🖋️Por: António Vieira Pacheco
📸 Créditos: CMTV
⏱️ Tempo de leitura: 2 minutos
Colapso na principal autoestrada de Portugal
Um
troço da Autoestrada 1 (A1), em Coimbra, colapsou durante a noite após a
cedência de um dos diques do rio Mondego.
A
circulação já havia sido cortada durante a tarde, como medida preventiva,
após o rebentamento da estrutura de contenção devido à subida do caudal.
O abatimento ocorreu no sentido
Norte-Sul, entre os quilómetros 189 e 198. Parte do tabuleiro de asfalto cedeu,
após os pilares do viaduto não terem resistido à força da água.
A A1 é a principal ligação rodoviária do país entre o Porto e Lisboa. O incidente provoca fortes condicionamentos numa das infraestruturas mais importantes do país.
Dique rebentou durante a tarde de ontem
O dique da margem direita do rio
Mondego, na zona dos Casais, em Coimbra, rebentou durante a tarde de ontem,
junto ao viaduto da A1. A rutura já era um cenário admitido pelas autoridades.
A presidente da Câmara de Coimbra,
Ana Abrunhosa, afirmou, em conferência de imprensa, que a possibilidade de
rebentamento foi prevista desde terça-feira pela Agência Portuguesa do Ambiente
(APA). Segundo a autarca, foi desenvolvido trabalho preventivo diante do risco.
Apesar dessas medidas, a pressão da
água acabou por provocar danos estruturais significativos.
Estrutura não resistiu
O colapso do troço da autoestrada
ocorreu já durante a noite. Os pilares do viaduto não suportaram a força das
águas libertadas após a rutura do dique.
Imagens divulgadas nas redes sociais
mostram parte da estrutura abatida. A circulação naquela zona mantém-se
interrompida.
As autoridades e equipas técnicas
acompanham a evolução da situação no terreno.
Monitorização permanente
O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, garantiu que a situação está a ser monitorizada. Segundo o responsável, até ao momento não há registo de impactos significativos em povoações.
“A
água está a escoar para os campos naquela zona. Para já, não há impactos
significativos. Continuamos a monitorizar a situação de forma permanente e
temos todos os meios disponíveis para responder a esta ocorrência”, afirmou.
Infraestrutura estratégica afetada
O impacto do colapso na A1 tem
particular relevância devido à importância estratégica da via. A autoestrada
assegura diariamente milhares de deslocações entre as duas maiores áreas
metropolitanas do país.
O corte prolongado poderá levar a
desvios e a constrangimentos significativos no tráfego rodoviário.
Para já, não foi avançada a previsão oficial para a reposição da circulação naquele troço.
Situação sob vigilância
A evolução do caudal do Mondego
continuará a ser determinante nas próximas horas. As autoridades mantêm meios
no terreno e acompanham a estabilidade das estruturas envolventes.
O episódio reforça o alerta sobre os efeitos das intempéries e a vulnerabilidade das infraestruturas críticas perante fenómenos extremos.
As próximas atualizações deverão esclarecer o alcance total dos danos e os prazos de intervenção.

Comentários
Enviar um comentário
Críticas construtivas e envio de notícias.