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Nelson Oliveira promete continuar a atacar: “Nunca sabemos se pode ser o nosso dia”
🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 15 julho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM
Nelson Oliveira voltou a ser um dos protagonistas do Tour de France ao integrar
a fuga da 11ª etapa, apesar de o percurso estar claramente desenhado para uma
chegada ao sprint. O português da Movistar explicou que, no ciclismo, nunca é
possível descartar uma surpresa e garantiu que continuará à procura de
oportunidades nas etapas que restam.
A esperança de surpreender
O recordista português de
participações em Grandes Voltas, com 24 presenças, integrou a fuga do dia ao
quilómetro 13, com Julian Alaphilippe (Tudor), Anthon Charmig (Uno-X Mobility)
e Mathis Le Berre (TotalEnergies).
Em declarações à Lusa,
Oliveira explicou que a decisão de atacar surgiu porque, mesmo em etapas
destinadas aos sprinters, uma fuga pode chegar ao fim.
“No início, houve alguns
ataques e interesse de equipas, até mesmo dos sprinters, em entrarem na fuga.
Sabíamos que a chegada seria disputada no sprint. Contudo, ainda no outro dia um corredor só
foi apanhado no último quilómetro. Nunca sabemos se pode ser o nosso dia.”
Pelotão não deu margem
O português explicou que a
fuga nunca dispôs de uma margem confortável, uma vez que o pelotão manteve-a
sempre sob controlo.
“Éramos apenas quatro e sabíamos que, se nos dessem mais de dois minutos, o cenário podia ser diferente no final. Depois vieram as longas retas e o vento de frente, que também não nos favoreceu.”
Oliveira resistiu até aos
derradeiros seis quilómetros, quando seguia apenas com Charmig e Le Berre e acabou por ser alcançado antes da chegada a Nevers.
Apesar de ver a fuga anulada
perto da meta, o corredor da Movistar mostrou-se satisfeito com o esforço
realizado.
“Prefiro ser apanhado nos
últimos seis quilómetros do que nos últimos 500 metros. Sei que demos tudo para
a fuga chegar, mas o pelotão foi mais forte.”
A jornada ficou ainda marcada
por um novo recorde, tornando-se a etapa em linha mais rápida da história do
Tour de France, com uma média de 50,91 km/h.
“O diretor avisou-nos pelo
rádio de que estávamos a bater o recorde da etapa mais rápida. Estou contente.”
Ainda há oportunidades
Esta foi já a terceira fuga
protagonizada por Nelson Oliveira na edição de 2026 do Tour de France, mas o
português garante que não será a última.
“Espero que sim. Ainda há
muitas etapas pela frente. O objetivo da equipa é precisamente esse: tentar
colocar um dos nossos corredores nas fugas”, finalizou o veterano
ciclista lusitano.
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