🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: Federação Portuguesa de Ténis
⏱️ Tempo de leitura: 3 minutos
![]() |
| Tocada na perna esquerda, Matilde abdica dos pares, |
Sinais de alerta
Matilde Jorge já tinha deixado
indícios de desconforto na perna esquerda. No duelo intenso de
singulares que a levou, pela primeira vez, às meias-finais de um WTA 125, houve
momentos de quebra física. Pequenos gestos. Alongamentos demorados. Olhares
para o banco. A confirmação chegou minutos depois.
A número dois nacional e a irmã,
Francisca Jorge, desistiram de disputar as meias-finais de pares do Women’s Indoor
Oeiras Open. O encontro estava marcado para o fim da tarde de
sexta-feira. Não se realizou.
Decisão de maturidade
Não foi uma escolha simples. Foi uma
decisão estratégica.
Para evitar o agravamento da lesão,
as vimaranenses optaram por preservar o corpo. E o futuro competitivo.
Abdicaram da possibilidade de lutar pelo terceiro título da carreira na
categoria WTA 125.
No Jamor, já tinham erguido dois
troféus. No Complexo de Ténis do Jamor, construíram uma identidade de dupla.
Conhecem o palco. Conhecem o peso das finais.
Desta vez, a prudência falou mais
alto.
Caminho interrompido
As irmãs Jorge retiraram-se do quadro
de pares. Sem necessidade de entrar em campo, as norte-americanas Ivana Corley
e Carmen Corley garantiram presença na final.
O torneio perdeu um dos principais focos de interesse
competitivo. As bancadas aguardavam mais um capítulo da cumplicidade competitiva das irmãs portuguesas, prontas para testemunhar nova página escrita a quatro mãos
Não aconteceu.
Final definida
Do outro lado da rede estarão a
britânica Emily Appleton e a japonesa Makoto Ninomiya. São as
principais candidatas ao título.
A decisão joga-se este sábado. Sem as
Jorge. Mas com o eco da sua presença ao longo da semana. Esta não é apenas uma
retirada de um encontro.
É um lembrete das exigências do circuito.
Matilde vinha de uma batalha
emocional e física histórica. Atingiu as primeiras meias-finais individuais de WTA 125. Fê-lo com intensidade máxima. Cada ponto foi disputado com risco. Cada
‘set’ jogado no limite.
O corpo deu sinal. A resposta foi responsável. Num calendário demasiado exigente, saber parar também é competir.
Preservar é pensar a médio prazo. As irmãs Jorge continuam a ser uma das duplas mais consistentes do panorama nacional. O percurso conjunto não se resume a um torneio. Nem a uma semana.
O Jamor já foi palco de consagração. Voltará a sê-lo. Por agora, fica a imagem de ambição travada pela prudência. E a certeza de que a história das irmãs Jorge ainda tem muitos capítulos por escrever.

Comentários
Enviar um comentário
Críticas construtivas e envio de notícias.