Quarteto lusitano reforça armada portuguesa em Vila Real de Santo António

 🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis

⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
Vice-campeão nacional passa qualifying em Vila Real de Santo António.
Rocha passou o qualifying sem grandes sobressaltos..

Domínio na fase prévia

Portugal reforçou com firmeza a presença no ITF M25 de Vila Real de Santo António. Francisco Rocha, Tiago Cação, Tomás Luís e Hugo Maia ultrapassaram o qualifying e aumentaram o número de portugueses no quadro principal para 9. Um reflexo da consistência e da vitalidade do ténis nacional.

A fase prévia confirmou os favoritos, mas exigiu concentração e competitividade em todos os pontos.

Rocha confirma estatuto

Com o estatuto de principal cabeça de série do qualifying, Francisco Rocha (783.º ATP), não facilitou. Precisou de apenas 74 minutos para afastar o alemão Rafael Giotis (1484.º).

Os parciais de 6-3 e 6-1 traduziram superioridade técnica e controlo emocional. Rocha assumiu o ritmo desde cedo e nunca permitiu que o encontro se complicasse. Serviço sólido. Resposta eficaz. Gestão exemplar dos pontos importantes.

Uma exibição limpa. Sem sobressaltos.

Maia resiste e fecha com autoridade

Hugo Maia (1450.º) também garantiu vaga no quadro principal. Mas com maior exigência. O francês Marko Maric, sem ranking profissional, obrigou a um primeiro ‘set’ equilibrado. O tie-break foi decisivo. Maia venceu-o por 7-0 e ganhou embalo para fechar o encontro por 7-6 (0) e 6-3, após 1h44.

O detalhe fez a diferença. E Maia soube explorá-lo.

Cação seguro, Tomás resiliente

Tiago Cação (887.º) apresentou-se consistente. Venceu o espanhol Alejandro Lopez Escribano (1516.º) por 6-2 e 6-2, em cerca de uma hora e meia.

Controlou as trocas de bolas. Impôs profundidade. E raramente perdeu o comando dos pontos.

Mais dramático foi o desfecho para Tomás Luís (901.º). O algarvio encontrou maior resistência de Diogo Marques (1179.º).

Venceu o primeiro set por 6-3. Cedeu o segundo por 2-6. E resolveu no super tie-break, por 10-4, após 1h38 de batalha.

Foi o mais testado. Mas também o mais resiliente.

Com estes quatro apuramentos, o contingente português sobe para nove jogadores no quadro principal. Um número expressivo. É revelador do momento positivo que atravessam vários atletas nacionais no circuito ITF.

O torneio algarvio transforma-se, assim, num palco privilegiado para medir ambições. Jogar em casa aumenta responsabilidade. Mas também alimenta confiança.

O qualifying foi ultrapassado. Agora começa o verdadeiro teste.


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