Sushi japonês trava Geraldo na meia-final de Túnis

🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis de Mesa

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Geraldo quase surpreendia o número 35 mundial.
João trava no quinto jogo da meia-final do WTT Contender de Túnis.

 Entrada forte japonesa

Depois de sobreviver ao picante indiano nos quartos de final, João Geraldo defrontou, em Túnis, na meia-final do WTT Contender um adversário de outra escola técnica. O japonês Hiroto Shinozuka, segundo cabeça de série, apresentou-se com a rapidez e a precisão características do ténis de mesa nipónico.

No final de um duelo intenso e cheio de oscilações, o japonês, segundo cabeça de série e 35.º mundial, venceu por 3-2, com os parciais de 11–8, 11–9, 10–12, 4-11 e 11–6.

A metáfora culinária ajuda a resumir o confronto. De um lado estava a alheira portuguesa, robusta e persistente. Do outro da mesa, o ‘sushi’ japonês, delicado, rápido e executado com precisão.

Durante grande parte da partida ambos os estilos se equilibraram. No fim, porém, a subtileza nipónica acabou por prevalecer.

Vantagem nipónica

O encontro começou com intensidade do lado japonês.

Shinozuka entrou na partida com grande velocidade nas trocas de bola e procurou assumir o comando desde os primeiros pontos. A sua capacidade de antecipação e o controlo do tempo de execução colocaram em dificuldades o português.

Geraldo (71º mundial) ainda tentou aproximar-se na fase final do parcial, mas o japonês conseguiu fechar o primeiro parcial por 11–8.

No segundo jogo o equilíbrio foi maior.

O português procurou variar os efeitos e a profundidade de bola, tentando quebrar o ritmo adversário. Ainda assim, Shinozuka manteve consistência e voltou a ser mais eficaz nos pontos decisivos.

O japonês venceu por 11–9.

A meia-final colocava Geraldo em desvantagem de 0-2.

Reação portuguesa

Quando o encontro parecia inclinar-se definitivamente para o lado japonês, surgiu a resposta do atleta português.

O transmontano alterou o ritmo das trocas de bola e mostrou maior agressividade nas respostas ao serviço. O terceiro parcial tornou-se mais equilibrado e passou a ser disputado ponto a ponto.

Nos momentos finais, o português revelou grande serenidade.

Conseguiu fechar o por 12–10.

A meia-final ganhava nova vida.

Alheira reage

Com confiança renovada, o nativo de Mirandela entrou no quarto jogo com outra presença competitiva.

O português passou a assumir maior iniciativa nas trocas de bola e encontrou soluções para neutralizar a velocidade do japonês.

Durante uma parte do parcial, o domínio foi claro.

Shinozuka teve dificuldades em acompanhar a consistência do atleta português e o marcador começou a afastar-se.

O set terminou com um expressivo 11-4.

Depois de estar a perder por dois jogos, João Geraldo tinha conseguido empatar a meia-final em 2-2.

Tudo ficava em aberto.

Sushi decide

No quinto e decisivo set, Shinozuka voltou a acelerar o ritmo do encontro.

O japonês conseguiu ganhar vantagem nos primeiros pontos e passou a controlar melhor as trocas de bola. Geraldo ainda tentou aproximar-se do marcador, mas o adversário manteve maior eficácia nas ações ofensivas.

O parcial terminou com 11-6.

Shinozuka confirmou a vitória por 3-2 e garantiu presença na final do torneio.

Campanha consistente

Apesar da derrota, Geraldo realizou uma campanha muito bem-sucedida em Túnis.

O português superou adversários bem posicionados no ranking mundial e demonstrou capacidade de competir no mais alto nível do circuito internacional.

A recuperação frente ao segundo cabeça de série confirma essa competitividade.

Em Túnis, a alheira portuguesa mostrou carácter e resistência.

Mas, desta vez, perante a elegância do sushi nipónico, o resultado acabou por sorrir ao adversário.

 

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