Del Toro assina golpe no Grand Colombier, vence no alto, mas Tuckwell mantém liderança

 🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 13 junho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 4 min

Toro à solta no Colombier.

Mexicano da UAE Emirates-XRG isola-se a 4 km da meta e vence em solitário; Tuckwell sofre, mas mantém a liderança num dia brutal em alta montanha.

Isaac del Toro (UAE Emirates-XRG) venceu a 7.ª etapa do Tour Auvergne-Rhône-Alpes (antigo Critérium du Dauphiné) com uma exibição de força no momento mais duro do dia.

A decisão surgiu a 4 quilómetros da meta, no Grand Colombier, quando o mexicano atacou, fechou sobre Juan Ayuso e deixou todos os rivais para trás na fase mais exigente da subida.

Chegou sozinho ao topo, sem contestação, assinando uma das vitórias mais autoritárias da sua temporada.

Juan Ayuso (Lidl-Trek) ainda conseguiu resistir para terminar em segundo, com mais  25 segundos, enquanto Tobias Halland Johannessen completou o pódio num dia de eliminação pura na montanha.

Um dia sem margem, desde o início

A etapa foi curta em quilometragem, mas absolutamente brutal no impacto na definição dos lugares da tabela classificativa. Apenas 134 quilómetros, mas quase 3.800 metros de desnível acumulado e seis subidas antes do final no Grand Colombier.

Desde cedo, o pelotão correu sob tensão permanente. Uma neutralização inicial, devido a  um troço de cascalho na estrada, prejudicou a fuga...

Nada se decidiu cedo. Tudo ficou guardado para a montanha final.

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Seixas cai, reage… e paga no final!

O primeiro abalo sério na corrida ocorreu com a queda de Paul Seixas.

O francês (Decathlon CMA CGM) foi ao chão ainda longe da meta e perdeu contacto com o pelotão num momento crítico da etapa. A resposta da equipa foi imediata, com Daan Hoole e Stefan Bissegger a assumirem uma perseguição intensa e a minimizarem os danos.

Seixas conseguiu regressar ao grupo principal após uma recuperação exigente, relançando temporariamente as suas opções na classificação geral.

Mas o Grand Colombier não perdoou.

Na subida final, o ritmo explodiu e separou definitivamente os candidatos. Seixas acabou por ceder na fase mais dura, perdendo o contacto com o grupo dos favoritos e comprometendo a sua posição na classificação geral.

Ayuso acende o rastilho, Del Toro fecha o golpe

A corrida entrou em combustão a cerca de 6 quilómetros da meta, quando Juan Ayuso atacou com força, abrindo imediatamente um corte entre os principais nomes da geral.

Foi o primeiro verdadeiro momento de seleção do dia.

Mas o golpe decisivo ainda estava por vir.

A 4 quilómetros da meta, Isaac del Toro respondeu com uma aceleração brutal. Em poucos metros, anulou a vantagem de Ayuso, assumiu a dianteira e lançou-se sozinho na estrada.

O resto da corrida deixou de existir.

Vitória em modo demolição

A raça do guerreiro.

Sem qualquer resposta possível, Del Toro voltou a acelerar na secção mais inclinada do Grand Colombier e, em poucos metros, deixou toda a concorrência para trás, desaparecendo rumo à vitória.

Atrás, os perseguidores limitaram-se a sobreviver. O mexicano chegou isolado, com autoridade total, num final sem discussão.

Tuckwell resiste sob pressão máxima

Na luta pela geral, Luke Tuckwell viveu um dia de sofrimento controlado.

O australiano acabou por perder contacto com os mais fortes na fase decisiva da subida, mas geriu o esforço com inteligência suficiente para minimizar os danos e segurar a camisola amarela.Chega à última etapa com 42 segundos de vantagem sobre Matteo Jorgenson, numa geral ainda completamente em aberto.

UAE domina o dia grande

A UAE Emirates-XRG voltou a marcar território no momento mais duro da corrida.

Del Toro venceu com autoridade, Ayuso tentou partir a corrida e a equipa esteve presente em todos os momentos decisivos da montanha.

Num Grand Colombier seletivo e implacável, foi a UAE quem encontrou a resposta mais forte.

Um Dauphiné em ebulição

A etapa rainha não resolveu a corrida — mas deixou tudo mais exposto.

Del Toro emergiu como vencedor incontestável do dia, Ayuso confirmou a ambição e Tuckwell resistiu para manter a liderança.

Com apenas uma etapa por disputar, o Dauphiné entra na reta final em clima de tensão máxima, com margens mínimas e tudo ainda em aberto para a decisão final.

Finalmente, João Almeida não alinhou à partida, deixando a prova sem representação lusitana.

Classificação Geral


O camisola amarela.



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