Sushi japonês trava Geraldo na meia-final de Túnis
🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis de Mesa
⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
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| João trava no quinto jogo da meia-final do WTT Contender de Túnis. |
Entrada forte japonesa
Depois de sobreviver ao picante
indiano nos quartos de final, João Geraldo defrontou, em Túnis, na meia-final do
WTT Contender um adversário de outra escola técnica. O japonês Hiroto
Shinozuka, segundo cabeça de série, apresentou-se com a rapidez e a precisão
características do ténis de mesa nipónico.
No final de um duelo intenso e cheio
de oscilações, o japonês, segundo cabeça de série e 35.º mundial, venceu por 3-2,
com os parciais de 11–8, 11–9, 10–12, 4-11 e 11–6.
A metáfora culinária ajuda a resumir
o confronto. De um lado estava a alheira portuguesa, robusta e
persistente. Do outro da mesa, o ‘sushi’ japonês, delicado, rápido e executado
com precisão.
Durante grande parte da partida ambos
os estilos se equilibraram. No fim, porém, a subtileza nipónica acabou por
prevalecer.
Vantagem nipónica
O encontro começou com intensidade do
lado japonês.
Shinozuka entrou na partida com
grande velocidade nas trocas de bola e procurou assumir o comando desde os
primeiros pontos. A sua capacidade de antecipação e o controlo do tempo de
execução colocaram em dificuldades o português.
Geraldo (71º mundial) ainda
tentou aproximar-se na fase final do parcial, mas o japonês conseguiu fechar o
primeiro parcial por 11–8.
No segundo jogo o equilíbrio foi
maior.
O português procurou variar os efeitos e a profundidade de bola, tentando quebrar o ritmo adversário. Ainda assim,
Shinozuka manteve consistência e voltou a ser mais eficaz nos pontos decisivos.
O japonês venceu por 11–9.
A meia-final colocava Geraldo em
desvantagem de 0-2.
Reação
portuguesa
Quando o encontro parecia inclinar-se
definitivamente para o lado japonês, surgiu a resposta do atleta português.
O transmontano alterou o ritmo das
trocas de bola e mostrou maior agressividade nas respostas ao serviço. O
terceiro parcial tornou-se mais equilibrado e passou a ser disputado ponto a
ponto.
Nos momentos finais, o português
revelou grande serenidade.
Conseguiu fechar o por 12–10.
A meia-final ganhava nova vida.
Alheira reage
Com confiança renovada, o nativo de
Mirandela entrou no quarto jogo com outra presença competitiva.
O português passou a assumir maior
iniciativa nas trocas de bola e encontrou soluções para neutralizar a
velocidade do japonês.
Durante uma parte do parcial, o
domínio foi claro.
Shinozuka teve dificuldades em
acompanhar a consistência do atleta português e o marcador começou a
afastar-se.
O set terminou com um expressivo 11-4.
Depois de estar a perder por dois
jogos, João Geraldo tinha conseguido empatar a meia-final em 2-2.
Tudo ficava em aberto.
Sushi decide
No quinto e decisivo set, Shinozuka voltou a acelerar o ritmo do encontro.
O japonês conseguiu ganhar vantagem
nos primeiros pontos e passou a controlar melhor as trocas de bola. Geraldo
ainda tentou aproximar-se do marcador, mas o adversário manteve maior eficácia
nas ações ofensivas.
O parcial terminou com 11-6.
Shinozuka confirmou a vitória
por 3-2 e garantiu presença na final do torneio.
Campanha consistente
Apesar da derrota, Geraldo realizou
uma campanha muito bem-sucedida em Túnis.
O português superou adversários bem
posicionados no ranking mundial e demonstrou capacidade de competir no mais
alto nível do circuito internacional.
A recuperação frente ao segundo
cabeça de série confirma essa competitividade.
Em Túnis, a alheira portuguesa
mostrou carácter e resistência.
Mas, desta vez, perante a elegância do sushi nipónico, o resultado acabou por sorrir ao adversário.

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