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Portugal no Court - Semana de 2 a 8 de Fevereiro

 🖋️Por: António Vieira Pacheco

📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis

⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos

Portugueses em ação pelo Universo.
Portugueses em quatro cantos do mundo.

Uma semana cheia

Há semanas em que o mapa do ténis português se alarga e ganha novas cores. Esta é uma delas. Entre a Ásia, a Europa e África, jogadores e jogadoras nacionais entram em ação em diferentes frentes competitivas, representando Portugal em provas de seleções, torneios profissionais e quadros jovens do circuito ITF.

Não é apenas uma questão de quantidade. É, sobretudo, sinal de vitalidade, continuidade e presença regular nos palcos onde se constrói o futuro do ténis.

Missão Taça Davis

Em Guangzhou, na China, Portugal cumpre mais um compromisso na Taça Davis, competição que continua a ser um dos principais termómetros do ténis mundial.

A equipa portuguesa apresenta-se com um grupo experiente e competitivo, composto por Nuno Borges, Jaime Faria, Henrique Rocha, Tiago Pereira e Francisco Cabral. Cada um com características distintas, todos com o mesmo objetivo: manter Portugal firme na elite possível do ténis por equipas.

A Taça Davis é sempre mais do que resultados. É identidade, espírito coletivo e capacidade de competir longe de casa, em contextos exigentes, em que cada ponto pesa mais do que o ranking.

Porto em destaque

ITF W50 do Porto, disputado em solo nacional, é um dos grandes palcos da semana e reúne um número significativo de atletas portuguesas. Jogar em casa é, muitas vezes, uma mistura de conforto e responsabilidade, mas também uma oportunidade rara de ganhar ritmo competitivo sem viajar.

No quadro principal, Portugal é representado por Francisca Jorge, Matilde Jorge, Angelina Voloshchuk, Matilde Novais, Milla Sequeira, Leonor Passos e Carla Tomai. Um grupo que mistura experiência, juventude e ambição, refletindo bem a diversidade do ténis feminino nacional.

Na fase de qualificação, entram em ação Ana Filipa Santos, Carolina Correia, Milana Ivantsiv, Teresa Dias, Analu Freitas e Madalena Matias, todas em busca de um lugar na grelha principal e de pontos importantes para a progressão no ranking.

O circuito profissional

Fora de Portugal, o ténis nacional continua a marcar presença no circuito profissional masculino. Francisco Faria compete no ITF M15 de Antalya, na Turquia, começando pela fase de qualificação.

Estes torneios são, muitas vezes, silenciosos para o grande público, mas decisivos para quem procura consolidar uma carreira. Cada vitória conta, cada jogo soma experiência e cada semana no circuito é um teste à resiliência física e mental.

Nos escalões jovens, Portugal continua a apostar numa presença regular em provas internacionais, fundamentais para o crescimento competitivo dos atletas.

No ITF J60 de Bloemfontein, na África do Sul, Lourenço Costa e Catarina Braun entram diretamente no quadro principal, enquanto Luca Braun disputa a fase de qualificação. São torneios que exigem adaptação rápida a contextos diferentes, longe de casa, onde o ténis se aprende também fora do court.

Já no ITF J60 de Sfax, na Tunísia, Beatriz Castro procura superar a fase de qualificação, num ambiente competitivo que testa a maturidade precoce dos jovens talentos.

Mais do que resultados

A presença portuguesa nestes torneios não se mede apenas por vitórias ou derrotas. Mede-se na consistência, na capacidade de competir semana após semana e na construção de um percurso sustentado.

Do compromisso coletivo da Taça Davis às batalhas individuais do circuito ITF, passando pelos primeiros passos internacionais dos mais jovens, o ténis português mostra-se ativo, diverso e presente. Cada torneio é uma peça do puzzle; cada jogo é um passo num caminho que se faz com tempo, paciência e ambição.

Num desporto onde nada é imediato, esta multiplicidade de frentes é um sinal claro: Portugal continua em movimento, dentro e fora do court, a construir o seu espaço no ténis internacional.

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