

Sente o carinho do público.

Conhece cada detalhe daquele mundo.

Mas ainda não pode fazer aquilo que realmente quer.

Saudade diária

Há quem esteja na Volta a Portugal para ganhar.

Há quem esteja para defender uma camisola.

E há Rúben Guerreiro, que está ali simplesmente a lembrar-se todos os dias de quando quer voltar.

A maior subida dele, neste momento, não tem classificação de montanha.

Não acaba numa meta.

E não se mede em quilómetros.

Chama-se regresso.

E depois de tudo o que já ganhou, talvez essa seja a vitória que mais quer conquistar.

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