🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
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| João Dinis Silva em ação no 7.º Open de Vila Real de Santo António. |
Queda
após retomada
João Dinis Silva e Guilherme
Valdoleiros não
conseguiram avançar além da primeira ronda do 7.º Open Internacional de Ténis
de Vila Real de Santo António. Os dois tenistas portugueses voltaram a entrar
em campo nesta quinta-feira para concluir os encontros interrompidos na véspera
devido à falta de luz natural, num cenário que já testava a resistência mental
e física de cada atleta.
A necessidade de retomar encontros adiados acrescentou uma camada de complexidade à jornada. Para Silva e Valdoleiros,
tratava-se de um desafio adicional. Não só enfrentavam adversários fortes, mas
também tinham de readaptar a memória muscular e a concentração após a pausa
involuntária.
O Clube de Ténis de Vila Real de Santo
António, que acolhe este torneio, tornou-se palco de uma luta intensa. Cada
ponto foi disputado com determinação, mas os portugueses encontraram-se diante
de rivais com estatuto consolidado no circuito. A experiência e a consistência
adversária revelaram-se decisivas na leitura do jogo, na capacidade de
pressionar nos momentos críticos e na adaptação às condições do piso e da
iluminação.
Adversários de respeito
João Dinis Silva enfrentou o japonês
Kaichi Uchida, atualmente 240.º do ranking mundial e primeiro cabeça de série
do torneio. A partida foi equilibrada em momentos-chave: Silva venceu o segundo
‘set’ por 6-3, mostrando resistência e capacidade de resposta, mas cedeu no decisivo e perdeu, por 6-3. O confronto prolongou-se por quase três horas,
refletindo a intensidade e a luta de Silva para impor o seu ritmo
diante de um rival experiente.
Guilherme Valdoleiros teve um
desfecho mais rápido e contundente diante do belga Gauthier Onclin, 317.º do
ranking e terceiro cabeça de série. A derrota por 6-1 e 6-0 demonstrou a
dificuldade de acompanhar o ritmo de um adversário sólido e consistente, capaz
de controlar os pontos desde a primeira bola. Apesar do resultado, Valdoleiros
demonstrou empenho e luta em cada troca, aproveitando oportunidades e testando
as respostas do belga sempre que possível.
Uchida e Onclin, por serem cabeças de
série, evidenciaram a diferença de experiência e regularidade no circuito,
lembrando que a transição para o quadro principal de torneios internacionais
implica desafios que vão além da técnica. Para os portugueses, esta
eliminatória foi um teste de maturidade, resistência e capacidade de adaptação,
elementos essenciais para a evolução no ténis profissional.
Ainda que a caminhada tenha terminado
nesta fase, a participação de Silva e Valdoleiros deixa sinais positivos. A
capacidade de competir frente a adversários de ranking superior, o esforço em
condições adversas e a experiência adquirida serão elementos fundamentais para
as próximas competições.

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