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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

UAE Emirates festejou no Gerês e perdeu três corredores por um erro

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 14 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3 min · 🌱EMM A UAE Emirates viveu no Gerês um daqueles dias que dificilmente cabem numa única fotografia. De um lado, Adrià Pericas de braços no ar, a primeira vitória entre a elite e a subida ao terceiro lugar da geral. Do outro, três corredores desclassificados e uma equipa obrigada a admitir que fez mal as contas. Julius Johansen, Luca Giaimi e Marcos Freire chegaram à meta da sétima etapa da Volta a Portugal fora do limite de tempo permitido. Os três terminaram a 39,23 minutos de Pericas, mas o problema não esteve nas pernas. Esteve nos números. Contas erradas O roadbook indicava inicialmente que o fecho de controlo correspondia a 20% do tempo do vencedor. A organização alterou esse valor para 15% e comunicou a mudança após o prólogo, a 5 de agosto, informação que voltou a surgir nos comunicados distribuídos ao longo da corrida. A UAE Emirates, porém, continuou a olhar para os 20%. «Em primeiro lugar, fo...

Pericas aliou-se a Guérin e Nych e vence no Gerês

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 13 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3 min · 🌱EMM

Pericas aliou-se à Anicor.

O espanhol da UAE Emirates venceu a etapa mais polémica da Volta, enquanto Guérin e Nych deixaram a concorrência a respirar por aparelhos na luta pela geral.

O Gerês não viu apenas uma etapa da Volta a Portugal. Viu o que pode ter sido o momento em que a corrida começou a escolher o dono.

Adrià Pericas, 20 anos, apareceu no momento certo e ganhou a sétima etapa, mas foram Alexis Guérin e Artem Nych quem fizeram o trabalho que mais interessa quando se fala na classificação geral.

Os dois homens da Anicolor-Campicarn atacaram quando a corrida entrou na zona mais dura e transformaram a subida numa autêntica peneira. O pelotão foi ficando para trás; os candidatos começaram a desaparecer e, quando a poeira assentou, sobravam apenas três homens na frente.

Guérin. Nych. Pericas.

A partir daí, a Volta passou a ser uma questão entre os três.

Pericas tinha a camisola da UAE Emirates e a liberdade para pensar na etapa. Guérin tinha a amarela para defender. Nych tinha a oportunidade de atacar a classificação.

No final, o espanhol foi o mais rápido.

E a Anicolor saiu do Gerês com aquilo que provavelmente queria ainda mais do que uma vitória de etapa: dois homens nos dois primeiros lugares da geral e uma concorrência cada vez mais distante.

Geral apertada

Guérin continua vestido de camisola amarela, agora com 47 segundos de vantagem sobre Nych. Pericas subiu ao terceiro lugar, a 1,57 m.

Pedro Silva é quarto, a 3,21 m, enquanto José Fernandes aparece em quinto, a 4,29 m. Tiago Antunes, que entrou na etapa como terceiro da geral, caiu para sexto, a 4,57. Ou seja, o Gerês fez aquilo que as grandes montanhas costumam fazer: não deu respostas, deu diferenças.

E algumas foram enormes.

Fábio Costa ainda chegou sozinho ao alto da primeira subida, mas a corrida estava longe de estar decidida. Na segunda ascensão, a Anicolor carregou no acelerador e Louis Ferreira ajudou a desmontar o grupo.

Quando Guérin atacou, ficaram poucos.

Muito poucos.

Pericas acompanhou. Nych também.

E Tiago Antunes ficou para trás.

A partir desse momento, a etapa deixou de ser apenas uma luta pela vitória e passou a ser uma batalha pela própria Volta.

E os intestinos?

Houve, entretanto, outra questão que ficou por resolver no Gerês.

Mata da Albergaria treme com corredores a passarem.
A organização avisou que quem atirasse um bidão, uma embalagem de gel ou outro resíduo para o chão poderia ser excluído da prova. Houve menos carros, menos motos, nada de helicópteros, nada de drones e até o público ficou afastado de boa parte da subida.

Tudo muito controlado.

Agora falta saber se o mesmo rigor ambiental se aplica aos efeitos secundários de um dia inteiro de ciclismo.

Porque uma coisa é impedir que um ciclista atire um bidão para a Mata da Albergaria.

Outra é explicar ao organismo de um corredor que, naquele dia, até as necessidades fisiológicas têm de respeitar o regulamento ambiental.

Depois de gels, barras, bebidas energéticas e muitas horas em cima da bicicleta, talvez a verdadeira prova de resistência do Gerês não tenha acontecido apenas nas pernas.

A Mata da Albergaria sobreviveu ao pelotão.

Os ciclistas sobreviveram à montanha.

E a Volta segue para Fafe.

Quanto ao resto... esperemos que a organização não tenha criado também uma classificação por controlo de intestinos.

Próxima batalha

Esta sexta-feira há mais 166,8 quilómetros entre Melgaço e Fafe.

A subida da Penha, a apenas 14,4 quilómetros da meta, pode voltar a mexer com a corrida e oferecer uma oportunidade a quem ainda sonha com uma reviravolta.

Mas depois do que aconteceu no Gerês, uma coisa parece cada vez mais evidente:

- Para tirar a Volta a Guérin e à Anicolor, já não basta atacar. É preciso atacar muito.


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