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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Red Bull surpreende: Jai Hindley integra equipa para o Tour de France e Roglič fica de fora

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 25 junho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 1 min · 🌱EMM Tour de France 2026: acompanha todos os resultados e análises no hub completo da prova.   O vencedor do Giro de 2022 será um dos principais apoios de Remco Evenepoel e Florian Lipowitz na luta pela classificação geral. A Red Bull-BORA-hansgrohe revelou esta sexta-feira a equipa para a 113.ª Volta a França e a maior surpresa da convocatória passa pela inclusão de Jai Hindley e pela ausência de Primož Roglič. O australiano, vencedor do Giro de Itália em 2022 e terceiro classificado na edição de 2026 da corrida italiana, foi escolhido para reforçar a formação alemã, assumindo o papel de gregário de luxo de Remco Evenepoel e Florian Lipowitz. A expectativa apontava para a presença de Roglič, vice-campeão do Tour em 2020 e tetracampeão da Vuelta, mas a equipa optou por deixar o experiente esloveno fora da convocatória. Remco e Lipowitz partilham a liderança Pela primeira vez, Remco vai disputar u...

António Morgado Imparável: O Rei do Crono Não Abranda nos Nacionais

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 26 junho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 1 min · 🌱EMM

Tour de France 2026: acompanha todos os resultados e análises no hub completo da prova.  

Um segundo apenas de vantagem permitiu a António Morgado sagrar-se tricampeão nacional do contrarrelógio.


A Guarda voltou a ser palco de uma demonstração de força de António Morgado, que revalidou o título nacional de contrarrelógio e somou o terceiro triunfo consecutivo na categoria de elite. Aos 22 anos, o corredor da UAE Emirates continua a construir uma carreira que desafia a idade e a lógica, acumulando títulos com uma naturalidade que impressiona adversários, adeptos e dirigentes.

O percurso de 27,6 quilómetros, com partida e chegada em Casal de Cinza, tornou-se o cenário perfeito para mais um capítulo da sua hegemonia.

Morgado venceu com 33m15s, apenas um segundo à frente de Rafael Reis, o especialista português da Anicolor-Campicarn, e com o companheiro de equipa Ivo Oliveira a fechar o pódio (a 20 segundos do vencedor). Um desfecho apertado, decidido nos últimos três quilómetros,no qual  Morgado admitiu ter ido “na raça” para virar um resultado que parecia desfavorável.

E foi o próprio a explicar o momento decisivo:

“Tinha referências dos tempos do Rafael; sabia que perdia tempo quase todo o crono. Nos últimos três quilómetros, fui na raça e tentei reverter os sete segundos de atraso — e consegui.”

Domínio Sustentado!

O contrarrelógio nacional é, para Morgado, mais do que uma prova: é um território emocional. Na Guarda, o jovem das Caldas da Rainha voltou a impor o ritmo que o distingue no contrarrelógio. E o próprio reconheceu que este é o único exercício que treina especificamente ao longo da época:

“Este é o único contrarrelógio em que treino, por se tratar do campeonato nacional. São nove anos seguidos a ganhar o campeonato nacional de crono em diferentes escalões.”

A frase resume a dimensão do fenómeno. Nove anos consecutivos a vencer — dos juniores às elites — não acontecem por acaso. São fruto de talento, disciplina e uma capacidade rara de competir sob pressão. Morgado sabe que constrói algo maior do que um palmarés: cria uma identidade.

E, mesmo com tanto conquistado, a ambição continua intacta:

“Ainda me faltam, espero eu, mais 13 anos de competição e espero ganhar mais algumas vezes.”

Do outro lado do duelo, Rafael Reis revelou consistência e qualidade. O segundo lugar, por apenas um segundo, reforça o equilíbrio entre ambos e a exigência do percurso. Reis é, há vários anos, o contrarrelogista mais completo a competir em Portugal, e a luta entre os dois tornou-se um dos pontos altos dos Nacionais.

Ivo Oliveira, terceiro classificado, reconheceu a superioridade dos dois primeiros, mas mostrou satisfação pelo pódio e pela competitividade interna da equipa:

“Considero que fiz um bom crono. Sabia que o pódio era alcançável. Fico feliz pelo título ter ficado na equipa.”

Olhar em Frente

Fora do pódio, Afonso Eulálio terminou em oitavo lugar, condicionado pela recuperação pós-Giro. O melhor jovem da edição de 2026 da prova italiana admitiu que não trazia grandes expectativas:

“Depois do Giro, fiz uma grande recuperação. Vim ao crono para treinar a 100%, sem grandes expectativas. Dei o meu melhor, e o meu melhor nos contrarrelógios nunca é ótimo.”

Eulálio vira agora atenções para a prova de fundo, marcada para domingo, onde espera “desfrutar” do apoio do público português:

“Vou fazer a minha corrida e dar o meu melhor. Para vir aqui fazer algo especial, tinha de vir com um calendário diferente.”

Também Morgado antevê uma corrida extremamente difícil nos 181 quilómetros da prova de fundo:

“Toda a gente vem com a mesma ideia; não sou só eu. Somos três contra equipas de oito e nove ciclistas, de muita qualidade.”

Do lado de Ivo Oliveira, o otimismo é maior:

“O objetivo é ganhar a camisola nacional. Se puder ganhar mais uma vez, fico feliz. Somos três bastante fortes e acho que um de nós pode ganhar.”

Os Campeonatos Nacionais continuam a ser um espelho do ciclismo português: competitivo, imprevisível e cada vez mais internacional. A vitória de Morgado no contrarrelógio reforça a sua posição como figura central da nova geração, mas também mostra que o nível interno está a subir. Rafael Reis continua a ser um adversário de respeito, Ivo Oliveira mantém consistência e ambição, e Afonso Eulálio representa a ligação entre o presente e o futuro.

A Guarda recebe, assim, um fim de semana de ciclismo ao mais alto nível, com a promessa de uma prova de fundo intensa, tática e emocional. O contrarrelógio já teve o seu rei — e o domingo dirá se o trono muda ou permanece na mesma família.

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