Afonso Eulálio se comove em Roma: “Foi um sonho viver este Giro”
🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Direitos Reservados
⏱️ Tempo de leitura: 4 minutos
Afonso Eulálio celebra a vitória na classificação da
juventude, num momento marcado pela emoção e pelo significado da conquista. Com
o Coliseu de Roma como pano de fundo, a imagem ganha uma dimensão ainda mais
especial: o encontro entre o esforço de uma corrida exigente e a grandiosidade
intemporal da Cidade Eterna. Um triunfo vivido com orgulho e que certamente
ficará na memória.
O ciclista português da Bahrain Victorious vestiu a ‘maglia bianca’ em Roma após uma Volta a Itália histórica, na qual liderou a prova durante nove dias e terminou em sexto lugar na classificação geral.
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| Um dos nove dias de Afonso Eulálio com a camisola rosa. |
Pódio inesquecível
Afonso Eulálio viveu em Roma um dos momentos mais marcantes da sua ainda curta carreira no ciclismo profissional. O português da Bahrain Victorious subiu ao pódio final da 109.ª Volta a Itália como vencedor da classificação da juventude, vestindo a ‘maglia bianca’ após três semanas de enorme consistência.
No final da prova, o jovem corredor não escondeu a emoção de partilhar o momento com o vencedor da geral e referência mundial, Jonas Vingegaard.
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| Eulálio em esforço. |
“Um dos melhores de sempre”
Num dos momentos mais simbólicos do dia em Roma, Eulálio destacou o privilégio de estar ao lado do dinamarquês no pódio final.
“É um prazer partilhar o pódio com o Jonas, é um dos melhores ciclistas de sempre. Estar lá com ele é de loucos”, afirmou o português, ainda visivelmente impressionado com o ambiente vivido na capital italiana.
O momento ganhou ainda mais intensidade fora do pódio, com o público a reagir ao jovem português.
“Vi os filhos e a mulher dele, todos a gritar o meu nome ‘Afonso, Afonso’… é inacreditável”, descreveu, sublinhando o impacto emocional da cerimónia final.
Um Giro acima das expectativas!
Aos 24 anos, Eulálio termina a sua segunda grande Volta com um resultado que supera largamente o objetivo inicial.
Além da camisola da juventude, o português fechou a Volta a Itália no sexto lugar da classificação geral, após uma corrida em que chegou a liderar a classificação dos jovens durante nove dias.
Um desempenho que o coloca entre os melhores resultados portugueses de sempre na prova italiana.
Ainda a assimilar o feito
Apesar da dimensão do resultado, o ciclista admite que ainda não conseguiu processar o que alcançou.
“Quando chegar a casa, tiver um tempo para descansar e ficar tranquilo, vou começar a pensar que fiz top 10 no Giro”, confessou.
A frieza das palavras contrasta com a dimensão histórica do seu desempenho, mas revela também a naturalidade com que o jovem encara a evolução na elite do ciclismo mundial.
Aprender com os melhores
Eulálio fez também uma leitura realista do seu percurso e do caminho que ainda tem pela frente.
“Às vezes, faço coisas ótimas; no ano passado, fiz um top 10 nos Mundiais. Às vezes sigo o Pogačar, mas ainda tenho tanto para aprender”, reconheceu.
O português destacou ainda a importância da aprendizagem contínua no pelotão do WorldTour.
“Vou continuar a trabalhar e a aprender e espero fazer mais coisas boas no futuro”, acrescentou.
Uma corrida favorita
A ligação de Eulálio ao Giro vai além do resultado desportivo. O jovem português voltou a reforçar o carinho especial pela Volta a Itália, uma prova que considera marcante na sua evolução.
“Gosto mesmo da Volta à Itália. Não sei se para o ano; tenho de ver com a equipa. Mas quero regressar”, afirmou
E recordou a importância simbólica da corrida na sua carreira.
“No meu primeiro ano com a equipa, disse que era a minha corrida favorita. Estreei-me em grandes voltas aqui, voltei e fiz este Giro fantástico.”
Sonho realizado
Na zona mista de Roma, o tom manteve-se emocional.
“Foi um sonho viver este Giro, foi incrível”, resumiu o ciclista português.
O momento mais importante, mais do que os resultados, foi humano.
“Agora quero desfrutar do que vivi, desligar-me da bicicleta e, quando regressar, fazê-lo pouco a pouco. E depois, sim, ver com a equipa o que posso fazer”, afirmou.
Mais do que resultados
No balanço final, Eulálio deixou claro que o significado desta Volta a Itália vai além dos números.
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Para o ciclista português, o mais importante foi o ambiente vivido ao longo das três semanas.
“Melhor do que trazer a camisola branca para Portugal é só mesmo olhar para todas as pessoas que estiveram à minha volta e a trabalhar comigo e ver como estão contentes”, confessou.
Um nome em ascensão
A 109.ª Volta a Itália termina com Jonas Vingegaard como vencedor da geral, mas também com a afirmação definitiva de Afonso Eulálio no panorama internacional.
O português ficou com a camisola da Juventude, o sexto lugar na geral e a liderança prolongada da classificação por nove dias fazem desta edição um marco na carreira do português.
Em Roma, não foi apenas um pódio.
Foi a confirmação de uma nova etapa no ciclismo português.
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