🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Lusa
⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos
Reunião
de emergência em São Bento
O primeiro-ministro alertou este
domingo para o risco de cheias nos próximos dias. Luís Montenegro admitiu que
algumas zonas ribeirinhas poderão ter de ser evacuadas. E o apelo foi claro:
seguir rigorosamente as indicações das autoridades.
O primeiro-ministro falava no final
de uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros. O encontro durou cerca
de três horas e decorreu na residência oficial, em São Bento. A reunião foi
totalmente dedicada à resposta à Depressão Kristin e à preparação para os próximos
dias.
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| País em alerta, devido ao mau tempo. |
Solos saturados e infraestruturas fragilizadas!
O chefe do Governo destacou que os
níveis de precipitação continuam elevados. Os solos estão saturados. Várias
infraestruturas já se encontram danificadas. Agrava-se também o risco de inundações.
Algumas zonas ribeirinhas enfrentam
um cenário mais grave. Em certos locais, a evacuação preventiva não está
excluída.
Luís Montenegro solicitou às
populações que cumpram as orientações “no tempo e no modo” definidos
pelas autoridades. O objetivo é reduzir riscos e evitar consequências mais
severas.
O primeiro-ministro alertou que o
incumprimento pode agravar os prejuízos materiais. E pode também colocar vidas
humanas em risco.
A passagem da depressão Kristin por
Portugal continental causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil.
Há ainda vários feridos e pessoas desalojadas.
A Câmara da Marinha Grande confirmou
uma vítima mortal no concelho. No sábado, dois homens faleceram ao cair de
telhados que reparavam, na Batalha e em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um
homem pereceu em Leiria por intoxicação por monóxido de carbono,
provocada por um gerador.
Estragos espalhados pelo país
O temporal provocou quedas de árvores
e de estruturas. Estradas foram cortadas ou condicionadas. Linhas ferroviárias
sofreram interrupções. Escolas encerraram. Registaram-se cortes de energia, de água e de comunicações.
Leiria, Coimbra e Santarém estão
entre os distritos mais afetados. Leiria foi a principal porta de entrada da
depressão em território continental.
O Governo decidiu prolongar a
situação de calamidade até ao dia 8 de fevereiro. A medida entrou em vigor
desde a madrugada de quarta-feira e visa garantir uma resposta mais eficaz à
crise.
As autoridades mantêm o alerta
máximo. Os próximos dias serão decisivos.

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