Rui Machado assume: “O par foi determinante”

 🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Guangzhou Nantai Culture And Sports Development Co. Ltd

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Rui Machado analisa derrota de Portugal diante da China.
Rui Machado assume que a perda do par foi decisiva na eliminatória. 

Uma eliminatória à margem do erro

Portugal despediu-se de Guangzhou com uma derrota por 3-1 no play-off do Grupo Mundial I da Taça Davis, resultado que confirmou a descida da seleção nacional  para o Grupo Mundial 2. O contexto já se anunciava adverso desde o primeiro dia. A margem era mínima. No final, Rui Machado não escondeu a frustração e identificou o momento que acabou por definir toda a eliminatória.

“Este não foi o resultado que esperávamos”, declarou o capitão português, em declarações divulgadas pela Federação Portuguesa de Ténis. A leitura foi direta. O encontro de pares, que abriu a jornada de sábado, revelou-se determinante num confronto que exigia precisão absoluta e continuidade emocional.

O par como eixo da eliminatória

Rui Machado foi categórico. “Se queríamos ganhar esta eliminatória, era crucial vencer o par”, sublinhou, apontando o encontro inaugural como o momento determinante da jornada.

O selecionador reconheceu o valor da dupla chinesa, lembrando o percurso de Zhizhen Zhang em provas de pares ao mais alto nível, mas fez questão de reforçar a qualidade da parceria portuguesa. “Nós também tínhamos uma grande dupla, habituada a ganhar na Taça Davis e com um jogador top 20”, frisou, enquadrando o desfecho num contexto de equilíbrio prévio.

Mais do que o resultado isolado, Rui Machado destacou a influência estrutural do par na dinâmica da jornada. “Até pela forma como a eliminatória se desenvolve depois do par, com o Nuno a jogar logo a seguir, esse encontro é sempre muito determinante”, explicou.

Ritmo perdido, margem inexistente

O capitão abordou depois o singular que se seguiu, decisivo para o desfecho da eliminatória. O mérito adversário foi reconhecido. “O Zhang acabou por apresentar um jogo superior”, admitiu, antes de explicar as dificuldades sentidas pelo líder português.

“O Nuno nunca conseguiu encontrar muito bem o ritmo. Jogar logo a seguir ao par é sempre complicado”, analisou Rui Machado, lembrando que o tenista português já tinha superado esse cenário em ocasiões anteriores, mas que, desta vez, não conseguiu estabilizar emocionalmente nem tecnicamente.

“Não se sentiu confortável em campo. Faltou-lhe confiança, e isso acabou por determinar a perda do singular e da eliminatória”.

Uma deslocação exigente

Rui Machado recordou ainda que a comitiva portuguesa estava preparada, desde o início, para uma deslocação de grande complexidade competitiva. “Sabíamos que seria uma eliminatória muito difícil”, afirmou.

O capitão destacou o profissionalismo do grupo, a preparação detalhada e a chegada antecipada a Guangzhou. 

“Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, tivemos uma semana muito positiva e começámos bem”, sublinhou, reconhecendo, contudo, que não chegou para inverter o rumo dos acontecimentos.

Olhar para o futuro

Com a descida ao Grupo Mundial 2 confirmada, o discurso virou-se para o futuro. Rui Machado defendeu a importância de preservar a coesão do grupo e recordou o peso histórico das eliminatórias disputadas fora de casa.

“Já são seis eliminatórias consecutivas fora e sabemos o quão difícil é ganhar nessas condições”, referiu, admitindo o desejo de voltar a competir em Portugal após três anos de ausência. O sorteio definirá o próximo capítulo. A resposta ficará reservada para setembro.

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