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CHE Lagoense defende revisão dos regulamentos após parecer do Conselho de Justiça
🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 1 julho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM
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A CHE Lagoense (CHEL) reagiu ao parecer emitido pelo Conselho de Justiça relativamente ao protesto apresentado no Campeonato Nacional de Sub-21, defendendo que o documento evidencia fragilidades no quadro regulamentar da Federação Portuguesa de Badminton (F.P.B.).
Numa comunicação enviada à direção federativa, o clube
sustenta que o caso deve servir de ponto de partida para uma revisão profunda
das normas atualmente em vigor.
O protesto apresentado durante
o Campeonato Nacional de Sub-21 continua, assim, a produzir efeitos na
estrutura federativa. Na comunicação formal remetida à direção da F.P.B., a
CHEL apresenta a sua interpretação do parecer do Conselho de Justiça e expõe a
sua leitura do atual enquadramento regulamentar da modalidade.
Segundo o clube, o parecer
evidencia fragilidades naquilo que descreve como a “arquitetura normativa” da
modalidade, considerando que alguns regulamentos se encontram desatualizados e,
em determinados aspetos, apresentam incoerências entre si. Na perspetiva da
CHEL, estas situações dificultam a aplicação uniforme das normas nas
competições oficiais.
Competências dos órgãos federativos
Na comunicação enviada à
Federação, a CHEL entende que o parecer demonstra igualmente a necessidade de
clarificar as competências dos diferentes órgãos federativos.
O clube refere que o Conselho
de Justiça tem atualmente uma intervenção mais limitada em matérias
relacionadas com o enquadramento jurídico e a justiça desportiva,
concentrando-se sobretudo em questões disciplinares. Na sua opinião, esta
realidade contribui para um desequilíbrio na distribuição de competências na
estrutura federativa.
Incompatibilidades e acumulação de funções
Outro dos aspetos destacados
pela CHEL prende-se com as incompatibilidades legais e a acumulação de funções
por parte de alguns agentes da modalidade.
Segundo o clube, o parecer
levanta dúvidas relativamente a situações em que determinadas pessoas
desempenham várias funções de arbitragem, direção, treino ou
participação competitiva. A CHEL considera que algumas destas acumulações não
encontram enquadramento na legislação desportiva atualmente em vigor, apesar de
constarem das normas internas da Federação.
Na comunicação, a CHEL refere ainda o caso do presidente do Conselho de Arbitragem, que acumulou as funções de juiz-árbitro durante a competição. Na leitura da CHEL,
esta situação constitui um dos aspetos que deverão ser clarificados no âmbito da
revisão regulamentar.
Decisão tomada durante a competição
A comunicação analisa igualmente a decisão do juiz-árbitro durante a competição, que permitiu a participação de um par que, segundo a CHEL, não se encontrava inscrito.
Segundo a CHEL, o parecer do Conselho de Justiça indica que a norma invocada para fundamentar essa decisão está desatualizada face à legislação desportiva em vigor. Por esse motivo, o clube entende que essa fundamentação regulamentar
deverá ser reavaliada.
A CHEL acrescenta ainda que o
Regulamento Técnico da F.P.B. apresenta limitações na sua aplicação ao
Campeonato Nacional de Sub-21, defendendo que o regulamento específico da
competição contém disposições próprias que devem prevalecer sempre que exista conflito
entre normas.
Processo vai para o Conselho de Arbitragem
Com base na sua interpretação
do parecer, a CHE Lagoense considera que o processo deverá agora ser apreciado
pelo Conselho de Arbitragem, órgão que entende ser competente para emitir o
parecer final sobre a situação.
Entre as medidas defendidas
pelo clube encontram-se a revisão da decisão tomada durante a prova e a
eventual retoma da competição apenas com os pares inicialmente inscritos.
A comunicação termina com um apelo à Direção da Federação Portuguesa de Badminton para que seja desencadeado um processo de revisão, atualização e harmonização dos regulamentos, com o objetivo de reforçar:
- a coerência normativa;
— a segurança jurídica;
— a verdade desportiva;
— a estabilidade competitiva.
Segundo a CHEL, a modalidade
beneficiaria de um quadro regulamentar mais claro, moderno e alinhado com a
legislação desportiva, reduzindo conflitos de interpretação e promovendo maior transparência na organização das competições.
À data da publicação desta notícia, não era conhecida qualquer reação pública da Federação Portuguesa de Badminton ao conteúdo da comunicação enviada pela CHE Lagoense.
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