🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
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| Portugueses em quatro cantos do mundo. |
Uma semana cheia
Há semanas em que o mapa do ténis
português se alarga e ganha novas cores. Esta é uma delas. Entre a Ásia,
a Europa e África, jogadores e jogadoras nacionais entram em ação em
diferentes frentes competitivas, representando Portugal em provas de seleções,
torneios profissionais e quadros jovens do circuito ITF.
Não é apenas uma questão de
quantidade. É, sobretudo, sinal de vitalidade, continuidade e presença regular
nos palcos onde se constrói o futuro do ténis.
Missão Taça Davis
Em Guangzhou, na China,
Portugal cumpre mais um compromisso na Taça Davis, competição que
continua a ser um dos principais termómetros do ténis mundial.
A equipa portuguesa apresenta-se com
um grupo experiente e competitivo, composto por Nuno Borges, Jaime
Faria, Henrique Rocha, Tiago Pereira e Francisco Cabral. Cada um com
características distintas, todos com o mesmo objetivo: manter Portugal firme na
elite possível do ténis por equipas.
A Taça Davis é sempre mais do que
resultados. É identidade, espírito coletivo e capacidade de competir longe de
casa, em contextos exigentes, em que cada ponto pesa mais do que o ranking.
Porto em destaque
O ITF W50 do Porto,
disputado em solo nacional, é um dos grandes palcos da semana e reúne um número
significativo de atletas portuguesas. Jogar em casa é, muitas vezes, uma
mistura de conforto e responsabilidade, mas também uma oportunidade rara de
ganhar ritmo competitivo sem viajar.
No quadro principal,
Portugal é representado por Francisca Jorge, Matilde Jorge,
Angelina Voloshchuk, Matilde Novais, Milla Sequeira, Leonor Passos e Carla
Tomai. Um grupo que mistura experiência, juventude e ambição, refletindo
bem a diversidade do ténis feminino nacional.
Na fase de qualificação,
entram em ação Ana Filipa Santos, Carolina Correia, Milana Ivantsiv,
Teresa Dias, Analu Freitas e Madalena Matias, todas em busca de um lugar na
grelha principal e de pontos importantes para a progressão no ranking.
O circuito profissional
Fora de Portugal, o ténis nacional
continua a marcar presença no circuito profissional masculino. Francisco
Faria compete no ITF M15 de Antalya, na Turquia, começando
pela fase de qualificação.
Estes torneios são, muitas vezes,
silenciosos para o grande público, mas decisivos para quem procura consolidar
uma carreira. Cada vitória conta, cada jogo soma experiência e cada semana no
circuito é um teste à resiliência física e mental.
Nos escalões jovens, Portugal
continua a apostar numa presença regular em provas internacionais, fundamentais
para o crescimento competitivo dos atletas.
No ITF J60 de Bloemfontein,
na África do Sul, Lourenço Costa e Catarina Braun entram
diretamente no quadro principal, enquanto Luca Braun disputa
a fase de qualificação. São torneios que exigem adaptação rápida a
contextos diferentes, longe de casa, onde o ténis se aprende também fora do
court.
Já no ITF J60 de Sfax, na
Tunísia, Beatriz Castro procura superar a fase de
qualificação, num ambiente competitivo que testa a maturidade precoce dos
jovens talentos.
Mais do que resultados
A presença portuguesa nestes torneios
não se mede apenas por vitórias ou derrotas. Mede-se na consistência, na
capacidade de competir semana após semana e na construção de um percurso
sustentado.
Do compromisso coletivo da Taça Davis
às batalhas individuais do circuito ITF, passando pelos primeiros passos
internacionais dos mais jovens, o ténis português mostra-se ativo, diverso e
presente. Cada torneio é uma peça do puzzle; cada jogo é um passo num caminho que
se faz com tempo, paciência e ambição.
Num desporto onde nada é imediato,
esta multiplicidade de frentes é um sinal claro: Portugal continua em
movimento, dentro e fora do court, a construir o seu espaço no ténis
internacional.

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