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Destaque do Universo do Ciclismo e dos Desportos de Raquetes

Tomás Mateus dá o primeiro golpe e veste a Amarela na Volta a Portugal de Juniores

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 27 agosto 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️3 min · 🌱EMM   Tomás Mateus arrancou da melhor forma a 20.ª Volta a Portugal de Juniores. O corredor da Electromercantil GR-100 venceu esta quinta-feira a primeira etapa, em Penamacor, e assumiu desde logo a liderança da classificação geral. A etapa inaugural, disputada entre o Fundão e Penamacor, tinha 84,4 quilómetros e foi tudo menos tranquila. O ritmo elevado desde os primeiros quilómetros provocou sucessivas tentativas de fuga, mas nenhuma conseguiu ganhar consistência suficiente numa primeira fase. Ataques sem sucesso Logo aos nove quilómetros, Loek Hovers tentou surpreender, mas a movimentação foi rapidamente anulada. As tentativas continuaram durante os primeiros 20 quilómetros, até surgir aos 35 uma fuga com Markel Tulebras, Adrian Prieto, Rodrigo Abreu, Francisco Macedo e Alexandre Maniezzo. O quinteto chegou a ganhar algum espaço, mas acabou alcançado aos 47 quilómetros. Dimas fog...

António Morgado Imparável: O Rei do Crono Não Abranda nos Nacionais

🖋️ António Vieira Pacheco · 📅 26 junho 2026 · 📸 Direitos Reservados · ⏱️ 3 min · 🌱EMM

Tour de France 2026: acompanha todos os resultados e análises no hub completo da prova.  

Um segundo apenas de vantagem permitiu a António Morgado sagrar-se tricampeão nacional do contrarrelógio.


A Guarda voltou a ser palco de uma demonstração de força de António Morgado, que revalidou o título nacional de contrarrelógio e somou o terceiro triunfo consecutivo na categoria de elite. Aos 22 anos, o corredor da UAE Emirates continua a construir uma carreira que desafia a idade e a lógica, acumulando títulos com uma naturalidade que impressiona adversários, adeptos e dirigentes.

O percurso de 27,6 quilómetros, com partida e chegada em Casal de Cinza, tornou-se o cenário perfeito para mais um capítulo da sua hegemonia.

Morgado venceu com 33m15s, apenas um segundo à frente de Rafael Reis, o especialista português da Anicolor-Campicarn, e com o companheiro de equipa Ivo Oliveira a fechar o pódio (a 20 segundos do vencedor). Um desfecho apertado, decidido nos últimos três quilómetros,no qual  Morgado admitiu ter ido “na raça” para virar um resultado que parecia desfavorável.

E foi o próprio a explicar o momento decisivo:

“Tinha referências dos tempos do Rafael; sabia que perdia tempo quase todo o crono. Nos últimos três quilómetros, fui na raça e tentei reverter os sete segundos de atraso — e consegui.”

Domínio Sustentado!

O pódio com dois ciclistas da UAE Emirates.
O contrarrelógio nacional é, para Morgado, mais do que uma prova: é um território emocional. Na Guarda, o jovem das Caldas da Rainha voltou a impor o ritmo que o distingue no contrarrelógio. E o próprio reconheceu que este é o único exercício que treina especificamente ao longo da época:

“Este é o único contrarrelógio em que treino, por se tratar do campeonato nacional. São nove anos seguidos a ganhar o campeonato nacional de crono em diferentes escalões.”

A frase resume a dimensão do fenómeno. Nove anos consecutivos a vencer — dos juniores às elites — não acontecem por acaso. São fruto de talento, disciplina e uma capacidade rara de competir sob pressão. Morgado sabe que constrói algo maior do que um palmarés: cria uma identidade.

E, mesmo com tanto conquistado, a ambição continua intacta:

“Ainda me faltam, espero eu, mais 13 anos de competição e espero ganhar mais algumas vezes.”

Do outro lado do duelo, Rafael Reis revelou consistência e qualidade. O segundo lugar, por apenas um segundo, reforça o equilíbrio entre ambos e a exigência do percurso. Reis é, há vários anos, o contrarrelogista mais completo a competir em Portugal, e a luta entre os dois tornou-se um dos pontos altos dos Nacionais.

Ivo Oliveira, terceiro classificado, reconheceu a superioridade dos dois primeiros, mas mostrou satisfação pelo pódio e pela competitividade interna da equipa:

“Considero que fiz um bom crono. Sabia que o pódio era alcançável. Fico feliz pelo título ter ficado na equipa.”

Olhar em Frente

Fora do pódio, Afonso Eulálio terminou em oitavo lugar, condicionado pela recuperação pós-Giro. O melhor jovem da edição de 2026 da prova italiana admitiu que não trazia grandes expectativas:

“Depois do Giro, fiz uma grande recuperação. Vim ao crono para treinar a 100%, sem grandes expectativas. Dei o meu melhor, e o meu melhor nos contrarrelógios nunca é ótimo.”

Eulálio vira agora atenções para a prova de fundo, marcada para domingo, onde espera “desfrutar” do apoio do público português:

“Vou fazer a minha corrida e dar o meu melhor. Para vir aqui fazer algo especial, tinha de vir com um calendário diferente.”

Também Morgado antevê uma corrida extremamente difícil nos 181 quilómetros da prova de fundo:

“Toda a gente vem com a mesma ideia; não sou só eu. Somos três contra equipas de oito e nove ciclistas, de muita qualidade.”

Do lado de Ivo Oliveira, o otimismo é maior:

“O objetivo é ganhar a camisola nacional. Se puder ganhar mais uma vez, fico feliz. Somos três bastante fortes e acho que um de nós pode ganhar.”

Os Campeonatos Nacionais continuam a ser um espelho do ciclismo português: competitivo, imprevisível e cada vez mais internacional. A vitória de Morgado no contrarrelógio reforça a sua posição como figura central da nova geração, mas também mostra que o nível interno está a subir. Rafael Reis continua a ser um adversário de respeito, Ivo Oliveira mantém consistência e ambição, e Afonso Eulálio representa a ligação entre o presente e o futuro.

A Guarda recebe, assim, um fim de semana de ciclismo ao mais alto nível, com a promessa de uma prova de fundo intensa, tática e emocional. O contrarrelógio já teve o seu rei — e o domingo dirá se o trono muda ou permanece na mesma família.

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