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António Morgado na defesa do trono no contrarrelógio do Nacional
🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 26 junho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 1 min · 🌱EMM
Tour de France 2026: acompanha todos os resultados e análises no hub completo da prova.
Os Campeonatos Nacionais de
Ciclismo regressam esta sexta-feira à estrada e a Guarda volta a ser o palco
onde se decide quem veste as camisolas mais desejadas do país. É o fim de
semana em que o ciclismo português se olha ao espelho, mede forças, confirma
tendências e revela quem chega ao verão com ambição, pernas e coragem para
assumir o protagonismo. Este ano, o contrarrelógio abre as hostilidades e,
apesar da ausência de peso, a expectativa mantém-se elevada.
João Almeida ausente
João Almeida, figura maior do
ciclismo nacional e um dos nomes mais reconhecidos do WorldTour, não estará
presente. A recuperação de um vírus que lhe condicionou a primeira metade da
temporada obriga-o a adiar o regresso competitivo. A sua ausência altera o
equilíbrio, mas não retira intensidade ao duelo que se prepara. Sem Almeida, o
foco vira-se para o homem que domina o exercício individual nos últimos dois
anos: António Morgado.
O jovem da UAE Team Emirates
chega à Guarda com a responsabilidade de defender o título de contrarrelógio
que conquistou nas duas temporadas anteriores. Aos 22 anos, Morgado já não é
apenas uma promessa — é uma certeza. Como lê a estrada, a frieza com que gere o
esforço e a capacidade de manter potência elevada durante longos minutos fazem
dele o favorito natural. Será o último a partir, às 16h24, num percurso de 27,6
quilómetros que exige ritmo, técnica e uma gestão perfeita do vento.
Mas o contrarrelógio não será
um passeio. Do outro lado da estrada estará Ivo Oliveira, também ele da
Emirates, especialista nato no esforço individual e um dos melhores
contrarrelogistas que Portugal já produziu. Ivo abre a série das elites às
15h50 e sabe que este é um dos dias do ano em que pode realmente marcar a
diferença. A experiência, a técnica e a capacidade de manter a cadência alta em longos períodos fazem dele o adversário mais direto de Morgado.
A estes dois junta-se Rafael
Reis, da Anicolor, um corredor que conhece como poucos o contrarrelógio e que,
em dias de inspiração, pode surpreender qualquer favorito. O primeiro dia dos
Nacionais não se resume, porém, às elites. Antes deles, entram em ação o paraciclismo, a prova feminina, masters e sub-23, todos em busca das respetivas camisolas
nacionais. Os sub-23 masculinos enfrentam um percurso mais curto, de 21,6
quilómetros, mas igualmente exigente.
Prova de estrada com
vários candidatos
O fim de semana não termina no
crono. No domingo, a estrada abre-se para a prova de fundo, onde o desgaste, a
tática e a resistência entram em jogo. Aqui, o campeão em título é Ivo
Oliveira, mas o favoritismo volta a recair sobre Morgado, que mostra uma evolução
notável na leitura de corrida e na capacidade de decidir em finais longos. No
entanto, há um nome que se destaca entre os adversários: Afonso Eulálio.
O jovem da Bahrain Victorious
chega aos Nacionais após uma exibição impressionante no Giro, no qual terminou
como melhor jovem e sexto da geral. A confiança está alta, a forma é sólida e o
percurso de 181,5 quilómetros se encaixa perfeitamente no seu estilo: resistente,
inteligente e capaz de endurecer a corrida quando necessário. Com um pelotão de
45 corredores, a prova promete ataques, cortes, desgaste e decisões tomadas em segundos.
Os Campeonatos Nacionais são
sempre um momento especial. É o encontro entre gerações, entre ambições e
entre estilos de ciclismo. É a oportunidade de confirmar quem está pronto
para liderar e quem ainda procura espaço. Este ano, a Guarda recebe um duelo de
talentos que representam o presente e o futuro do ciclismo português. E, com ou
sem ausências, a estrada vai decidir tudo — como sempre.
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