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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

António Morgado Imparável: O Rei do Crono Não Abranda nos Nacionais

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 26 junho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 1 min · 🌱EMM Tour de France 2026: acompanha todos os resultados e análises no hub completo da prova.    A Guarda voltou a ser palco de uma demonstração de força de António Morgado, que revalidou o título nacional de contrarrelógio e somou o terceiro triunfo consecutivo na categoria de elite. Aos 22 anos, o corredor da UAE Emirates continua a construir uma carreira que desafia a idade e a lógica, acumulando títulos com uma naturalidade que impressiona adversários, adeptos e dirigentes. O percurso de 27,6 quilómetros, com partida e chegada em Casal de Cinza, tornou-se o cenário perfeito para mais um capítulo da sua hegemonia. Morgado venceu com 33m15s, apenas um segundo à frente de Rafael Reis, o especialista português da Anicolor-Campicarn, e com o companheiro de equipa Ivo Oliveira a fechar o pódio (a 20 segundos do vencedor). Um desfecho apertado, decidido nos últimos três quilómetros,no qual...

Volta a Portugal Feminina: Pelotão em Crescimento

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 26 junho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 1 min · 🌱EMM

Tour de France 2026: acompanha todos os resultados e análises no hub completo da prova. 

Coimbra recebeu apresentação da Volta a Portugal feminina.



A Volta a Portugal Feminina regressa à estrada para a sua 6.ª edição e traz consigo a sensação de que o ciclismo feminino português entrou definitivamente numa nova fase. De 1 a 5 de julho, o país volta a ser palco de uma competição que cresce em dimensão, ambição e visibilidade, reunindo 23 equipas de dez países e um pelotão que promete intensidade desde o primeiro quilómetro. A apresentação oficial, realizada em Coimbra, confirmou aquilo que já se pressentia: esta será a edição mais internacional, mais equilibrada e mais exigente de sempre.

O regresso do contrarrelógio individual é uma das grandes novidades. Após algumas edições sem o exercício solitário, a organização recupera a especialidade que pode redefinir a classificação geral e premiar as ciclistas mais completas. A escolha do percurso entre Taveiro e Coimbra, com 10,8 quilómetros, reforça a importância da técnica, da gestão de esforço e da capacidade de explosão num momento decisivo da prova.

Primeira Semana

A primeira etapa, entre a Amadora e Vila Franca de Xira, abre a competição com um traçado irregular, marcado por sucessivas subidas e descidas que podem partir o pelotão mais cedo do que o habitual. É um dia para ciclistas resistentes, capazes de lidar com mudanças constantes de ritmo e com a tensão típica da estreia. A segunda etapa, a mais longa da edição, liga Montijo a Tomar ao longo de 127,7 quilómetros. Aqui, a distância será o principal adversário, num percurso que favorece ataques tardios e decisões ao segundo.

O terceiro dia traz o momento mais técnico da Volta: o contrarrelógio individual. São apenas 10,8 quilómetros, mas são suficientes para alterar por completo a hierarquia. Quem ambicionar a camisola amarela terá de mostrar frieza, potência e capacidade de leitura do percurso. Coimbra será, mais uma vez, o centro das atenções, num dia que pode separar candidatas de aspirantes.

Montanha Decisiva

A quarta etapa, entre Mealhada e Águeda, é a mais exigente do ponto de vista altimétrico. É aqui que a Volta pode ganhar contornos definitivos. As ciclistas que melhor lidarem com a dureza acumulada e com as rampas mais prolongadas terão vantagem clara para enfrentar na derradeira tirada. A etapa final, entre Oliveira de Azeméis e Santo Tirso, é a mais curta — 91 quilómetros — mas está longe de ser simples. A intensidade será máxima, com ataques previsíveis desde cedo e equipas a quererem proteger posições decisivas na geral.

Com 23 equipas de Portugal, Espanha, França, Itália, Bélgica, Áustria, Alemanha, Suíça, Noruega e Estados Unidos, o pelotão apresenta uma diversidade competitiva inédita. A presença de formações internacionais reforça o nível da prova e coloca as ciclistas portuguesas perante um desafio que as obriga a evoluir, arriscar e competir com ambição.

Para Cândido Barbosa, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, esta edição representa mais do que uma corrida: “A Volta a Portugal Feminina reflete não só a evolução do ciclismo feminino no nosso país, mas também o empenho da Federação em promover a igualdade, a competitividade e a excelência desportiva.” As palavras sublinham o propósito maior da prova: dar palco ao talento, à superação e à inspiração que estas atletas representam.

A Volta Feminina chega, assim, com a promessa de cinco dias intensos, variados e imprevisíveis. Do sobe‑e‑desce da etapa inaugural ao crono técnico de Coimbra, passando pela dureza da montanha e pela explosão final rumo a Santo Tirso, tudo aponta para uma edição vibrante, na qual cada segundo pode fazer a diferença. O ciclismo feminino português continua a crescer — e esta Volta é mais uma prova disso.

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